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Aline Calixto apresenta seu disco de estreia
ObaOba convida cantora a apresentar cada faixa do CD, considerado o melhor de 2009 pela APCA
Thursday, 07 January, 2010 - 13h30
Créditos: Divulgação/Guto Costa
A ex-professora Aline Calixto deixou a geografia e se jogou no samba. O resultado dessa troca está em seu disco de estreia, Aline Calixto, lançado pela Warner Music e produzido por Leandro Sapucahy. E só o primeiro, mas essa carioca radicada em Minas promete.
Prova disso é que nem bem o CD saiu, já foi eleito o melhor de 2009 pela APCA (Associação Paulista de Críticos de Artes). "Fiquei muito muito feliz! Também fiquei em choque, porque esse é meu primeiro trabalho e sei da importância e da seriedade desse prêmio. Esse disco não foi simples de fazer e fico feliz pelo reconhecimento", conta. Nele, há parcerias com Edu Krieger, Arlindo Cruz, o rapper Renegado, Monarco, Walter Alfaiate, entre outros nomes.
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Como Aline conversou com o ObaOba em junho de 2009 e falou sobre sua trajetória, suas influências e a produção do CD que, na época, ainda estava no forno, resolvemos fazer um esquema diferente dessa vez. Afinal, como ela mesma diz, "de lá para cá, as pessoas passaram a conhecer mais meu trabalho. Estive em várias cidades do Brasil e as portas foram se abrindo. O lançamento do CD foi mais uma possibilidade de reconhecimento". Então, vamos conhecer o disco. Quem apresenta é a própria Aline. Se depois de descobri-lo faixa a faixa - e até ouvir uma - você morrer de curiosidade, participe da nossa promoção. Quem sabe você não fatura um disco de graça?
1. Original (Sandro Borges e Santão)
"É um samba bem pra cima, com força, que conta a história de uma mulher que consegue se impor".
2. Cara de Jiló (Aline Calixto)
"Essa é engraçada, irreverente, faz uma brincadeira com a vida. Afinal, a vida é boa, pra que ficar com essa cara de jiló? Não precisa! É um samba alegre, um maxixe feito por grandes amigos".
3. Enfeitiçado (Affonsinho)
"Fala de amor de uma maneira muito bonita, sem ser piegas. O Affonsinho consegue falar de forma cativante... É uma receita de amor acompanhada de uma ótima levada".
4. Tudo que Sou (Aline Calixto)
"Foi minha primeira música de trabalho. É uma reflexão, uma postura... Não podemos ser mais ou menos mesmo. Acho que ´Tudo o que sou´ é bastante autobiográfica também".
5. Saber Ganhar (Edu Krieger)
"Essa música é de um grande amigo, um parceirão. Quando ouvi, pensei ´que sacada!´. Nessa roda da vida as pessoas não sabem ganhar e deixam o ego inflamar demais. É um recado para essas pessoas".
6. Oxossi (Roque Ferreira)
"Oxossi faz uma referência ao caboclo. Acho legal ter esse tipo de música no repertório, porque é nossa cultura e não podemos perder isso, temos que levar adiante".
7. Faz o Seguinte (Renegado)
"Achei muito interessante misturar outras vertentes. O Renegado fez essa música e achei demais! Mostra as pessoas que não se martirizam pelas dificuldades, a música deixa tudo como antes... Mesmo com o conflito, as pessoas seguem em frente".
8. O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro (Aline Calixto e Makely Ka)
"Fala dessa história do dragão e São Jorge. Eles estão sempre em um combate sem fim, é amor e ódio. O Makely conseguiu transpor isso de maneira muito forte e fiz a melodia procurando seguir esse caminho".
9. Rainha das Águas (Douglas Couto e Rodrigo Santiago)
"Rainha das Águas fala de Iemanjá. É uma música linda e repito o que disse sobre Oxossi: não podemos deixar de cantar nossa cultura. Além disso, os compositores dessa música são dos grandes e ainda não tinham nada gravado".
10. O Teu Amor Sou Eu (Rogê e Arlindo Cruz)
"Também é pra cima, fala de amor. O que é uma característica do Arlindo, deixar as pessoas para cima. É uma grande sacada também, fala de amor de uma forma gostosa e alegre e o Arlindo faz isso como ninguém!"
11. Você ou Eu (Aline Calixto e Mestre Jonas)
"É uma brincadeira entre um casal. Mostra as diferenças entre eles. Mesmo (sendo) opostos, continuam juntos".
12. Retrato da Desilusão (Mauro Diniz e Monarco)
"Quem trouxe essa música para o repertório foi o Leandro Sapucahy (produtor do CD). É a única regravação, foi cantada pelo Jorge Aragão e eu achei lindo! Essa coisa da Velha Guarda tem tudo a ver com o disco".
13. Uma Só Voz (Edu Krieger) com participação de Walter Alfaiate, Wilson Moreira, Monarco, Nelson Sargento
"´Uma só voz´ fecha o disco falando da minha profissão. Fala do cantar, do porquê de cantar... Gravei com grandes amigos e juntos fechamos o CD de maneira bem simples, mas também muito intensa, passando todo nosso desejo de cantar".

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