Los Hermanos resume 15 anos em duas horas em SP

Grupo faz show grandioso, relembra hits e emociona público paulista

O músico e compositor Rodrigo Amarante
O músico e compositor Rodrigo Amarante (Créditos: Carol Mendonça)
Grupo reunido durante primeira apresentação da turnê em SP
Grupo reunido durante primeira apresentação da turnê em SP (Créditos: Carol Mendonça)
O vocalista do Los Hermanos Marcelo Camelo
O vocalista do Los Hermanos Marcelo Camelo (Créditos: Carol Mendonça)

Celebração. Esse foi o clima que dominou a estreia do Los Hermanos em terras paulistas durante a turnê que marca os 15 anos de existência da banda. Ao longo de duas horas, os cariocas relembraram hits de seus quatro álbuns de estúdio, emocionaram o público e indicaram novos caminhos musicais que devem ser traçados em breve.

Com pouco menos de 15 minutos de atraso, a banda subiu no palco do Espaço das Américas. Relativamente entrosado após longos ensaios e shows em Recife, Fortaleza, Manaus, Brasília e Salvador entre abril e maio, o Los Hermanos não parece ter sentido a falta de ritmo após dois anos sem se reunirem para tocar (a última turnê do grupo aconteceu em 2010).

Uma sequência arrebatadora iniciou a apresentação: "O Vencedor", "Retrato Pra Iaiá" e "Todo Carnaval Tem Seu Fim", tradicionalmente acompanhada por uma chuva de confetes e serpentinas atiradas pelos fãs da banda. A partir daí, o grupo passou a "blocar" a sequência de canções de acordo com os discos. Primeiro, vem "O Vento", "Morena" e "Primeiro Andar", de 4, lançado em 2005; depois, "Além Do Que Se Vê", "Um Par", "De Onde Vem A Calma" e "Sétimo Andar", de Ventura, de 2003; "Azedume" e "Descoberta", de Los Hermanos, de 1999; e "Sentimental" e "A Flor", de Bloco do Eu Sozinho, de 2001.


Los Hermanos se apresentando no Espaço das Américas; Créditos: Carolina Mendonça

Após relembrar fases distintas de maneira separada, o grupo volta a misturar hits. O coral coletivo foi interrompido por um breve instante para que o vocalista Rodrigo Amarante pudesse apresentar a inédita "Um Milhão", canção que deve integrar seu primeiro disco solo, que chega às lojas ainda este ano.

O momento introspectivo e silencioso foi interrompido com o frisson causado por "Casa Pré-Fabricada", de Bloco. Mas o melhor ainda estava por vir: "Último Romance", de Ventura, encerrou a primeira parte da apresentação. Comoção geral no Espaço das Américas.

Ao som de "Uh! Los Hermanos! Uh! Los Hermanos!", os integrantes voltaram ao palco para tocar "Dois Barcos", canção tranquila que abre 4. A partir daí, o que se viu foi uma sequência de hits do primeiro álbum dos caras: "Tenha Dó", "Anna Julia", "Quem Sabe" (com direito a Amarante descendo no meio da galera) e "Pierrot", sempre pedida com clamor pelo público. Com esse final apoteótico, Marcelo Camelo, Rodrigo Amarante, Bruno Medina e Rodrigo Barba provaram que não renegam sua fase mais "populesca", datada do final dos anos 1990. Pelo contrário, o sentimento é de orgulho.

Ao invés de se lamentarem pelo "hiato por tempo indeterminado" sacramentado pela banda em 2007, os fãs, cinco anos depois, se curvam ainda mais diante da grandiosidade e da relevância da obra do Los Hermanos. E que venha a próxima turnê.

Setlist da apresentação:
O Vencedor
Retrato Pra Iaiá
Todo Carnaval Tem Seu Fim
O Vento
Morena
Primeiro Andar
Além Do Que Se Vê
Um Par
De Onde Vem A Calma
Sétimo Andar
Azedume
Descoberta
Sentimental
A Flor
Cara Estranho
Condicional
A Outra
Deixa O Verão
Um Milhão
Casa Pré-Fabricada
O Velho E O Moço
Conversa De Botas Batidas
Último Romance

BIS:
Dois Barcos
Tenha Dó
Anna Julia
Quem Sabe
Pierrot

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