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Pavement x Smashing Pumpkins e mais um pouco
Dobradinha de classe no Planeta Terra 2010
Sunday, 21 November, 2010 - 19h39
Créditos: Ricardo Matsukawa/Terra
Em primeiro lugar, gostaria de parabenizar a organização do festival Planeta Terra pela abolição das polêmicas áreas premium/vip, todos no mesmo nível, assistindo a sequência de shows de igual para igual. No entanto, deixo aqui minha crítica sobre o serviço do evento em si, uma verdadeira bagunça, bares e praça de alimentação quase que inacessíveis naquele labirinto que é o Playcenter, confesso que preferia aquele primeiro lugar onde o festival era feito...
Mas, eu vim aqui para falar dos dois melhores shows da noite, que, por coincidência, foram de bandas rivais, como diz a lenda. Ah, apesar de não ter ido para cobrir os outros shows, faço questão de deixar aqui minha admiração pelo show do Phoenix. Eu já havia assistido ao show deles, mas não me lembrava muito bem, não gosto de Indie, apesar de respeitar e saber como é importante o tal do movimento hoje em dia. Sempre falei mal destas bandas por achar que faltava atitude nos palcos e ontem Thomas Mars, o vocalista do Phoenix deu um show, quando mergulhou na galera, foi bonito ver essa cena, ele foi até quase a metade do público e voltou com ajuda dos fãs, as pessoas estavam felizes, isso é válido.
Voltando ao foco: Pavement e Smashing Pumpkins. Essa rivalidade começou em 1994, quando os integrantes do Pavement criticaram o Smashing através da música "Range Life" e o guitarrista Scott Kannberg afirmou ainda que os Pumpkins não eram uma banda relevante. Vai vendo. Em entrevista a Folha online na semana passada, Billy Corgan, o frontman e único integrante original do Smashing disse que haveria briga caso as bandas se encontrassem.
Depois de assistir ao show do Pavement, eu cancelei na minha cabeça a possibilidade de qualquer treta. Stephen Malkmus, vocalista do Pavement e sua turma passam uma impressão de apatia. Subiram, tocaram seus hits, sem muita comunicação com a platéia, sem muita energia e sem surpreender as pessoas. Com uma mistura de músicas de quase todos os discos, Slanted and Enchanted, Crooked Rain, Crooked Rain e Terror Twilight, o Pavement fez um show bacaninha, mas que deixou muita gente meio "bodiada". Pavement é uma boa banda em estúdio, mas ao vivo não traz nada excepcional. Mesmo assim, o show foi bom.
Por isso, Billy Corgan e a banda que ele montou há pouco, não precisavam se preocupar, impossível comparar esses shows, duas pegadas completamente diferentes e sim, o Smashing Pumpkins é relevante e muito. Com seu lado metaleiro super transparecendo, Corgan parecia estar curtindo o show. Ele é estranho, tem aquela estranheza típica de um gênio, mas deu alguns sorrisinhos ontem no palco. Não esperem que ele se jogue na galera ou enrole a bandeira do Brasil em seu corpo, espere um bom show, musicalmente perfeito e equilibrado. Entre hits e músicas mais obscuras, o Smashing deu um baile em qualquer outra atração e mostrou que essas novas bandas tem muito o que aprender.
Lindo show, de sentir na veia, sabem? Isso é Rock'n Roll. Billy Corgan é o veterano, mas vale aqui um destaque para os outros integrantes que ele escolheu, num esquema bem parecido com o do Trent Reznor, líder da genial banda Nine Inch Nails. A formação não está longe de ser parecida com a orginal, mas tem bons músicos e bem jovens, fica o destaque para o baterista, o moleque arrasou!
Concluindo, para um festival que vestiu a camiseta do Indie desde a primeira edição, e que nessa trouxe quase todas as bandas do gênero para o mesma noite, um show como o do Smashing Pumpkins foi de lavar a alma. A organização pensou no equilíbrio e mandou bem.
Abaixo, alguns vídeos amadores do Terra 2010:

meu querido leitor, eu mesma sou a revisora dos textos desse site e se vc fizer uma breve pesquisa vai entender que o nome do ÁLBUM é "Crooked Rain, Crooked Rain".
att.
Manuela
Que legal, o Pavement tocou duas vezes seguidas Crooked Rain. Existe algm que revisa os textos daí? parecem que estão precisando
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