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Entrevista: DJ Junior C.
Com apenas 22 anos, DJ é revelação não só no Brasil, mas também nos EUA
Monday, 14 December, 2009 - 06h00
Créditos: Divulgação/ Tiago Speroto
Com apenas 22 anos de idade, o produtor e DJ Junior C. começa a se destacar nas noites de São Paulo e do mundo. Fã de Pink Floyd, o paulistano apresenta sets que vão desde o deep house até o techouse e, neste mês (ao lado de Anderson Noise) ele foi um dos representantes do País na festa Made in Brazil, que aconteceu no clube Avalon, em Los Angeles.
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Junior - que começou a encarar as picapes aos 13 anos - já tocou em clubes como o extinto LOV.E, Museum, Suíte 65 e Clash e participou do festival Winter Music Conference, em Miami. Foi contratado pela 3Plus Talent (uma das maiores agências de DJs da America Latina) e, aos 19 anos, foi o DJ mais jovem a participar do Skol Beats - onde dividiu as atenções com gente do calibre de Gui Boratto, David Guetta e M.A.N.D.Y..
Autor do hit "Like a Dream", Junior C. também já foi indicado aos prêmios Cool Awards (como DJ Revelação), DJ Mag (como Produtor Revelação) e Best Brazil. O segredo para o sucesso? "Os DJs devem ser sérios, comprometidos e ter personalidade - tocar o que realmente acreditam. O resto será consequência do profissionalismo e da dedicação", ele garante.
Para você, qual a importância de ter sido convidado para se apresentar no clube Avalon (que já recebeu gente como Michael Jackson e Beatles)?
Foi extremamente importante porque, além de ter no line up dois DJs brasileiros (eu e o Anderson Noise), a festa tinha o nosso país como tema principal - o que mostra o quanto a música eletrônica brasileira está sendo valorizada lá fora.
E qual foi a sensação de estar em Los Angeles como um dos representantes do Brasil?
Tenso (risos)! Confesso que fiquei um pouco nervoso com a responsabilidade, mas no final deu tudo certo!
Você acredita que lá fora é mais fácil ter seu trabalho reconhecido do que aqui?
Meu mercado principal é o Brasil - eu prefiro tocar aqui. Mas já deu pra perceber que a visibilidade e as oportunidades fora daqui são muito maiores.
De modo geral, como você costuma ser recebido em outros países?
Sou bem recebido. As pessoas ficam superinteressadas principalmente quando ficam sabendo a minha idade e que sou do Brasil.
Quando você se apresenta fora daqui, o público costuma ser local ou os clubes ficam lotados de brasileiros que querem prestigiar o trabalho de um conterrâneo?
É meio a meio, mas no Avalon foi a vez que mais tinha brasileiros. Foi muito bacana encontrar os conterrâneos em massa (risos)!
Então normalmente, o público gosta do que os brasileiros têm a oferecer em termos de música eletrônica?
Sim! A galera de fora adora o som dos DJs brasileiros.
De que maneira você acha que o "intercâmbio" cultural entre DJs pode influenciar na música, em geral?
Conheci vários DJs muito bons que nunca tinha ouvido falar. Isso é muito bacana porque alguns deles também não me conheciam e ficamos surpresos com o trabalho uns dos outros. Agora já estamos trocando informações, músicas e planejando remixes que, com certeza, vou tocar e comentar com os outros DJs e eles vão fazer o mesmo do outro lado do mundo.
Na sua opinião, o que precisa mudar na cena eletrônica para que os DJs nacionais sejam mais valorizados?
Quem realmente quer ser DJ não deve viver de se exibir porque ganhou um trocado ou ficou famoso ontem. Os DJs devem ser sérios, comprometidos e ter personalidade - tocar o que realmente acreditam. O resto será consequência do profissionalismo e da dedicação.
Você planeja representar o Brasil lá fora outras vezes?
Sim! Já estou vendo de voltar para L.A. para tocar em outra festa, mas por enquanto nada oficial.
!ObaOba: E quais são os seus projetos para 2010?
Me dedicar às minhas produções e a um projeto que está "em off" ainda, mas posso adiantar que vai envolver áudio e vídeo - tudo comandado por mim.
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