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Modelo brasileira GG bomba no exterior
Fluvia Lacerda veste manequim 48 e integra casting da Elite Models
Monday, 04 May, 2009 - 12h40
Créditos: Site oficial
Pense em uma modelo! O que veio a sua cabeça? Algo parecido com uma tábua de passar, certo? Normal. Afinal, as modelos que vemos pelas passarelas do mundo todo são de uma magreza que beira - quando não cruza - o aflitivo. Este não é o caso de Fluvia Lacerda, 28 anos, integrante do casting da Elite Models. Vestindo tamanho 48 (dez acima do aceitável para modelos "normais"), ela é hoje uma das preferidas de estilistas que se dedicam ao "plus size" - alcunha fashion do "GG" brasileiro ou do "Extra Large" dos gringos.
Natural do Rio de Janeiro, a moça já morou em Natal e Roraima. Mas foi nos Estados Unidos que encontrou sua verdadeira identidade. Hoje, com uma carreira sólida em Nova York, seu sonho é ser reconhecida também pelos brasileiros. "As pessoas sempre me perguntam se eu trabalho bastante por aqui", conta. "Mas, infelizmente, eu tenho que explicar que no Brasil, se você veste acima de 44, não existe moda para você". Este dogma discriminatório não chega a intimidá-la. Pelo contrário, Fluvia veste a camisa das gordinhas: "Nunca fiz uma dieta de restrição e nunca tive essa vontade de modificar minha aparência", ela atesta, convicta.
Depois de quatro anos de sucesso lá fora, Fluvia está de volta à terra natal. Ao que parece, a viagem não tenta a entrada dela no nosso restrito (e magro) universo fashion. Mesmo assim, a assessoria da moça anda divulgando para a imprensa que ela está na área. Será que logo teremos Fluvia Lacerda nos editoriais brazucas? "Eu adoraria trabalhar no Brasil", ela confessa.

!ObaOba: Como você entrou no mundo da moda?
FL: A princípio, não foi um interesse meu. Comecei porque uma pessoa me abordou num ônibus em Manhattan e perguntou se eu já tinha considerado a ideia de trabalhar como modelo "plus size". Eu não sabia como isso era e nem como funcionava... Na verdade, eu nem sabia que isso existia e, de cara, pensei que era piada. Essa pessoa era editora de uma revista, me deu um cartão dela e falou que eu deveria ir atrás disso, pois eu tinha um rosto muito bonito. Resolvi pesquisar, fui e deu certo. Mas nunca tive aquele pensamento: "quero ser modelo".
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!ObaOba: Então foi assim que você foi para a Elite Models?
FL: Sim, eu comecei a trabalhar e eles se interessaram por mim. Depois disso me convidaram para fazer parte da divisão/casting deles e eu aceitei.
!ObaOba: Quais são os pré-requisitos das seleções de modelos "plus size"?
FL: Acho que existem os mesmos requerimentos de uma seleção normal de modelos porque, no fim das contas, para trabalhar como modelo. Você tem que ser fotogênica e tem, de qualquer maneira, que saber vender a roupa, o produto... Então, basicamente é a mesma coisa.

!ObaOba: E que tipos de trabalho você costuma fazer?
FL: Comecei a trabalhar há quatro anos e desde então, o que eu mais faço são campanhas de roupas, de marcas e editorais de moda para revistas e lojas comuns ou de departamento.
!ObaOba: Ao longo desses anos, você já sofreu algum tipo de preconceito?
FL: Nunca! Esse é um mercado já bem estabelecido e é muito comum lá fora. Não existe essa alienação de tamanho e rotulações. O mercado lá é bem mais aberto do que aqui e por isso não rola preconceito. Aqui no Brasil existe bem mais porque as pessoas têm muito preconceito inclusive devido à falta de roupas deste tipo no mercado.
!ObaOba: Você tem algum ídolo no mundo da moda?
FL: Nunca parei para pensar nisso... Sou casada, tenho uma filha, e como meu trabalho gira em torno de uma correria bem grande, quando eu paro, procuro focar na minha família. Não sou fã de televisão, por isso, não tenho alguém específico como ídolo.
!ObaOba: Seu marido apoia o seu trabalho?
FL: Demais! Qual marido não é fã da esposa, né (risos)? Ele curte porque ele me acha linda e acha super legal não haver esse lance de rotulação e sim uma aceitação. Aliás, a ideia é mesmo essa.

!ObaOba: Qual recado você deixa para as meninas que queiram se inspirar no seu trabalho?
FL: Olha, acho que primeiro de tudo, quero deixar claro que não sou a favor desse negócio de "abaixo à magreza", pois sou contra qualquer tipo de radicalismo e acho que a obesidade é uma doença assim como a anorexia e a bulimia. Não sou a favor dessa ideia de ir contra os outros. Acho que a gente deve passar a ser a favor de nós mesmos. A gente chega ao mundo em pacotes diferentes e às vezes perdemos nossa vida inteira pensando, formulando, nos desgastando e gastando nossos recursos financeiros em busca de uma forma em que a gente nunca vai caber. Defendo a ideia das pessoas gostarem de ser do jeito que são. Acho que existem pessoas que são magras por natureza e outras que não... Principalmente no Brasil, temos essa variedade de biotipos e é isso que eu defendo e não aquele lance de você sentar no sofá e passar o dia inteiro comendo, sem ter uma vida fisicamente ativa (até porque não é esse estilo de vida que levo). Sou uma pessoa extremamente ativa e muito preocupada com aquilo que eu como em termos de ser saudável. O recado é: se curta do jeito que você é e se existe algo que você quer mudar em você, encontre uma forma saudável para isso e tome cuidado para que não se torne uma obsessão. Temos que pensar no "nem tanto nem tão pouco" (risos), extremos sempre são absurdos.
!ObaOba: Você disse que se preocupa com a alimentação. Durante a sua vida, você fez dietas?
FL: Olha, tenho 28 anos e posso dizer tranquilamente que nunca fiz uma dieta na vida. Eu aprendi com uma amiga vegetariana a ideia de você olhar o rótulo da comida como quem vê a bula de um remédio. Com isso, comecei a estudar e aprender, comprar livros e pesquisar na Internet o que era cada um dos conteúdos que estão na nossa comida. Eu fiquei horrorizada com as coisas que a gente consome. Realmente, tenho uma preocupação com o que boto para dentro. Então, eu não faço frituras em casa, como arroz e pão integral, mas se eu estiver a fim de comer um chocolate, como. Nunca fiz uma dieta de restrição e nunca tive essa vontade de modificar minha aparência porque eu nunca me rotulei e sempre fui feliz comigo mesma.
!ObaOba: Hoje, qual seu maior sonho?
FL: No momento, adoraria trabalhar no Brasil porque eu trabalho muito nos Estados Unidos e na Europa, mas nunca fiz um trabalho aqui. As pessoas sempre me perguntam se eu trabalho bastante por aqui, mas infelizmente eu tenho que explicar que no Brasil, se você veste acima de 44, não existe moda para você. Existe uma exclusão absoluta e eu adoraria aproveitar toda essa minha jornada lá fora para trazer isso para dentro do meu país.

ESSA MULHER É UMA COISA DE LOUCO !!! O QUE MENOS IMPORTA É QUE ELA SEJA GORDINHA ! MUITO LINDA E GOSTOSA !!! PARABÉNS PELO SEU SUCESSO MENINA !!! NOVA,BONITA,GORDINHA, CHEIROSA, CHARMOSA E GOSTOSA, PRA QUÊ MAIS ??? ABRAÇOS.
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