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O mundo chora a morte do ícone Michael Jackson
DJs lamentam a perda do rei do pop
Friday, 26 June, 2009 - 15h20
Créditos: Divulgação / Site Oficial
A ficha demorou a cair para o mundo quando a notícia da morte do cantor pop Michael Jackson foi confirmada, nesta quinta-feira, às 14h26, em Los Angeles (18h26, no horário de Brasília). Imagens impressionantes vieram do mundo todo, como as das pessoas boquiabertas em frente do Times Square, em Nova York, assim que notaram que o boato sem graça era verdade.
O Twitter começou a bombar com mensagens para o cantor, assim como o Blip não parou de reproduzir suas músicas. Famosos de todo o mundo enviaram suas mensagens e deram suas declarações para a imprensa.
Apesar do luto, alguns DJs se pronunciaram sobre a morte do Rei do Pop. Veja como essa bomba afetou a vida deles - como fãs e profissionais de música.
Dani El Souto do Glocal:
"Michael teve uma verdadeira carreira musical desde criança, não só dançando e interpretando, como também compondo, com seus dois álbuns altamente relevantes - Off the Wall e Thriller -, feitos em parceria com o mágico e genial Quincy Jones. Michael fez o mundo inteiro entender, através de sua estética pop, a música soul negra americana. Ele influenciou gerações e gerações tanto de músicos quanto de pessoas que não trabalham no meio musical. Depois de Bad, Michael parece ter perdido a mão, se envolveu em polêmicas, passando de típico jovem negro a praticamente uma das figuras horrendas do clipe "Thriller". Foi visto como mau caráter por alguns, mas, sem dúvida, um herói para muitos... e como o nosso Macunaíma , o herói que mudou de cor, Michael Jackson fica como o "herói sem caráter" que o mundo precisou, precisa e vai precisar de alguma forma para todo sempre".
Felício Marmitex, DJ residente do projeto Baixaria no Vegas Club:
"Tenho 22 anos, e curto muito o revival em torno do Michael Jackson. A influência de soul-funk 70´s no meu repertório vem da geração em que ele era ainda um simples e bom cantor cheio de amor pra dar. Muitas vertentes da house music bebem na fonte do Michael black. A expectativa de vê-lo voltar aos palcos em breve era grande. Queria ver se ele ia engatar um back to the roots, como muitos ícones às vezes são obrigados a fazer para dar uma nova guinada na sua carreira. Mas agora, Michael fica só na saudade. Que o figurão agite muito as pistas lá de cima".
Enéas Neto, DJ residente e um dos criadores da noite Trash 80´s:
"Michael Jackson é aquele tipo de artista onipresente. Assim como Elvis, Kurt Cobain e John Lennon, sua morte não era esperada, ao menos agora, neste momento de virada anunciado. É muito frustrante saber que ele não vai poder mostrar ao mundo que ainda poderia fazer muito mais. O lado musical dele andava soterrado pelos atropelos pessoais e os shows que faria em Londres seriam formas de aliviar essa tensão. Aí, sim, eu encararia melhor essa perda. Ficou um hiato".
DJ Julião, residente do projeto Groovin´:
"Para mim como fã é uma perda irreparável, pois desde pequeno acompanhei Michael Jackson assim como toda a galera da nossa geração entre anos 80 e 90 acompanhou! Lembro dos concursos de dança na escola, a música para dançar e o artista para imitar era sempre o MJ. Como DJ e iniciante como produtor, a perda é maior ainda, pois MJ, assim como James Brown foi a base e continuará sendo referência pra muitos no mundo da música, tanto negra, como pop, rock enfim. Basta você observar os novos artistas de R&B e Pop Music - todos se espelham e/ou tem um pouquinho de influência de MJ. A música dele, pra mim, sempre foi muito rica em termos de produção, um bom grave para pista de dança, um invejável orquestramento, e principalmente os backing vocals que são de arrepiar até os pelos que a gente não tem no corpo!
E como cidadão não o julgo, erro todo ser humano comete. Para mim o que vai prevalecer sempre será a imagem de um grande artista que cresci ouvindo, e ouço até hoje, e por falar nisso vou até indicar um remix feito pelo DJ, produtor e remixer de house music, Steve Sliky Hurley! Fantástico! A música é "Remember the Time" (Silky Soul 12 Mix) (nota da redação: "Remember the Time" faz parte do álbum Dangerous, produzido por MJ e Teddy Riley, lançado em 1991). Resumindo: para mim, ele é um rei eterno e insubstituível!”
Barbie da Silva, DJ residente e criadora do projeto Chá com Bolachas:
"Bem, eu definitivamente engrosso este caldo do luto. Aliás nem dou bom dia pra quem não é fã! (risos). A música do Michael me influenciou desde pequena, quando vi uma criancinha negra cantando cheia de ritmo. Aquela imagem de uma criança gênio me acompanhou durante a infância. Era uma espécie de criança que você não vê na sua escola. Depois, maior, já ouvindo música, eu caí de cara com Off The Wall, que é de 79, se não me engano e isso já era para lá de 85/86. Eu me apaixonei mais pelo ritmo desse do que Thriller. Eu até amava Thriller por causa do clipe e tal, aquilo foi outro breakthrough. Não era um clipe, era um filme no meio da programação super especial. O cara era iconoclasta, rebelde, causador. Não bastava só fazer um som incrível, ele queria pirar toda a indústria de uma vez. Eu gosto de Off The Wall porque acho que o Quincy Jones deu ao Michael algo que ele não tinha: uma sofisticação de groove. Porque enquanto o Jacksons 5 faziam carreira solo tentando ser ´disco kings´, ele fez isso sem fazer força alguma. É uma referência absoluta quando se diz respeito ao pop melódico e dançante. Escutei uma vez e gosto para sempre. Até aquela música que ele fez com o Olodum é boa e tinha tudo para ser uma merda. A palavra que resume o trabalho dele é insatisfação. Gente insatisfeita faz mais".
Eli Iwasa, DJ e proprietária do clube Kraft:
"Quero contar uma história. Desde pequena era maluca por música, e muito desse meu amor foi por pura influência da minha babá. Ela sempre levava uns disquinhos de 7" em casa para ouvir no três em um poderoso do meu pai, e eu ficava dançando sozinha na sala, cantando meu embromation das músicas que ouvia. Quando fiquei crescidinha o suficiente para pedir os 7" para minha mãe, lá vinha a influência da babá de novo, que escolhia a dedo o que eu deveria comprar: Stevie Wonder e Michael Jackson junto com meu disco das Patotinhas. Entre meus primeiros discos, lá estava o Michael e o Jacksons Five e depois de uns anos, vieram os LPs com o Off the Wall e o Thriller na minha coleção - ficava vidrada assistindo o videclipe na TV, tentava imitar os passinhos dele e toda noite eu ficava ali morrendo de medo do meu pôster do Thriller em cima da minha cama, mas que só foi sair da parede quando eu mudei da casa onde passei os primeiros anos da minha infância. Dá p/ falar que o Michael Jackson ajudou a pavimentar essa grande paixão pela música e desde cedo, despertou essa vontade, ainda infantil e cheia de sonhos e brincadeiras, de ser artista nem que por um segundo, ali na sala da minha casa".
Mexicano, parte do duo Roots Rock Revolution:
"Eu lembro que quando era bem moleque tinham umas festas em casa e sempre rolava a sessão Michael Jackson, e eu me matava de dançar. O dia que "Black or White" estreou no Fantástico foi inesquecível. Isso foi Michael Jackson pra mim e pra milhões, o Rei do Pop sem dúvida. Muitos artistas novos tentam mas ninguém vai conseguir ser o furacão pop que foi o rei. A sua morte, artisticamente falando, está tendo um repercussão positiva, acredito eu, pois quem gostava vai escutar mais e quem não conhecia muito vai procurar conhecer".
DJ Klauss:
"Não foi de fato uma notícia agradável a perda de Michael Jackson pro mundo pop. Há pessoas que digam que ele vai ficar pra sempre assim como Elvis, Frank Sinatra entre outros, mas isso quem vai dizer é o tempo, porém com certeza seus feitos não foram poucos. Desde sempre ele foi diferente, seja nos passos de dança, na entonação da voz ou em seus clipes. Na minha vida teve uma grande influência, por que eu mega fã dele, sabia todas as músicas, adorava ver seus clipes, sabia as letras enfim... Por coincidência, recentemente fiz um bootleg de uma faixa dele "Smooth Criminal", que pode ser ouvida no meu MySpace".
DJ Kylt:
"Por ser visto como um grande ícone, um rei de verdade da música pop, ninguém jamais pensou que o Michael Jackson poderia morrer um dia. De talento nato, conquistou o mundo e inovou o mercado musical. Aos meus oito anos de idade ouvia vários discos dele, e ao ver o clip "They Don´t Care About Us" me emociono até hoje! Não precisa conhecer música para saber quem é o Michael Jackson, todos sabem quem ele é. O seu legado musical é imortal. A partir de hoje, podemos definir a nossa época como “pós-Michael Jackson".
Lúcio Morais, do duo Database:
"A morte dele foi inesperada. Eu ainda tinha esperanças de ver o show dele no ano que vem. Com certeza foi uma das maiores influências para todos, inclusive para o Database. Lembro que desde pequenos eu e o Yuri já éramos viciados no filme Moonwalk. Ainda temos coisas da época: fitas VHS do filme e de um show que passava na Globo, a maioria dos CDs dele, vinis, etc. Talvez a música tenha morrido com ele. A morte dele foi simbólica o que lembra muitos casos como Elvis Presley, Bob Marley, Jimi Hendrix, etc. Isso faz com que a imagem dele fique ainda mais eternizada".
- DJ Atum:
"Como fã incondicional, fiquei chocado com a notícia da morte repentina de MJ. Demorou para eu acreditar no que o repórter dizia. Através dos meus pais, músicas como "Ben", "One Day In Your Life" e outros temas românticos da primeira metade dos anos 70 já me emocionavam sem ao menos ter visto sua imagem. Quando os videoclipes começaram a invadir as TVs, me fascinei com sua imagem, sua dança, seu carisma e, claro, com os próprios vídeos. Dessa época me marcaram muito os clipes de "Don´t Stop Till You Get Enough", "Billie Jean" e "Thriller". Era o auge do seu sucesso. Eu fazia o moonwalk, tinha bottons, pôsteres, discos e publicações sobre MJ. Até o começo dos anos 90 ele ainda fez coisas artisticamente interessantes. Amo "Dirty Diana", "Smooth Criminal", "Who is it?" e "In The Closet". Nessa fase, pude conferir o astro ao vivo no Morumbi e foi um dos momentos mais felizes da minha vida. Minha história está muito ligada a ele. Foi como se morresse um membro da família".
- DJ Ferris:
"Creio que todos que trabalham ou não com música, estão tristes, de luto com a perda do Rei do Pop. Afetou ele ter morrido novo, tão cedo... estava aguardando ansioso o retorno do gênio. Mas para mim ele esteve sempre presente, mesmo afastado dos estúdios e dos palcos, não só no mercado dance music e, com certeza, ficará marcado por muito tempo. Suas obras perfeitas e seu jeito único de dançar, continuarão infinitamente influenciando e tocando o coração de todos os amantes da música".
- Jollan, DJ residente do Paradise after-hour no clube D-Edge:
"O MJ foi o maior do show biz. Talvez o único verdadeiro superstar, viveu um mundo a parte de qualquer outro. Foi uns dos pioneiros a fazer todas as vozes nas músicas, da fina ao grave, todos os vocais eram dele... Trouxe ao pop as referências do soul, sons nasais e vocais somados à saída de ar - muito marcantes em suas canções".
- DJ Nepal:
"A obra do Michael o tornou um imortal. Ele sempre vai continuar sendo lembrado e reverenciado como um grande astro da música. Posso dizer que sou privilegiado de ter vivido na mesma época desse grande mito que influencia a música de pista até hoje. Michael pegou o funk de James Brown e deu uma nova roupagem eletrônica bem antes que todos. Isso influenciou e ainda vai influenciar muita gente no mundo da música. É incrível como você ouve "Billie Jean" e acha atual até hoje. Na minha opinião, não são timbres e tendências que ditam regras na música mas sim grooves e influências. Michael tinha isso de sobra pois viveu nos anos 70, época mágica da música groove funk".
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