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Avatar é um sci-fi épico ecológico
Wednesday, 16 December, 2009 - 14h00
Créditos: Divulgação
Acabo de voltar da cabine de imprensa de Avatar, de James Cameron, o blockbuster mais esperado do ano. E, sim, a espera valeu a pena - ao menos pelas imagens. O filme é uma fantasia sci-fi tribal épica fluorescente de bom gosto, com fundo ecológico e político (tecnologia x natureza). O filme peca um pouco pelo melodrama excessivo (afinal, estamos falando de Cameron...), mas ganha pontos com um visual inacreditável e pelo posicionamento ideológico (contrário à "civilização selvagem" predatória e favorável ao tribalismo ancestral e inocente). O enredo, no entanto, não surpreende.
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Há referências a Aliens, O Resgate, clássico de 1986 do mesmo diretor: Sigourney Weaver passa de tenente enfurecida (Ripley) a cientista ativista (Grace) - por sinal, categoria que odiava tanto quanto milicos e megaempresários corporativistas que infernizam sua vida desde o primeiro filme da franquia, Alien, e que, claro, são os vilões máximos de Avatar. Além disso, há equipamentos militares e elementos narrativos semelhantes, como o diário cibernético em que Jake (Sam Worthington ) registra acontecimentos, da mesma forma como Ripley fazia no primeiro filme da série.
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No entanto, diferente dos mundos bizarros e inóspitos de Alien 1 e 2, o planeta Pandora, de Avatar, é lindo, cintilante e repleto de criaturas de morfologia mista inspiradas em animais terrestres, voadores e aquáticos que conhecemos bem (os próprios Na´vi são azuis, meio humanos, meio felinos). Pandora, alvo da cobiça humana, está a ponto de ser destruída devido a uma nova forma de energia. A batalha está a caminho e algumas rebeliões terão que ocorrer para que os Na’vi evitem o fim...
Mensagem? Odeio esse lance de mensagem em cinema, mas ela é clara: salvar a floresta. Mas qual seria a mesma senão a Amazônia? E qual seria a "nova energia" que não a abundante água existente na mata tropical? Isso tudo te parece muito teoria da conspiração? Pode ser que seja mesmo. De qualquer forma, o próprio Avatar, que se passa em 2153 (ou coisa do tipo... uma época em que a Terra está praticamente morta) e faz referência a uma suposta guerra cabeluda na Venezuela. Há até um discurso embutido contra o terrorismo.
Enfim, o uso do 3D no filme é discreto e eficaz. Alguns enquadramentos causam vertigem. Muito manero! São duas horas e 41 minutos de projeção, que em alguns momentos são "doces" demais, mas que no geral passam rápido por serem calcados em um roteiro ágil, mesmo que não muito robusto. Pode não agradar a todos fãs de sci-fi, mas é diversão garantida (apesar de longo, pro meu gosto).
Resumão: imagens fortes, enredo fraco, resultado médio. Avatar chega aos cinemas de todo o mundo nesta sexta-feira, dia 18.
Esse texto foi originalmente publicado no Blog Volume

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