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O bis eterno de Manu Chao
Em show energizante, a banda fecha o Babel Fest, no Via Funchal
Sunday, 05 February, 2012 - 12h57
Manu Chao é a principal atração do Babel Fest
Créditos: Carol Mendonça
Do afrobeat e manguebeat recifense à mistura de reggae, rock e punk em francês, espanhol, inglês e português. Foi essa mistura de sons, idiomas e cultura que inundou o Babel Fest, este sábado (4), no Via Funchal.
A noite começou com a discotecagem do DJ Criolina, que animou a pista com um line-up regado a muito samba-rock, música afro, latina e soundsystem jamaicano. Em seguida, o pernambucano China subiu ao palco para apresentar seu álbum recentemente lançado, Moto Contínuo.
Juntando-se ao conterrâneo e companheiro de estrada, o Mombojó entoou músicas do último trabalho, Amigo do Tempo, e os principais sucessos da banda, que completou dez anos de carreira ano passado, mostrando que ainda mantém um público de fãs fiéis.
Foto: Carol Mendonça

Mombojó e China sobem ao palco juntos, antes da apresentação de Manu Chao
Mas a cereja do bolo ficou por conta do Manu Chao que fez um show eletrizante de mais de duas horas e meia. O francês que já tinha vindo ao Brasil em 2011, para um show no Vila dos Ipês e outro no CCJ, e em 2010 para participar da Virada Cultural Paulista, em Santos, repetiu a elogiada performance dos anos anteriores.
O grupo apresentou o disco Clandestino, resultado de uma viagem feita pelo cantor pela América Latina, em 1998. Em suas letras, o músico traduz um sentimento de integração latino-americana em canções como “Por el suelo” ao mesmo tempo em que denuncia problemas sociais e políticos mundiais em hits como “Clandestino”
Foto: Carol Mendonça

Manu Chao retorna ao palco cinco vezes, atendo os pedidos do coro da plateia
Com “Je ne t aime plus”, Manu Chao não nega suas raízes e incentiva o público a acompanhar no coro: “Francês é fácil, San Pablo”. Mas é com a “Minha Galera” em um português meio brasileiro, meio galego, meio castelhano, que ele levou o público ao delírio.
E ao que tudo indica, a satisfação foi mútua. Manu Chao e sua banda fez o clássico bis cinco vezes. É isso mesmo que você leu. Cinco despedidas, cinco “obrigada San Pablo”, cinco retornos ao palco atendendo a plateia que gritava em coro “olé-olê-olê-olê, manu, manu” e depois, batia palmas efusivamente pelo bis eterno.

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