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O Britpop bonzinho do Stereophonics
Com repertório cheio de hits, grupo galês anima a galera
Friday, 19 November, 2010 - 09h58
Créditos: Taianne Vanne
Fiquei impressionado com a quantidade de fãs que o Stereophonics tem no Brasil. Mesmo sem tocar nas rádios daqui, os caras arrastaram uma pequena multidão para o Citibank Hall na noite da última quinta-feira.
Nascido na segunda metade dos anos 1990, o grupo, originário do País de Gales, bebe descaradamente da fonte de bandas como o Oasis, por exemplo, um dos maiores nomes do Rock britânico dos últimos tempos. O resultado final é um som Pop bem feito, legal de ouvir.
Fabricio Nevez veio de Teresina, capital do Piauí, com "uns nove ou dez amigos". E não por acaso também é fã de Oasis: "Acho que esse show vai ser melhor (que o do Oasis que ele foi em 2009). Vou ficar mais perto do palco. O ambiente aqui é mais intimista", conta. A apresentação dos irmãos Gallagher que Fabricio se refere rolou na Arena Anhembi, um espaço bem maior, onde o público não fica tão perto do artista.
Perguntado qual sua música predileta do Stereophonics, o cara não titubeia: "Dakota". Muitos fãs compartilham da mesma opinião.
O show começa com "The Bartender and the Thief", do álbum Performance and Cocktails, lançado em 1999. Mas antes, claro, o vocalista Kelly Jones - por quem as fãs gritam e se descabelam - arrisca uma saudação em português: "Oi, São Paulo!". E a galera responde em peso.
Depois, "A Thousand Trees", música que abre o primeiro álbum dos caras, Word Gets Around, de 1997, mantém a pegada. O show continua. Rola "Superman", de Language. Sex. Violence. Other?, de 2005. Os fãs cantam numa só voz.
O Stereophonics já lançou seis álbuns de 1997 até aqui. A sonoridade da banda não mudou muito de um trabalho para outro. Em alguns casos as músicas são até bem parecidas. Mas quando rolou "Mr. Writer", de Just Enough Education to Perform, um dos hinos do grupo, todos identificaram de cara.
E tome mais músicas. O público presente no Citibank Hall era bem diversificado. Gente de todo o tipo prestigiou a primeira apresentação do Stereophonics por aqui. A internet talvez seja a grande responsável. Afinal, mesmo sem muito alarde, a casa estava lotada.
Agora um dos grandes momentos do show. "Maybe Tomorrow", trilha sonora de "Crash", filme vencedor do Oscar em 2004, e uma das canções mais conhecidas do grupo, deixa a platéia insandecida. Kelly Jones saca seu violão e pede a ajuda dos fãs para cantar o refrão. Parecia um luau.
O show se aproxima do fim, Jones e seus companheiros de banda quase destroem a animação do público com a sonolenta "Bright Red Star", de Pull the Pin, lançado em 2007. Mas a dupla "Just Looking" e "Local Boy" fecha a primeira parte da apresentação em grande estilo.
No bis, o momento mais roqueiro de todos: "Trouble", do último álbum dos caras, Keep Calm and Carry On, quase gerou um "bate cabeça" na pista. Foi só alarme falso. Mas o melhor estava guarado para o final. A última música foi "Dakota", queridinha do público. Um belo final para um show bacana.
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