Entrevista: DJ Cobra

São Paulo, 11 de abril de 2008
Por: Carol Pascoal



Luis Lemos, mais conhecido como DJ Cobra, mora em Niterói, no Rio de Janeiro. Ele faz parte do seleto grupo do Superbacana DJs. Conversei com ele no Messenger. Falamos sobre sua carreira, a noite paulistana e a carioca. Confira:



!ObaOba: Quando começou a sua vida de DJ?

DJ Cobra: Tem tempo... foi no começo dos 90´s.

!ObaOba: Você se lembra qual foi a primeira casa ou festa em que discotecou?

DJ Cobra: Minha memória é seletiva, conforme o tempo passa vai se apagando (risos). Na verdade, comecei produzindo trilhas para desfiles de moda.

!ObaOba: Qual o som predominante nos seus sets?

DJ Cobra: Hoje em dia varia. Por tocar há muito tempo, tenho no meu DNA algumas configurações que me permitem ser, digamos, polissêmico. Tem uma noite aqui no RJ que só toco disco, anos 70 e 80. Além disso, estou a frente do programa Celebration, que vai ao ar todos os sábados, a paritr das 22h, na JB FM. Mas minha paixão musical é pelo techno. Agora sendo mais prático e respondendo sua pergunta, nos meus sets tenho uma abordagem que vai do tech house, passando pelo minimal, sem esquecer dos grandes clássicos que mexem com o espírito do ser humano e finalmente chegando até o techno.

!ObaOba: Você já tocou em São Paulo?

DJ Cobra: Sim. Desde 2001 toco no clube A Lôca, onde fui residente até o final de 2007. Diga-se de passagem... minha paixão!

!ObaOba: Quando você não está atrás das pick-ups costuma freqüentar quais baladas?

DJ Cobra: Para ser franco, hoje em dia tenho pouco tempo para me jogar. Isso é sinal de muito trabalho (risos). Geralmente só me jogo nas noites em que estou tocando (risos)! Selfish total!

!ObaOba: Você tem algum myspace ou site em que as pessoas possam conhecer seu trabalho?

DJ Cobra: Sim. É http://www.myspace.com/puralenha. Gostou do nick né?!

!ObaOba: De onde veio esse nick?

DJ Cobra: Puro techno. Lenha é o apelido carinhoso que se dá para este gênero musical tão incrivelmente barulhento (risos)!

!ObaOba: Você acha o público do RJ muito diferente do de SP?

DJ Cobra: Sim. Toquei nas baladas undergrounds de SP. Quando falamos de underground, entenda como trabalho autoral, ou seja, quando você tem uma pista de dança cheia de entusiastas e fascinados pelo gênero musical que você toca, rola uma mágica incrível, uma sinergia única. Aqui no RJ a pegada é mais cool, mais mainstream, entende?!

!ObaOba: E fora das baladas, que som você curte ouvir?

DJ Cobra: O som dos meus pensamentos!

!ObaOba: E você tem algum projeto em mente?

DJ Cobra: Sim. Ser melhor a cada dia em tudo que faço!

!ObaOba: Você sabe quando virá tocar em SP?

DJ Cobra: Pois é, estou tocando muito aqui pelo RJ. Mas adoro SP, os clubs e a cena. Pintando oportunidades certamente estarei "socando" por aí...

!ObaOba: Como os interessados em se tornar DJ devem começar a carreira? Quais os melhores meios atuais de divulgar novos trabalhos?

DJ Cobra: Eita... tem tanto DJ já (risos). Sugiro uma carreira mais convencional. Brincadeira... Enfim, isso é de cada um. Uns começam pelo hype, outros pela questão financeira, eu faço pela paixão lúdica e viceral. Capiche?

!ObaOba: Tem muitos DJs utilizando Ipod, celular e notebook para fazer os sets! Você já utilizou essas tecnologias na noite?

DJ Cobra: (risos) Isso é ridículo. Sem comentários! Eu recomendo o bom e velho 12", só toco com vinyl. Lembre-se que sou um apaixonado pelo babado e portanto estou firme ao lado lúdico da profissão. Com relação a pergunta, enquadre apenas os que usam Ipod e celular. Notebook é uma ferramenta muito legal para quem tem conhecimento de causa, só o notebook não leva ninguém a lugar nenhum.

O fim da conversa

!ObaOba: Bom acho que é isso. Tem mais alguma coisa que você queira falar?

DJ Cobra: Queria dar um susto em todos que estão lendo a matéria: BOO!

!ObaOba: Acho que você conseguiu!!