Brasil
/
Magazine
Entrevista: Seychelles
Monday, 10 November, 2008 - 06h48
Créditos: MySpace
Seychelles, banda paulistana que está na ativa desde 2002, conversou conosco a respeito de seu trabalho. O grupo faz um som experimental e busca inspiração para suas letras em temas pouco convencionais como atletas russas e crianças chorando. A banda nos contou um pouco sobre sua história, como surgiram as primeiras músicas e sobre o processo de gravação do novo disco ´´nananenem´´. Quanto aos planos futuros, eles pretendem lançar um clipe e gravar um DVD. Leia a entrevista e saiba mais sobre o Seychelles:
!ObaOba - Quando vocês começaram a tocar juntos?
Em dezembro de 2002 marcamos nosso primeiro ensaio nos fundos da papelaria da mãe do Gustavo. Esperamos terminar o horário dos funcionários e tomamos conta do lugar. Nesse primeiro ensaio surgiu ´´Música Perfeita´´ do nosso primeiro disco ´´Ninfa do Asfalto´´ e Mantra´´, uma música que subimos na nossa página da Trama Virtual, em versão ao vivo.
!ObaOba - Como foi a gravação de ´´nananenen´´?
Escolhemos 12 faixas das 18 que gravamos na pré-produção. O repertório ficou muito abrangente e decidimos que as etapas e métodos de gravação seriam tão diferentes quantos as músicas. Assim, dividimos a gravação em três etapas:
A primeira foi no Sítio do Fabio (produtor do disco), onde demos atenção para os sons mais anos 70 como ´´Scaramu´´ e ´´No caminho de Shangri-la´´. Na segunda etapa, alugamos a casa do Vanilson Rodriguez (baixista do Mamma Cadela). A mãe dele foi para Matcho Pitchu por 2 semanas e transformamos a sala de jantar em um estúdio estilo L.A.. Se não me engano, gravamos 11 sons lá e todas as participações do disco em clima de festa. Para terminar as gravações, fomos para a FLAP, um grande estúdio no bairro do Bexiga, onde gravamos anteriormente o ´´Ninfa do Asfalto´´. Lá regravamos as baterias que precisavam de um som mais cheio. Em um dia o Chapolin matou tudo e sobrou tempo para gravar 2 faixas com a banda inteira tocando ao vivo: ´´Meu irmão é Louco´´, que tinha ficado fraca e ´´Ansiedade e Obsessão´´ que não estava na lista, entrando nos 46 minutos do segundo tempo e deixando o ´´nananenen´´ com 13 faixas.
!ObaOba - E por que ´´nananenen´´?
Tanto a sonoridade quanto as letras do Seychelles abriram por caminhos muito extremos. Como uma dicotomia Yin Yang, dúbia e pura. Nossa necessidade de criar algo não convencional e belo ao mesmo tempo acaba revelendo muito do nosso lado mais íntimo. O lado heróico e monstruoso da música.
!ObaOba - Qual a inspiração para as letras?
Em ´´Vênus Sharapova´´, pensava em atletas russas e listei todas as tenistas no rankig atual. Nossa inspiração era procurar assuntos novos, pouco cantados pelas bandas de hoje em dia. O Gustavo começou a escrever e chegou numa atleta modificada geneticamente para ser fisicamente bela e forte, a união da loira e libidinosa Maria Sharapova da Rússia e a descomunal representante dos negros norte americanos, Venus Willians.
!ObaOba - Como vocês escolheram o nome da banda?
Marcamos um show com 2 semanas de ensaio e precisávamos de um nome para o cartaz.
!ObaOba - O que vocês têm escutado?
Poluição sonora, buzinas do mal, crianças chorando no andar de baixo e um pouco de blues durante o sexo (recomendamos Robert Johnson com vinho).
!ObaOba - Quais as maiores influências da banda?
Na parte independente nacional, acho que Vanguart e Ludov são os nossos exemplos positivos mais próximos de como levar a carreira sem regras de músico independente no Brasil.
!ObaOba - Vocês têm outros projetos musicais fora o Seychelles?
Sunset, Mamma Cadela, Ludov, Heroes (David Bowie Cover). Em cada uma dessas bandas tem pelo menos um Seychelles atrapalhando.
!ObaOba - Quais os planos futuros da banda?
Já estamos compondo novas músicas, não esperamos muito para criar material inédito. Vamos gravar um clipe e lançar o DVD gravado no MIS em alta resolução na internet.
Leia mais:

Não há comentários. Seja o primeiro!
Post new comment