Quando pequena,
Ana Paula Felix - fã e irmã de Bruno, da dupla
Bruno e Marrone - adorava brincar de ser cantora. Quando ela completou 17 anos, em 1995, seu grande ídolo estourou nas rádios com a música "Dormi na Praça". Para sua surpresa, a dupla a convidou para cantar os
backing vocals da banda que, dali para frente, viajaria o Brasil e o mundo em turnê.
Quatorze anos se passaram e Ana acompanhou de perto o enorme sucesso da dupla. Como qualquer caçula, admirava - orgulhosa - a projeção do irmão no meio musical. Durante o tempo em que trabalhou como
backing, Ana Paula gravou três músicas com a dupla. Mas ganhou destaque mesmo ao posar nua, em dezembro de 2007, para a revista
Sexy.
Muito bonita, a moça chamou a atenção da mídia e decidiu que era hora de seguir adiante. Em 2008, Ana Paula Felix resolveu investir no próprio trabalho: em julho, lança o disco solo -
Vai Subir Poeira. Ela garante que o álbum vem repleto de toques do irmão que, ao lado de Amauri Pereira, faz as vias de empresário da moça: "Eu peço aval dele em todos os sentidos - desde a escolha do repertório até a interpretação feita no show". Leia a seguir entrevista que Ana Paula Felix concedeu ao
!ObaOba:
!ObaOba: Você acompanhou seu irmão por 14 anos. Antes disso, você trabalhou em outra área?
Ana Paula Felix: Não, como comecei cedo, nunca trabalhei com outra coisa. Na verdade, eu sempre brinquei e gostei de cantar, mas não era nada profissional. Foi assim até os meus 16, 17 anos, quando o Bruno me convidou para participar do primeiro CD deles. Depois disso, nunca mais saí da música!
!ObaOba: Você sempre quis ser cantora?
AP: Minha principal influência foi o meu irmão pois, sem dúvida nenhuma, o fato de sempre ver o Bruno cantar e tocar fez com que toda a família apoiasse a gente nisso. A gente sempre brincou muito de cantar só que, quando vimos, o negócio ficou sério (risos).
!ObaOba: E como você descreve esses anos em que trabalharam juntos?
AP: Nosso trabalho junto sempre foi muito legal, sabe? Posso dizer que trabalharmos juntos dessa maneira foi uma ideia muito bacana!
!ObaOba: Há alguns anos, você chegou a gravar um outro trabalho solo. Como foi isso?
AP: Falamos desse meu novo trabalho (
Vai Subir Poeira) como meu primeiro pois, na época, fiz um trabalho paralelo ao de vocalista da dupla. O outro, lançado há quatro ou cinco anos, não foi colocado como prioridade e nem fizemos divulgação direito. Se você fosse até uma loja procurar o CD, sequer encontraria. Talvez, se eu tivesse largado o vocal teria dado mais certo, mas não foi assim (risos).
!ObaOba: Então, agora que você não é mais backing, acha que está mais preparada?
AP: Ah, com certeza! Bem mais! Bem mais, porque agora eu saí e faz mais de um ano que estou trabalhando 100% em cima do meu novo projeto.
!ObaOba: Como foi a reação do Bruno ao saber que você sairia da banda?
AP: Quando falei para o meu irmão, ele disse: "Se é essa sua vontade, acho que você tem mesmo que sair e eu te apoio" e, naquela hora, esse apoio dele foi muito bom para mim.
!ObaOba: Hoje ele é seu empresário. Como ele te ajuda nessa nova empreitada?
AP: Ele me ajuda muito. Eu peço o aval dele em todos os sentidos, desde a escolha do repertório até a interpretação feita no show. Ele é um artista de peso, né? Fora isso de ele ser meu irmão ? que já é algo muito gratificante para mim ?, como profissional ele é alguém que merece minha admiração e respeito, pois tem mais de 20 anos de carreira. Tudo o que ele me fala é super levado (sic) em conta.
!ObaOba: Você optou por um sertanejo bastante animado, dançante, muito diferente do "modão". Você acha que é essa a tendência do "novo sertanejo"?
AP: O que está acontecendo agora é essa coisa do que chamam de sertanejo universitário, que tem uma levada bem mais pra cima do que o "modão", mas que não deixa de ser sertanejo. Então, nesse trabalho, a gente colocou - além das músicas românticas -, algumas que achei legal dar uma nova roupagem. Isso deu ao CD um ar diversificado, com batidas diferentes. Acho que os sertanejos de hoje, os "universitários", estão muito diferentes do que víamos antes, pois têm muita levada de axé. Depois que Bruno & Marrone gravaram com a Claudinha Leitte, eu acho que foram abertas portas para mudar a cara da música sertaneja. A gente tem mesmo que colocar arranjos que vão além do modão.
!ObaOba: Como foi a escolha do repertório de Vai Subir Poeira?
AP: Buscamos fazer um repertório bem pra cima, para agradar ao público, mas com a cara da Ana Paula. A gente até pode gravar o que está tocando porque está tocando e porque fica legal no show, mas tem que ter a minha cara e mostrar o que a Ana Paula gosta de fazer.
!ObaOba: Qual a sua dupla sertaneja preferida?
AP: Olha, eu gosto muito de vários, mas eu adoro a dupla Bruno & Marrone (risos)! Tirando eles, adoro Victor & Léo e Cristian & Ralf. Sou muito de timbre, sabe? Acho que para você gostar, tem que achar o conjunto agradável e não ir só pelo repertório.
!ObaOba: Tem algum artista nacional com quem você gostaria muito de dividir o palco?
AP: Ah, vamos "puxar mais o saco" para as mulheres? Vou escolher uma mulher, pois o mercado é bem mais difícil (risos)! Pra mim, seria um grandessíssimo prazer cantar com a Ivete (Sangalo) porque, pra mim, ela é a melhor mesmo. Não tem igual!
!ObaOba: Você posou nua em 2007 para a Sexy. Você acha que isso pode influenciar seu trabalho atual de alguma maneira?
AP: Olha, na verdade eu acho que se pode influenciar alguém, esse "alguém" é a
Sexy (risos). As pessoas que têm a revista podem lembrar e falar: "Nossa, a Ana Paula!", mas pra mim, acho que só mudaria alguma coisa se eu fizesse outra agora.
!ObaOba: E você faria?
AP: Ah (risos), eu até estava falando sobre isso com a Fernanda (assessora de imprensa), mas minha prioridade é meu novo trabalho, é cantar. Ter posado nua foi um imprevisto que aconteceu e eu topei (risos).
!ObaOba: Atualmente, qual o seu maior sonho?
AP: Ai, quero que meu trabalho se concretize. Hoje em dia, a gente nunca sabe o que vai dar certo. Por mais que a gente saiba que a música é legal, não tem como saber o que pode agradar aos outros. Demorou um ano e meio para eu terminar esse trabalho mas, às vezes, a gente prepara um repertório e acaba não sendo aquele que o público quer. Minha grande preocupação agora é concretizar isso... Meu sonho principal é: que dê certo, que minha música toque e que agrade ao público.
Clique aqui para ver uma montagem com a canção "O Remédio É Você", de Bruno e Henrique Marx, primeiro single do trabalho de Ana Paula.