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Planeta Terra: Garotas Suecas

Uma rapidinha com Guilherme Saldanha, o vocalista da banda

Por: Marjorie Ribeiro

Saturday, 05 November, 2011 - 05h08

Garotas Suecas se apresenta no palco Claro Indie Stage

Garotas Suecas se apresenta no palco Claro Indie Stage 

Créditos: Manoela Miklos

Quando o assunto é festival de música, eles tiram de letra. Os cinco marmanjos e a única integrante feminina já encantaram plateias norte-americanas - mesmo cantando em português - em eventos como o South by SouthWest e Bumbershoot, ao lado de artistas de peso como Bob Dylan. E foram os norte-americanos que, de fato, apostaram na mistura brasileira de rock, soul e funk, com um quê de psicodelia dos anos 60 e um pé no contemporâneo.

O primeiro disco do Garotas Suecas, o Escaldante Banda (2010) foi lançado pelo selo californiano American Dust e chegou ao Brasil embalando os principais festivais de música do circuito independente. No Planeta Terra, o grupo paulistano se apresenta no palco Claro Indie Stage e promete um espetáculo cheio de surpresas. O vocalista Guilherme Saldanha fala sobre as expectativas para o show. Confira!

Foto: Manoela Miklos

Guilherme Saldanha divide o microfone com Irina Bertolucci

O Garotas Suecas já tocou em grandes festivais internacionais, como é para vocês tocarem agora em um festival em casa?
É muito legal, e o bom é que a gente já vem com uma certa experiência e não chega tão cru.
Como já lidamos com um público mais difícil, que não falava a nossa língua e que exigia todo um jogo de cintura, estamos mais tranqüilo, passou aquele frio na barriga.

Vocês fizeram sucesso primeiro lá fora cantando músicas em português. Em algum momento, cogitaram compor em inglês?
Agora sim temos pensado mais em compor em inglês, mas, enquanto estávamos lá, isso nunca foi uma barreira. Temos muita influência da música americana, como soul, funk e rock, então sabíamos que eles iam entender a linguagem musical apesar de não compreender a letra em português. E é o que acontecia, entravam na onda e dançavam.

Da programação do Planeta Terra, quais bandas vocês têm mais afinidade musical?
Temos afinidade com os artistas nacionais de maneira geral, porque são artistas independentes e estão vivendo esse momento musical especial que vivemos hoje, como o Criolo. Das banda internacionais, queremos ver The Strokes.

Como estão as expectativas da banda para tocar no festival? Vocês têm algo especial preparado para a apresentação?
A expectativa está alta e temos uma coisa muito especial para esse show! Vamos fazer uma coisa diferente, marcante, estamos preparando uma surpresinha que, com certeza, quem for vai se divertir muito, vai ser bem legal.

O Brasil tem realizado cada vez mais esses grandes festivais de música. Você acha que a música brasileira tem sido valorizada nesses eventos?
Eu acho que sim. Talvez os organizadores dos festivais não tenham dado tanto destaque quanto as bandas mereçam, já que as colocam em palcos menores e com equipamentos piores que o das gringas, mas eu acho que o público tem valorizado sim. No ano passado, por exemplo, vários dos shows que o público e a crítica mais curtiram eram shows nacionais. Se os organizadores ainda veem uma diferença muito grande entre as atrações internacionais e nacionais, acho que o público não vê tanta diferença.

O que não pode faltar no camarim do Garotas Suecas? Vocês têm algum pedido especial?
Na verdade, é a primeira vez que fizemos um hidder mais detalhado, gosto quando tem outras pessoas além da banda no camarim, dá uma energia! Você já entra mais empolgado, começa a cantar e pular antes do show começar. Acho que o mais importante é isso, ter uma energia boa. Pedimos várias coisas, mas sem exageros, nada de toalhas brancas, apenas algumas comidas e bebidas.

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