São Paulo / Notícia
Como organizar uma boa festa?
Idealizadores da Patropi, Santo Forte, House Down e Bailinho revelam o que não pode faltar numa festinha independente
Você já parou pra pensar que existe todo um processo de produção por trás das festas que frequenta? Ligados nisso, nós do ObaOba conversamos com organizadores de algumas festas independentes que estão bombando em São Paulo para saber o que eles levam em conta ao produzir a balada. Segundo a maioria deles, a identidade e o conceito, a escolha do lugar e das atrações, a divulgação e comunicação são elementos fundamentais nos bastidores da organização.
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Para você que tem projetos na noite ou simplesmente interesse no assunto, os idealizadores das festas Santo Forte, Bailinho, Patropi, Soul.Set, House Down e Antonieta dão cinco dicas de como organizar uma boa balada. Confira!
1ª dica: Conceito
Para Leonardo Ruas, organizador dos projetos Patropi e Soul.Set no Teatro Mars e Chakras respectivamente, em primeiro lugar, uma boa festa precisa ter um conceito musical. “Coerência no line-up é muito importante. Se você convidou uma banda de música brasileira, não adianta colocar um DJ de abertura que toca techno”, comenta Leonardo. “O conceito visual e decoração também precisam estar em harmonia com a proposta da festa”, completa.
2ª dica: Divulgação
Segundo Tutu Moraes, organizador da Santo Forte no Estúdio Emme, a preparação de uma festa vai desde a escolha do artista que será autor da arte do flyer e dos cartazes, até a divulgação nas mídias sociais e imprensa tradicional. “Não adianta nada saber que vai rolar um som legal e que o espaço é bacana e bem equipado, se o público for caído”, afirma Tutu.
Segundo Tutu Moraes, organizador da Santo Forte no Estúdio Emme, a preparação de uma festa vai desde a escolha do artista que será autor da arte do flyer e dos cartazes, até a divulgação nas mídias sociais e imprensa tradicional. “Não adianta nada saber que vai rolar um som legal e que o espaço é bacana e bem equipado, se o público for caído”, afirma Tutu.
3ª dica: Escolha das atrações
Fernando Nascii, organizador das festas House Down e Gop Tun Sessions no Bar Secreto e Squat, acredita que a parte musical/artística é fundamental. "A festa pode até não ter estrutura, mas se o line-up for bom já é um grande passo para ser incrível", comenta Nascii. Recentemente, o coletivo Gop Tun trouxe o DJ e produtor americano Night Plane (Wolf & Lamb/Soul Clap) para tocar em São Paulo, além da dupla mexicana Balcazar & Sordo.
4ª dica: Estrutura
Vice-presidente do Diretório Acadêmico de Comunicação e Artes do Mackenzie e um dos organizadores das festas universitárias Mackbixos e Antonieta, Thiago Ito considera importante as questões estruturais de bar, banheiro e segurança, além do espaço livre para a circulação das pessoas na festa. “Se o universitário conseguir pegar uma bebida sem problema, puder ir e vir aonde quiser durante a festa, conseguir ir ao banheiro sem filas e se sentir seguro, ele não terá do que reclamar”, defende.
5ª dica: Criatividade
Organizador e DJ da festa Bailinho, Rodrigo Penna acredita que o principal atrativo de uma festa é a criatividade. "Para organizar uma festa é preciso ter identidade, respeito e dedicação com seu público", comentou. A cada edição, ele inova na decoração e traz diferentes intervenções artísticas para a festa, como colagens e fragmentos de textos espalhados pelas paredes, além de investir em apetrechos para o público brincar na pista e correio do amor. Outra característica marcante é a presença de convidados especiais para tocar (geralmente atores/artistas). De Luana Piovani e Glória Menezes. O Bailinho existe desde 2007 e além de edições mais frequentes em São Paulo e Rio de Janeiro, passa também por Recife, Brasília e Salvador.

