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Entrevista exclusiva com Blaze Bayley
O cantor fala sobre sua nova fase musical
Friday, 19 December, 2008 - 20h00
Créditos: Divulgação/ Myspace
As 15:00 em Londres, Blaze Bayley atende o telefone. Estava esperando seu assessor mas a voz grave e enérgica anuncia: "Here´s Blaze".
O vocalista tem em seu histórico nada menos do que seis anos de Iron Maiden, dividindo o palco com Steve Harris, Adrian Smith e Nico McBrain, produzindo os álbuns The X Factor e Virtual X.
Seguindo carreira solo desde 1999, Blaze encontrou sua identidade musical e se consagrou como um dos vocalistas mais respeitados do heavy metal. O CD mais recente, The Man Who Would Not Die, foi lançado em 2008, ano em que sua esposa e empresária faleceu (dia 27 de setembro) e sua banda foi toda reformulada.
Com 11 apresentações marcadas em janeiro no Brasil, o cantor conversou com o !ObaOba, falou sobre suas expectativas para o próximo ano e contou um pouco mais sobre a nova fase de sua carreira.
!ObaOba: Seu novo CD, The Man Who Would Not Die, marca uma nova formação de sua banda. Como você reuniu esses músicos?
Blaze - Estava fazendo um DVD na Polônia e decidi que precisava de uma banda completa. Meu empresário tinha acabado de ir embora, muitas pessoas haviam me passado a perna. Então eu queria uma banda full-time, realmente unida. E esses caras me deram isso. Nós realmente tocamos juntos e pretendemos continuar assim.
!ObaOba: O novo álbum também é o primeiro a ser lançado pelo seu próprio selo. Como isso influenciou o processo de criação e gravação?
Blaze - A diferença é que tenho de lidar com muito menos bobagens. Acho que nos anos 80 e 90, houve uma mudança no conceito de muitas bandas, um equívoco na mentalidade musical. Esqueceram o que é importante, os fãs, a música. As gravadoras apoiavam contanto que você lhes desse seu dinheiro de volta. Não temos vários escritórios trabalhando para nós, nós nos apoiamos e isso faz toda a diferença.
!ObaOba: As letras carregam bastante raiva e parecem livres e maduras. E dessa vez você não compôs sozinho, como nos outros discos. Isso fez muita diferença?
Blaze - A maioria das letras é bem carregada de raiva mesmo, e tem uma boa carga pessoal. Afinal, muitas coisas ruins aconteceram nesse ano. E essas letras falam sobre aceitar uma situação e conviver com isso.
!ObaOba: Diversas letras de sua carreira tem a tecnologia como temática, o álbum Silicon Messiah é um exemplo disso. Ela seria uma metáfora à falta de algo?
Blaze - A tecnologia é perversa muita vezes, e é sim uma metáfora a medida que nos robotiza e coloca em descompasso com nossa natureza. Mas ao mesmo que nos afasta, nos conecta. Portanto, fico constantemente frustrado, mas ela já se tornou indispensável.
!ObaOba: Por quê vocês mudaram o nome da banda de Blaze para Blaze Bayley?
Blaze - Mudamos por que já haviam muitas coisas com esse nome, até time de hockey. O novo nome representa uma nova banda, que compartilha idéias. Assim como era no Iron Maiden, a questão não é quem fez o quê, mas sim trabalharmos juntos para dar o nosso melhor e conseguir o melhor resultado.
!ObaOba: Nova banda, novo CD, 11 shows marcados no Brazil... Você considera essa a sua melhor fase musical?
Blaze - Sim, e isso representa um recomeço também.
!ObaOba: Já que estamos no final do ano, você descobriu alguma banda revelação esse ano?
Blaze - Para falar a verdade, ando tão ocupado com o que preciso fazer agora - planejando a turnê e marcando shows como os do Brasil - que mal tive tempo para escutar novas bandas. Aliás, estou ansioso para voltar a tocar por aí, os fãs brasileiros sempre nos apoiaram muito. (Blaze, descontraído, até pergunta: Você estará em algum show?)
Fim de conversa. Blaze imagina, mas não sabe o quanto o sentimento dos fãs brasileiros é recíproco – a ansiedade por sua volta é alta e estaremos lá para prestigiar.
Acesse o Myspace e o site oficial de Blaze Bayley.

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