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Guia de Profissões – Relações Públicas
A área vai muito além de trabalhar com eventos
Tuesday, 26 October, 2010 - 10h59
É comum achar que o curso de relações públicas apenas ensina seus alunos a organizar um evento. Mas não é bem assim: existem diversas áreas de atuação para o RP, como planejamento estratégico de comunicações, comunicação interna, projetos sociais e sustentabilidade, eventos, assessoria de imprensa, comunicação digital e marketing. Formada em RP pela FAAP, Estela Mendonça conta que “poucas pessoas ingressam no curso entendendo exatamente a área de atuação do profissional, só depois do 2º ano que ela começa a ficar mais clara.”
Ela mesma explica que entrou no curso com uma visão superficial: “entrei com uma visão restrita da área, pensando que não teria muita atuação e no fim descobri uma profissão com diversas interfaces e possibilidades de especializações. O mercado de RP é extenso e está em pleno crescimento. A faculdade foi muito melhor do que eu esperava.”
O curso de RP tem quatro anos, e os dois primeiros anos mais teóricos, e os outros dois com aulas direcionadas à prática do mercado. A grade é muito focada em humanas, e segundo Estela, às vezes isso pode parecer um tanto pesado, mas vale a pena: “nos primeiros semestres temos muitas aulas de antropologia, história da arte, estética, dialética e um monte de nomes que você demora alguns dias para entender exatamente o que são. Atualmente eu entendo que foram as aulas mais importantes e que me deram toda a base para eu entender as comunicações e as relações públicas como um todo.”
Por outro lado, a área de exatas é pouco abordada, que pode fazer falta: “Os alunos saem despreparados para entender o gerenciamento de uma empresa como um todo. As únicas aulas em que números são abordados são as de pesquisas, mas ainda assim são muito fracas. É interessante os alunos complementarem a faculdade com um curso de férias em administração e/ou finanças”, explica Estela.
Para se dar bem no mercado também é importante trabalhar desde cedo, segundo Estela. “É fundamental entender a dinâmica do mercado, ter segurança na escrita e experiência profissional. É muito difícil uma empresa pegar profissionais de RP que não tenham experiência de mercado”, completa.
O trabalho de RP tem sido cada vez mais valorizado: “vivemos no mundo das imagens e das relações e o profissional de RP, como um grande generalista de comunicações, reúne e administra todas as iniciativas que irão afetar a imagem marca interna e externamente”, diz Estela. Por isso, o mercado está cheio de oportunidades para os profissionais da área.

Se o objetivo era tratar Relações Públicas de maneira dinâmica, longe da visão estereotipada do senso comum e abordando seu leque de funções, o objetivo foi atingido, Marina! E não podemos esquecer da importância de integrar as áreas da comunicação social (RP, Jornalismo e PP), administração (principalmente marketing), pois, isoladamente, nenhuma profissão se configura como ideal.
É muito bom quando se comento a importância das Relações Públicas. O nosso trabalho vai muito além de organizar evento, e nesse tempo de valorização dos relacionamentos, o valor do RP têm fica mais explícito. Parabéns pela matéria!
O curso de RP da Unisinos mostra como essa imagem de que RP só sabe organizar eventos está defasada, pois saímos formados como gestores de comunicação e durante o curso aprendemos muito sobre planejamento de comunicação. Mas acredito que o mercado ainda não nos recebe como deveríamos ser recebidos, ainda não perceberam o valor de um RP.
Samantha, AHAZOU!
O profissional de RP vai além da imagem estereotipada de mero organizador de eventos, somos peças fundamentais no processo comunicacional dentro das organizações. Cabe a nós mostrar o valor do nosso trabalho. Sou aluna do 2º ano da Unesp de Bauru, e podem ter certeza que o mercado está preparado para nos acolher.
Parabéns ao portal por abordar o real valor das relações públicas.
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