Entrevista: Sabrina Tomé, beldade das pick-ups
São Paulo, 25 de março de 2008
Por: Andréia Regeni
Por: Andréia Regeni
Divulgação

A gaúcha Sabrina Tomé comemora a boa fase. Escalada para o segundo dia do Winter Music Conference em Miami, que começa nesse dia 25 de março e acaba no próximo sábado, com o Ultra Music Festival, a moça prova que só o rostinho bonito - muito, por sinal - não é o bastante. Tem que ter atitude e sensibilidade também.
Presença constante nos principais eventos de música eletrônica pelo país, Sabrina também bateu cartão em grandes clubes como Pacha, El Divino, Anzu e Bali Hai, além da residência de 7 anos no Ibiza. Teve, ainda, a honra de dividir as pick-ups com ninguém menos que Tiësto, ainda hoje o bambambam entre os DJs por todo o mundo.
Conversamos com a beldade um pouco antes dela embarcar para Miami, onde irá lançar seu trabalho ao lado do DJ Edner Soares durante o Winter Music - vale dizer que o evento é SÓ um dos maiores encontros do setor no mundo. Ela conta ainda sobre seus gostos musicais e o que faz quando não está colocando a pista para dançar.
!ObaOba - Há quanto tempo você decidiu pela profissão?
Já trabalho como DJ há dez anos. Sempre estive envolvida com festas de alguma forma, produzindo ou divulgando, e música pra mim é uma das grandes paixões. O que eu fiz foi juntar as duas coisas.
!ObaOba - Por que o house?
Identificação. É o estilo que mais gosto de ouvir, que hoje é fashionable e, portanto super ?vendável?. Dá prazer e boas gigs.
!ObaOba - Você já tocou outro estilo? Sim, no início da carreira a música eletrônica no Brasil ainda era muito insipiente. Toquei muito dance music by Europa, estilo bem ?ibizenco?, muito também pela influência do conceito da casa em que comecei e fui residente durante 7 anos, o IBIZA CLUB.
!ObaOba - Quais seus produtores favoritos?
Gosto muito do London 909, Flash Brothers, escuto bastante Moby e atualmente ando curtindo muito a dupla francesa Justice.
!ObaOba - Quais suas maiores influências na música?
Aqui no sul temos o rock ?n? roll na veia. Escuto muita coisa diferente, tenho em geral grande influência dos anos 80. Adoro Madonna, Billy Idol, Guns ?n? Roses, B?52s, Information Society, Depeche Mode e por aí afora.
!ObaOba - O que você costuma escutar em seu tempo livre?
Outras coisas fora música eletrônica. Preciso dar um tempo. Ando ouvindo muito Amy Winehouse.
!ObaOba - Como você acha que anda a cena da música eletrônica no país?
Hoje, totalmente um business estabelecido. Isso é muito bom por um lado, existem muitos investimentos na cena. Por outro, estimula o mercado eletrônico a produzir muita porcaria sem conceito. Não que seja fácil encontrar uma linha interessante a seguir, até porque fazer algo diferente e inusitado atualmente é bem complicado. A informação está aí pra todo mundo, e acredito que o que faz diferença mesmo é o que um DJ é capaz de fazer usando sua criatividade.
!ObaOba - Qual a festa que você mais gostou de tocar? Não tive uma só. Mas quando estive em países como a Bolívia, na América Latina, me surpreendi muito com a vibe da galera.
!ObaOba - Quando não está trabalhando, você costuma ir a que tipo de balada?
Tenho muitos amigos e freqüento lugares com diferentes propostas. Gosto muito de ir a shows também.
!ObaOba - Quais suas expectativas para o evento Winter Music de 2008?
Nossa, as melhores possíveis. Mais o que me deixa mais feliz é que irei divulgar por lá, em primeira mão, a minha primeira produção em parceria com o DJ Edner Soares.
!ObaOba - Que conselho daria para os novos DJs do Brasil?
Que a galera procure sempre estar à frente em termos de tendências. Eu, por exemplo, já ando me perguntando: ?O que virá depois dos DJs, como nova forma de expressão musical??.
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