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Brasileiros querem título mundial de dança de rua
Com coreografia inspirada em Michael Jackson, companhia carioca promete fazer bonito em Las Vegas
Wednesday, 22 July, 2009 - 13h18
Créditos: Site Oficial
"Vamos ser campeões mundiais", profetiza Sandro Soares, coreógrafo do Impacto Urbano Soul Street Company sobre o 8º World Hip Hop Dance Championship, que acontece entre 28 de julho e 2 de agosto em Las Vegas. "Pelo menos a ideia é essa, né?", ri. Mas fala a sério. As chances, que já eram grandes quando o grupo conquistou o primeiro lugar no Street Culture Hip Hop de Ribeirão Preto, aumentaram agora.
Por um triste acaso, é preciso dizer, mas aumentaram. O Impacto vem trabalhando há longa data uma coreografia baseada na música "Dangerous", do álbum homônimo de Michael Jackson, de 1991. "Pô, todos ficamos muito tristes com a morte do Michael", conta Soares, fã declarado do rei do pop, morto a 25 de junho deste ano. "Ele foi o cara que trouxe o break, o pop, é o pai da dança de rua". Foi o pai também da vida profissional do hoje coreógrafo, que confessa ter "três ponto qualquer coisa" de idade. Soares é nascido em Carmo, cidade de 16 mil habitantes na divisa do Rio de Janeiro com Minas, que ele próprio diz ser "carente de atividades culturais". Por lá, o barato dele e de seus amigos era ensaiar os passos do clássico Thriller pelas ruas.
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Mas como a cidade não tinha grupo profissional de dança, ele partiu para a ginástica de competição. "Por isso, sou muito exigente quanto ao preparo físico dos dançarinos: todo mundo tem que ter boa elasticidade e não dá para ser obeso. Até porque, temos elementos de capoeira e ginástica nas coreografias". A outra exigência para a molecada entrar no grupo patrocinado pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro é ter frequência e boas notas na escola.
Aliás, os nove dançarinos - todos entre 15 e 18 anos - são da mesma escola, a Estadual CIEP 145 Dr. Oswaldo Cruz, no município de Cordeiro (RJ). "Somos um grupo quase misto", conta Sandro Soares. São seis meninas - Leticia (17), Paloma (16), Tatielle (16), Gabrielle (15), Pâmela (15), Lívia (15) - e três meninos - Lucas (18), Anderson (18) e Carlos Wanderson (15) - que sonham para além do título de melhores dançarinos de rua do mundo. "O próximo passo é profissionalizar o grupo. Já temos uma referência nacional e quando voltarmos teremos a referência internacional também". Para isso, a estrada ainda é longa, já que os grupos profissionais precisam ter um bom contingente de maiores de idade. "Daqui a dois anos, a gente tem uma estrutura profissional", acredita Sandro.
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Mas isso é para depois. O negócio é que agora, o Impacto Urbano Soul Street Company tem uma pedreira pela frente. Além deles, delegações de outros 29 países se enfrentam no palco em Las Vegas, cada um com suas misturas particulares das raízes da dança de rua com movimentos e ritmos regionais. São B-Boys dos Estados Unidos, Canadá, França, México, Finlândia, África do Sul, Nigéria, Alemanha, Colômbia, Argentina, Marrocos, Portugal, Japão, Nova Zelândia, Dinamarca e muito mais. E, se a dança de rua muda de cidade para cidade - "São Paulo tem uma coisa mais de combate, o Rio é mais samba", lembra Sandro Soares, que também é carnavalesco e coreógrafo de escola de samba - imagine de país para país. Haja palco... Quer dizer, rua para tanta dança!
O calendário completo do World Hip Hop Dance Championship você confere no site oficial do evento.
Clique aqui para ver os melhores momentos da edição de 2008 do World Hip Hop Dance Championship.

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