O paulistano Bruno Belluomini surge como um estranho, e ao mesmo tempo bem vindo, no ninho do dubstep. Ele tomou a frente das pickups com o que os consultores de RH costumam chamar de "postura pró-ativa". Começou tocando jungle, (ritmo do começo dos anos 90 que é considerado o pai caótico do drum'n'bass) mas migrou para o dubstep quando descobriu os white labels - vinis de pouca circulação e sem capa impressa, para evitar que outros DJs não saibam quem remixou as músicas.
O álbum que apresentou Belluomini ao dubstep foi Grime, da Rephlex Records (de Richard D. James, o cara que incorpora o Aphex Twin). O DJ encontrou o tracklist do disco e começou a conversar com o artistas do grime (MK1, Plastician, entre outros) e, assim, deu início ao intercâmbio de discos, ideias e contatos. Isso tudo em 2004.
E
ntão, Belluomini fundou o Tranquera, um site que nasceu junto com uma festa própria para o dubstep. Com o tempo vieram os podcasts, os vídeos, mais festas...
Mas o processo é vagaroso. O próprio Belluomini admitiu em uma entrevista que "a cena aqui ainda é pouco expressiva, formada basicamente por entusiastas". Portanto ainda há muito trabalho a se fazer, ainda mais se compararmos as diferenças entre as culturas britânica e brasileira.