publicidade

Guia de Profissões - Gastronomia

Mais cebolas cortadas do que glamour

Por: Marina Gurgel

Tuesday, 28 September, 2010 - 15h40

Cena de Ratatouille

Cena de Ratatouille 

 Esqueça aquela imagem relaxada de Jamie Oliver: esse não é o dia-a-dia daqueles que resolveram trabalhar com gastronomia. Trabalhar em uma cozinha, principalmente no começo de carreira, significa ficar horas em pé em um lugar quente, cortar muitos legumes e lidar com um ambiente bem estressante.

Porém, para aqueles que gostam mesmo disso, não precisam esperar até começarem a trabalhar para descobrir: o curso, que existe desde 1994, é bem prático. Segundo o chef Edu Vitelli, do Blah, “Parecia diversão. Não digo que era farra, mas a gente se divertia cozinhando. Dois anos só cozinhando do bom e do melhor, experimentando... tinham dias que a gente chegava e falavam: “hoje é lagosta”. Daí a gente comia um monte. Quando era padaria e confeitaria, então...”

Diferentemente de Vitelli, Paula Belleza, que trabalha na Essencial Light, formada em 2004 pela Anhembi Morumbi, entrou na faculdade ainda indecisa, sabendo apenas que gostava de cozinhar. Mas todo o foco na parte prática também a conquistou: “depois que você entra cozinha, você só quer fazer o prático. A gente recebia uma apostila, com a produção de todos os dias, e tinha que já chegar preparado para a aula. A classe era dividida como em um restaurante, em setores, para que tudo ficasse em ordem.”

Ainda assim, Paula explica que é importante começar a estagiar logo no começo da faculdade, pois tem coisas que só uma cozinha de verdade ensina. Além disso, os estágios são um diferencial. Para o chef do Blah, sair do país também é importante: “Infelizmente aqui no Brasil, você tem que ir para fora para ser reconhecido. Se você fala que é brasileiro é uma coisa. Se você inventa um personagem, fala que é francês e inventa um sotaque, te dão muito mais valor. Nossa cultura é assim, tudo o que é de fora, a gente acha que é melhor.”

O mercado brasileiro têm crescido consideravelmente e oferece boas oportunidades de emprego. No Brasil, o curso superior de gastronomia é de certa forma recente, e existe desde 1994. De qualquer forma, a maioria dos estágios não remunerados. É claro que existem boas chances de contratação, porém, segundo Vitelli, “Para começar a ganhar bem demora. Um cozinheiro ganha por volta de R$1200.”

Para aqueles que estão pensando cursar gastronomia, o chef recomenda: “Precisa ter paixão pela profissão, por que não é fácil. Querendo ou não é uma profissão estressante pra burro. É estressante e gratificante ao mesmo tempo. Se eu faço uma coisa aqui e o cliente adorou e ótimo, mas se dá errado, aí é complicado, porque é uma propaganda negativa. Quando é um lugar renomado, é mais difícil ainda. Cada dia você tem que matar um leão. Não pode desleixar, que o erro é muito visível”.

Não há comentários. Seja o primeiro!

Post new comment

The content of this field is kept private and will not be shown publicly.
 
 
 
links patrocinados
Gastronomia


Agenda

Maio
sáb
26
dom
27
seg
28
ter
29
qua
30
qui
31
sex
01
publicidade
publicidade