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Marcela Bellas fala sobre carreira e show de hoje
Cantora baiana se apresenta no Cine Bombril ao lado de Arnaldo Antunes
Monday, 08 March, 2010 - 15h00
Créditos: Divulgação
"Eu canto desde sempre", conta a baiana Marcela Bellas. Nascida em Salvador, passou a infância em Aracaju, voltou para Salvador e já está há dois anos e meio em São Paulo. "Gosto das duas cidades, Salvador é importante para criar e São Paulo para realizar", diz. Com seu disco de estreia lançado em 2009, ela se apresenta no Cine Bombril dentro do projeto Mulheres que Brilham, nesta segunda-feira, 08 de março, ao lado de ninguém menos que Arnaldo Antunes. O show será em homenagem ao Dia Internacional da Mulher. "Estou super feliz! Arnaldo é uma referência para mim, é um mestre. Tocar com ele é uma dessas coisas que você sonha na vida e nem imagina que pode acontecer", comenta em entrevista que deu enquanto fazia as unhas. Ê, mulherada!
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Influenciada basicamente por música popular brasileira como Caetano Veloso e Novos Baianos, a cantora também foi buscar um pouco de Beatles e do trip hop do Portishead, tudo isso misturado com o que vive, sente e até daquilo que não gosta. Cantou em coro de escola, estudou percussão com o grupo de choro Os Ingênuos, foi para o canto lírico, fundou um grupo de samba - "mais para estudar o samba mesmo" -, começou a compor e sentiu que tinha um caminho a seguir: "a partir daí deixei o grupo e fui atrás da minha carreira solo". Entre tantas vozes femininas no Brasil, Marcela também tem esse dom, mas, para ela, a composição vem primeiro: "Ainda bem que temos todas essas vozes, mas o que eu trago é minha visão e o que quero dizer", revela.
Clique aqui e veja o vídeo da música "Alto do Coqueirinho"
E essa mistureba é tanta, que Bellas foi chamada de "neotropicalista". Avessa a estereótipos, corrige: "isso é coisa de jornalista, né?". Para ela, a música hoje é uma espécie de "pós-tropicália". "No sentido de fazer essa mistura do som do Brasil com elementos de fora. Eu, por exemplo, tenho muito do samba e do choro, mas também do trip hop", completa. Além disso, Marcela mostra que nem só de axé vive a Bahia, ela conta que lá existe uma cena alternativa muito forte, tem rock, eletrônico, vozes como Mariana Santiago e Márcia Castro, Ronei Jorge, a Pitty. "Eu sempre uso a frase do Caimmy: ´Adalgisa mandou dizê que a Bahia ta viva!", ri.
O disco que está na praça se chama Será que Caetano vai gostar?, pergunta que ficou na cabeça da moça durante as gravações. "Caetano é polêmico, eu sou uma cantora nova, baiana e etc e achei que essa pergunta caía bem: "o que será que Caetano vai achar?". O CD foi entregue a ele, mas se ele gostou ainda ninguém sabe.
Agora, Marcela Bellas está em fase de criação em um projeto que se chama Undergrude, em parceria com os compositores baianos Helson Hart e Jorge Papapá, além de continuar com os shows de seu disco. E para buscar inspiração para tanto criar, ela precisa da Bahia e da sua pitada de saudosismo, como ela mesma define, para isso "estou ouvindo muito Ademilde Fonseca, a rainha do choro".
Serviço
Mulheres que Brilham - Marcela Bellas e Arnaldo Antunes
Onde: Cine Bombril
Rua Padre João Manuel, 100 - Conjunto Nacional - São Paulo
Quando: 08 de março, às 20h
Preço: na faixa!
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Parabéns! pelo projeto undergrude uma voz lindíssima tem a Marcela Belas, ouvi todas as musias...irreverência e muita musicalidade, o sucesso virá.
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