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Brasileiro concorre ao melhor emprego do mundo
Tuesday, 03 March, 2009 - 08h45
Créditos: Governo de Queensland
Talvez você já tenha recebido por e-mail, talvez tenha visto em revistas ou na televisão que o Departamento de Turismo de Queensland na Austrália procura alguém para o que chama de "Melhor emprego do mundo". A proposta é tão boa que tem pinta de spam: passar seis meses em uma ilha paradisíaca da costa australiana e ainda ganhar US$ 150 mil para isso. Pois bem, passado o susto, sabe-se que não se trata de um spam, mas do melhor emprego do mundo de fato (zelador de paraíso tropical), cujos 50 pré-aprovados serão conhecidos nesta terça-feira, 3 março.
O brasileiro Fernando Dabdab, perito judicial e arquiteto, espera estar entre eles. "Sou o mais adequado por causa da minha experiência de vida", acredita. O cara é mergulhador ("de cavernas, corais, naufrágios", faz questão de frisar), nadador ("desde criança"), já fez remo, triatlo, é um amante da natureza. Mas talvez isso tudo não seja suficiente, já que rolaram nas entrelinhas boatos de que os 50 melhores já teriam sido contatados pelo órgão que organiza o concurso.
Mas, como esclarece o Queensland Tourism em nota oficial, "um número" de candidatos foi contatado para realizar um teste "psicométrico" online, "complementar ao vídeo". A nota termina dizendo que o contato não garante lugar entre os 50 convocados. Mesmo assim, o anúncio deu uma abaixada de bola em Fernando, que lista a animação como uma de suas melhores características. "Desanimei quando soube que eles estavam entrevistando uns candidatos".
Já que a especulação não leva a nada, Fernando prefere se ater a fatos concretos. E o fato mais concreto nesse momento é que ele está injuriado com a cobertura que a mídia tem dado ao processo todo. "Falam que o brasileiro não tem condições, que não sabe falar inglês, que não sabe nada. Só mostram os brasileiros que fizeram papel de bobo. Mas já pararam pra prestar atenção nos gringos? Tem um búlgaro que não fala uma palavra de inglês e fica na neve, mostrando um cartaz dizendo que ele precisa de seis meses de sol. Não é só brasileiro que faz piada com o negócio". Por isso, Fernando - que é contra a divisão dos candidatos por países ("É uma vaga, não uma olimpíada") - torce para que um brasileiro conquiste o emprego. "Temos uma alegria e uma capacidade de comunicação que ninguém no mundo tem". Tomara que o Departamento de turismo de Queensland pense assim também, Fernando.
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