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Céu é menos MPB e mais Céu em novo disco
Cantora se distancia do banquinho e do violão e extrapola assinatura musical do primeiro disco
Tuesday, 18 August, 2009 - 05h00
Créditos: Divulgação / myspace
Sempre que um artista estoura no disco de estreia, bate aquele medo de lançar o segundo que pode não ser tão bom quanto o primeiro ou muito igual ou muito diferente ou muito melhor ou muito mais um monte de coisas. Mas para Céu, isso não é um problema. Com o lançamento de seu segundo trabalho, Vagarosa, a cantora afirma de vez sua personalidade e experimenta como pode.
Entre as 12 faixas do álbum, ela abusa das possibilidades que a tecnologia proporciona e faz canções que exploram novas sonoridades e ruídos. Casos de Papa, Sonâmbulo e Rosa Menina Rosa, que misturam ainda influências de música brasileira e música negra. Nesse disco, ela também traz parcerias com as cantoras Anelis Assumpção e Thalma de Freitas (Bubuia), Los Sebozos Postizos (Rosa Menina Rosa), Curumin (na bateria de Nascente e Cordão da Insônia) e Luiz Melodia, que dá seu auxílio luxuoso aos vocais de Vira-Lata, enquanto Rodrigo Campos manda ver no cavaco, pandeirão e tamborim. A produção é de Beto Villares, que compôs algumas faixas com a cantora e é o responsável pelo selo Ambulante Discos, que anda dando o pontapé inicial na carreira de muito músico novato.
Enquanto isso, vai surgindo uma infinidade de novos artistas que apostam nos clássicos do samba e da MPB e os que vão criando novas misturas. Céu pega todos esses elementos e faz de Vagarosa um trabalho original, sem as amarras da definição de um gênero, mas sim de um estilo, cada vez mais distante do banquinho e do violão.
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