Onde praticar Stand Up Paddle em SP

Conheça o esporte da prancha com remo e saiba como entrar nessa onda

A remada e o equilíbrio são os grandes desafios
A remada e o equilíbrio são os grandes desafios (Créditos: Reprodução)
O esporte pode ser feito em ondas e águas calmas
O esporte pode ser feito em ondas e águas calmas (Créditos: MikeBaird/Creative Commons)
O Stand Up Paddle promete ser a sensação do verão
O Stand Up Paddle promete ser a sensação do verão (Créditos: Maui SUP/Creative Commons)

Você já deve ter visto a cena, mas provavelmente não sabia o nome. Uma pessoa de pé na prancha, usando um remo, como se estivesse numa jangada. É o Stand Up Paddle, também chamado de SUP, modalidade que se espalhou pelas praias e promete ser o hit do verão.

A técnica não é tão complicada quanto parece, porém, exige do atleta um alto nível de equilíbrio e um bom preparo físico. Uma boa pedida para praticar um esporte e, de quebra, tomar um sol.

Sucesso!

Tudo começou com os havaianos que utilizavam pranchas com remos para se locomoverem de uma ilha a outra na região e passaram a usá-las também nas ondas.Tanto para a prática do surf tradicional como para realizarem grandes travessias. Lá pela década de 60, ganhou status de esporte e hoje leva muita gente a se aventurar em praias, rios e represas. 

De acordo com a atleta número três no ranking nacional, Viviane Matero, de 32 anos, o SUP pode ser praticado por todos, independente de idade e tipo físico. “É um esporte super democrático. Vale para quem quer participar de competições ou simplesmente mexer o corpo e estar em contato com a água”, aconselha.

Na onda do verão

O Stand Up Paddle pode ser feito em qualquer lagoa ou praia com águas calmas, para passeios, travessias de longa distância ou em ondas de qualquer tamanho. O nível de dificuldade está relacionado ao local. Para os iniciantes, é bom começar por uma lagoa, pois a água é mais calma e há menos balanço, o que ajuda a treinar o equilíbrio sobre a prancha. Passada a fase de iniciação, a próxima etapa é se jogar no mar e se arriscar nas ondas, onde a dificuldade aumenta consideravelmente.


Viviane Matero é a número três no ranking nacional de Stand Up Paddle   Foto: Arquivo Pessoal

O estilo wave é praticado no mar e nada mais é do que a união do surf clássico e moderno com o uso do remo. As competição funciona mais ou menos como nos campeonatos tradicionais de surf: os pontos são creditados de acordo com cada manobra feita pelo atleta, a técnica e o tamanho da ondulação.

Já o race trata-se de uma travessia, praticada em lagos, represas e água sem muito ondulação. O praticante tem como objetivo realizar o percurso estabelecido para prova em menor tempo e cruzar a linha de chegada. 

As provas fora do Brasil, no Hawaii, por exemplo, são famosas por serem downwind, ou seja, descendo a favor do vento. Nesse caso, não vence necessariamente o mais forte, mas o que tem melhor técnica. Existem vários modelos de provas na Califórnia, por exemplo, feitas em forma de circuito e até mesmo revezamento. Por aqui, existem campeonatos, mas eles ainda estão se desenvolvendo.

Boa remada

Uma boa pedida para aumentar o condicionamento físico, o Stand Up também ajuda a fortalecer braços, pernas, abdômen e auxilia no equilíbrio e concentração. Mas antes de começar, atenção: é fundamental saber nadar, porque no caso de queda, mesmo com colete salva-vidas, é preciso por em prática as técnicas de natação.

Antes de sair remando por aí com a prancha emprestada do amigo, Viviane recomenda fazer pelo menos uma aula. "Uma aula já é suficiente para conhecer as técnicas básicas, como remar inclinando o corpo para frente e tirar o remo da água antes de ele ultrapassar a linha do quadril, para não forçar a coluna lombar."


Acontecem aulas na Raia da USP e também na Represa Guarapiranga, em SP    Foto: Aquivo Pessoal

A designer Isabela Izidro, de 30 anos, que trabalha com eventos esportivos, pratica Stand Up a cerca de um ano. Ela já conhecia o esporte por revistas e ficou sabendo que rolam treinos na Raia da USP. “Disputei apenas um campeonato em São Vicente para me motivar nos treinos. Mas encaro o SUP mais como uma forma de relaxar do que como um esporte competitivo”, ressalta.

Segundo Viviane Matero, para quem quer começar do zero basta apenas boa vontade, uma prancha e um remo. Então, vamos aos itens:

Leash: um tipo de corda que é amarrada na prancha e serve não só para não perder a prancha por aí. O uso não é obrigatório, mas ajuda a manter o praticante em pé, ao menos no início da prática.

Paddle: é o remo de alumínio usado no esporte. É importante que ele seja firme e proporcional à altura do praticante. Nesse caso, a opinião do instrutor pode ajudar na esolha do equipamento mais recomendado para cada pessoa. O valor varia entre R$ 200 e R$ 1.300.

Prancha: para os iniciantes, o ideal é que a prancha não seja nem muitoo larga nem muito longa. Conforme for evoluindo e conseguir pegar ondas ou andar em travessias mais pesadas, já pode trocar por uma maior. O preço gira em torno de R$ 3 mil.

Outra dica da Vivian para quem pretende comprar os equipamentos é a loja Art In Surf, em Moema.

Onde fazer

Na Raia da USP rolam aulas às 12h30, segundas, quartas e sextas. "É um bom local para se iniciar no esporte, ver se curte, e depois investir na compra da prancha e remo", sugere Isabela. Para remar na USP não é necessário ter os equipamentos, eles estão disponíveis para os alunos. Chegando lá, procurar por Betão ou Amendoim (11) 7806-7737.

Na Represa Guarapiranga, existem clubes com instrutores, como o Team Brazil. Na Represa o ideal é chegar cedo, na parte da manhã pois, após o meio dia a tendência é ventar bastante e isso pode não ser uma boa para os iniciantes.

No litoral, vale a pena arriscar umas remadas no mar. Algumas praias mais tranquilas, como a Praia da Baleia, em São Sebastião, tem escolinhas de surf que alugam as pranchas e remos.

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