Brasil
/
Magazine
Ícone punk, Clemente diz não às drogas
Avesso a estereótipos, vocalista da Plebe Rude e do Inocentes vê no diálogo alternativa contra o vício
Thursday, 14 January, 2010 - 15h11
Créditos: Myspace
O movimento punk, além de revolução cultural e musical, trouxe uma transformação comportamental inspirada na ideia de "no future" (sem futuro). Embora a teoria fosse anarquista - não existe futuro a não ser que você faça existir por conta própria, na marra -, houve quem encarasse o punk com niilismo: não há futuro e ponto. Dessa ideia para o uso desenfreado de drogas foi um pulo. Isso foi na Inglaterra, mas teve seu correspondente tupiniquim.
Clemente Nascimento, vocalista da Plebe Rude e guitarrista e vocalista do Inocentes, acompanhou a cena de perto. Embora não tenha caído de cabeça no consumo desenfreado, deu sua flertada com as drogas. "O que eu mais usei foi o álcool mesmo - que é uma droga lícita e talvez nem devesse chamar assim -, o resto foi tudo a conta-gotas", conta. Ele já experimentou de tudo, mas logo viu que não era a dele, "não gosto de nada que acabe me controlando".
Leia também:
>>Especial VIVAVOZ
>>Ministério da Saúde foca jovens no combate às drogas
>>Grupos de mídia lutaram contra as drogas em 2009
Existe também um mito de que as drogas rolam com mais frequência no meio musical, mas para Clemente, isso tudo não passa de estereótipo. "Conheço muito advogado que cheira! As drogas estão em qualquer lugar. A exposição faz parte do trabalho do músico, por isso parece que nesse meio acontece mais, mas no fim é a mesma coisa em todos os lugares", explica. Tão grande é esse estereótipo, que há quem ache legal o fato de ídolos do rock, como Janis Joplin, Jimi Hendrix e Jim Morrisson, tenham morrido em decorrência do uso desenfreado. Para o músico, isso é bobagem: "Tem gente que só seria ídolo morto mesmo. Imagina se o Sid Vicious estivesse vivo? Seria um bobo".
Clemente é pai de três filhos e procura manter uma conversa aberta com eles. "Minha filha mais velha está com 22 anos e não tem nenhum problema com vícios. Espero que os mais novos também não tenham, mas eu procuro ser aberto mesmo. Eu tenho como falar que é ruim porque senti isso na pele", revela. Depois de quase 30 anos de muito punk, ele diz que se coloca da mesma maneira em relação às drogas, "o que eu tive foram experimentações. Se fosse hoje, não experimentaria".
Adepto do diálogo, Clemente apoia o VIVAVOZ. "É bacana para as pessoas se livrarem do vício e se conscientizarem", e alerta que também temos que ficar ligados no álcool e no cigarro que são drogas tão devastadoras quanto as outras e "não vale a pena!", diz. "O importante é não se calcar em estereótipos e tratar o assunto", finaliza.
links patrocinados
Últimas matérias
Se joga!
Dicas do eletrônicoSkindunskindunskindun...
Blocos de rua em São Paulo 2012Gringos no Brasil
Shows internacionais confirmados em 2012Folia eletrônica
Carnaval no litoral de SPBaguncinha boa!
Acessórios para a bebedeiraAlalaôôôôôô
Blocos de rua do Rio de Janeiro em 2012Muitos shows
Festivais de música que rolam no Brasil em 2012Acampamento digital
Campus Party 2012Agenda


Não há comentários. Seja o primeiro!
Post new comment