Inferno Club faz rock n´ roll fora de época

São Paulo, 18 de fevereiro de 2009
Por: Gabriel Rocha Gaspar

Divulgação


Chega o Carnaval, é aquela alegria só, todo mundo se fantasia, sai à rua, enche a cara, todo mundo se diverte. Certo? Nem sempre. Há quem não suporte ouvir marchinha, odeie pandeiros e ziriguiduns. Pensando nisso, o Inferno Club fez uma programação pra lá de especial. A decoração é de Carnaval (com direito a confetes e serpentinas), a data coincide com o Carnaval e o som é... Rock?! Exatamente.

"Samba não é nossa cara", afirma o dono da casa, Leandro Carbonato. É por isso que, no Inferno, o carnaval começa com o som rockabilly do Henry Paul Trio e, curiosamente, termina em marchinhas, no melhor estilo "Mamãe eu quero" e "Cabeleira do Zezé". Com uma única diferença: quem toca os clássicos é são os roqueiros do Velhas Virgens.

O !ObaOba conversou com Carbonato para saber um pouco mais sobre esse rock n´ roll fora de época.

!ObaOba: Vocês já fizeram algum carnaval roqueiro ou este é o primeiro?
Leandro Carbonato: Cara, na verdade, este já é nosso terceiro carnaval. A diferença é que neste ano, a gente fez uma coisa mais focada, trabalhando mais com essa mescla de gêneros. Nos outros anos, aconteceu uma coisa parecida - até porque a gente não trabalha com samba. Na verdade, a gente é uma casa bem eclética, já tocamos rock, reggae, ska, metal... Samba realmente não é nossa cara. Porque tem essa coisa que roqueiro não suporta samba.

!ObaOba: Como foi a balada nas últimas edições?
Leandro Carbonato: Sempre foi um sucesso porque tem muita gente que realmente não gosta de samba. Eu, no caso, gosto pra caramba. Mas a maior parte do nosso público não. Então, nessa época, o pessoal fica meio sem ter o que fazer. Alguns não gostam nem de viajar porque você vai pra praia e é sempre aquela loucura de gente na rua, carnaval pra todo lado e muita gente não gosta. Aí a gente faz o lado B da parada.

!ObaOba: O público que comparece ao Inferno no Carnaval é exatamente o mesmo público que vai às outras festas do ano?
Leandro Carbonato: A maior parte, sim. Na verdade, é meio que um presente que a gente dá a esse público pela fidelidade: "Nós vamos funcionar no Carnaval e dar a vocês o que vocês querem, que é rock".

!ObaOba: Como foi feita a escolha das bandas e dos DJs?
Leandro Carbonato: Bom, na sexta-feira a gente tem o Baile do Hawaii no Inferno. O Baile do Hawaii é uma festa recorrente em todos os carnavais. Só que a gente trouxe para o lado do Havaí mesmo. A gente descobriu o Dead Rocks, que é de São Carlos, que está rodando o Brasil inteiro. E tem o Henry Paul Trio, que é uma coisa mais anos 60, mais rockabilly, mas que tem essa veia, também atende a esse público. No sábado, a gente tem uma festa de carnaval gótica. Vem uma banda que toca Depeche Mode, além de uma "penca" de DJs. No domingo a gente faz o Inferno Black, que é uma festa que já rola direto e dá certo. Esse público sim é um público já mais ligado ao Carnaval. Mesmo assim, a gente faz uma coisa mais funk, Black Rio... E a segunda-feira é o dia mais legal porque a gente traz o Velhas Virgens, que lançou um disco chamado Carnavelhas, que são marchinhas (de Carnaval), mas com guitarras, mais rock n´ roll mesmo. Então, temos um Carnaval que dá um alívio pro cara que não gosta de samba.

!ObaOba: A casa terá alguma decoração especial para o carnaval?
Leandro Carbonato: Sim. A gente tem uma decoração que reproduz a passarela (do samba), com aquela coisa toda: confete, serpentina etc. Quer dizer, tem tudo do carnaval, só o som que não é o mesmo.

!ObaOba: Inferno é rock o ano inteiro? Vocês pretendem fazer um São João roqueiro, Natal roqueiro etc.?
Leandro Carbonato: Essa é uma boa, cara (risos)! Fazer uma festa junina roqueira... A gente já fez outras festas, fizemos Réveillon, Natal também, mas a festa junina, a gente nunca fez. Acho que eu vou pegar essa sua ideia. Fazer uma fogueira bem no meio da pista (risos)!

Confira a programação completa do Carnaval no Inferno