Brasil
/
Magazine
Beto Bruno fala do novo disco do Cachorro Grande
Banda gaúcha grava CD em estúdio vintage e testa novas músicas nos shows
Thursday, 26 March, 2009 - 08h40
Créditos: Divulgação
"Às vezes, a gente precisa dar uma arejada", diz Beto Bruno, vocalista da banda de rock Cachorro Grande. Faz 15 dias que os "cachorros" estão enfurnados no estúdio portoalegrense Acit, descobrindo sons, recursos técnicos, experimentando e, claro, gravando seu quinto disco, ainda sem nome.
Animado com o trabalho, Beto filosofa sobre a trajetória da banda no carregado patoá gauchês: "Estamos descobrindo o que é o Cachorro Grande", acredita. "Acho que toda banda começa a encontrar seu som lá pelo quarto, quinto disco". E comemora a redescoberta: "Antes, a galera ouvia e era aquela coisa: ´´Bah!´ Parece Beatles, mas os caras cantam em português´. Agora já ouve e fala: ´Isso é Cachorro Grande, tem aquela voz, aquela guitarra mais alta...´".
Ainda assim, o quinto CD deve revisitar, nas mais variadas maneiras, as influências que dão nome à banda – parêntese necessário: em 2006, Beto Bruno disse a este mesmo repórter que o nome do grupo nascera espontaneamente, já que as influências deles eram "cachorros grandes" como The Who, The Beatles, Rolling Stones... Desta vez, o conjunto grava com equipamentos "vencidos", oriundos dos idos anos 70. E o cantor acredita veementemente que é isso dará ao Cachorro Grande a cara vintage que ele busca - dos arranjos sessentistas aos terninhos: "Não é frescura (usar equipamentos antigos), faz toda a diferença. Às vezes a gente mostrava o som para nossos pais e eles diziam: ´legal, mas falta alguma coisa´. Encontramos o que faltava", se empolga.
Nas "arejadas" dessa busca pela sonoridade perfeita, os cachorros ouvem Neil Young e Frank Zappa ("o mais cru e o mais maluco", nas palavras de Beto Bruno) e fazem um show ou outro na capital gaúcha. Nesta quinta-feira (26/03) mesmo, eles sobem ao palco do teatro do Bourbon Country, ao lado de Mallu Magalhães e da banda Identidade, de quem ouviremos falar em breve, garante Beto.
O que esperar do show? "Nada", rebate o vocalista na lata. "Antes eu respondia essa pergunta como toda banda responde (fazendo uma voz empolgada): ´que o público sinta com a gente, que entre na onda´. Agora, se for diferente, já ta bom". Diferença garantida nas três músicas novas - tal qual o disco, ainda sem nome - que o Cachorro Grande tem testado nos últimos shows. "O público fica meio bobão, né?", confessa. E explica: "Eles não conhecem e sentem nossa insegurança também". Na análise de Beto Bruno, duas das músicas são mais lado B ("a galera não reage assim de primeira") e uma empolga o público na hora. "Vamos chamá-la de ´Dance´ ou ´Dance Agora´", adianta e vai além: "Tem potencial para ser nossa primeira música de trabalho". Saberemos em 15 dias, quando os cachorros deixarem o estúdio com o novo material debaixo do braço.

Não há comentários. Seja o primeiro!
Post new comment