Entrevista com Beto Bruno, da Cachorro Grande
São Paulo, 16 de abril de 2008
Por: Adriana Douglas
Por: Adriana Douglas
Divulgação / site oficial

O telefone toca. Depois de ouvir o ?alô??, é possível sentir a música ao fundo de uma breve apresentação. Música com volume alto, por sinal. É assim que funciona quando a conversa é com Beto Bruno, mais conhecido por ser o vocalista e líder da banda gaúcha Cachorro Grande.
Depois de ganhar seu espaço na cena musical brasileira, o quinteto, que trocou a vida calma e pacata do Rio Grande do Sul por São Paulo, não pára mais. Todo o esforço valeu e vale, já que é tudo pelo rock?n?roll. Os roqueiros que o digam. Hoje, são quatro discos lançados - sendo o último ?Todos os Tempos? em 2007 - em pouco menos de 10 anos de carreira, essa enraizada nas melodias de Beatles e The Who.
No palco, dividiram espaço com grandes artistas brasileiros como Nando Reis, Skank e Pitty, fruto da investida do músico Lobão. Daí em diante, com um empurrãozinho da emissora MTV, a Cachorro Grande ficou conhecida pelo Brasil afora, com suas letras ora suaves, ora mais energéticas e integrantes sempre vestidos de preto.
Como bons paulistanos, estão sempre tocando em casas noturnas do reduto underground, mesmo lugar onde saem para tomar a cervejinha que tanto gostam. Um prato cheio para os fãs que querem ficar um pouco mais perto dos ídolos. Sobre essa questão, algumas pessoas foram pegas de surpresa ao ler um depoimento de Beto à uma revista nacional, dizendo que não freqüentavam mais a Rua Augusta porque muitos fãs vão lá também e que não dava para ficar ?na boa?.O !ObaOba resolveu esclarecer essa afirmação que tanto incomodou e de quebra ainda perguntou sobre o show de abertura que a banda fez para os norte-americanos no Interpol, em São Paulo, e sobre a primeira apresentação gratuita que farão na Virada Cultural neste mês. Beto ainda deu uma previsão dos próximos trabalhos que estão nos planos da Cachorro Grande. Confira aqui na íntegra.