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Quero viajar!!!

Confira as dicas de intercâmbio para aprimorar uma língua, trabalhar ou estudar

Por: Clarissa Caum

Thursday, 17 November, 2011 - 15h21

 

Seja no colégio, durante a faculdade ou só mais tarde, todo mundo ao menos já pensou como seria ficar um tempo longe de casa, não? As alternativas de viagem são inúmeras: mas como focar? Tem pouca grana guardada, mas não tá a fim de abrir mão de uma chance no exterior? Quer melhorar no inglês ou trabalhar em outra área?

Nós descobrimos que a experiência em outro país não fica só no curso de idiomas, na universdade ou em um trabalho remunerado – tem até trabalho social te esperando! E com as férias batendo na porta, fomos verificar quais as opções mais vantajosas lá fora:

O menos arriscado: curso de idiomas - Quando se é jovem, dá aquele friozinho na barriga na hora de viajar por conta própria. Por isso, muita gente escolhe um curso de idiomas através de uma agência - a segurança de ter uma empresa por trás compensa os dólares gastos a mais. A gerente da Central de Intercâmbio, CI, Isabela Dapuzzo, conta que curso de idiomas é a área mais buscada no exterior para quem vai com a empresa. “Canadá e Estados Unidos são os locais mais visados em razão da proximidade, principalmente para quem fica pouco tempo”, conta. 

Já Tayana Noronha, da área de marketing da agência de intercâmbio cultural World Study, conta que a empresa tem alunos de 14 e até 60 anos fazendo cursos fora. O que parecia estar aumentando, agora é tendência: aprender não tem mais idade. Através dessas empresas, você monta o programa que quiser: além dos cursos de idiomas, elas te acompanham em trabalhos e estágios remunerados, mochilão e muitas opções. Entre Canadá e EUA, você precisa reservar entre 6 e 7 mil reais pra estudar durante quatro semanas, por exemplo. Isso inclui tudo (acomodação, curso e passagem). E quanto mais tempo fizer curso, barateia o valor da aula.

Estudar - Quem já tem prática no inglês e quer ir mais além, a dica é aprimorar os estudos em sua área acadêmica ou até mesmo trabalhar onde o inglês é a língua dominante. Segundo a coordenadora do Programa de Mobilidade Acadêmica da PUCRS , Flavia Valladão Thiesen, países como os Estados Unidos, Japão ou Alemanha são os menos visados. Pra viajar pela PUCRS, o aluno precisa ter vínculo com a faculdade e fazer uma prova.

E se engana quem pensa que as federais não amparam com programas como esse. Na UFRGS, o interessado também pode viajar e cursar as cadeiras de fora, aproveitando os créditos. Nesse tipo de intercâmbio, o aluno não tem custo extra com o estudo (no caso das particulares), mas precisa bancar passagem, comida e moradia. Lembrando que em locais como Portugal e países da América Latina é tudo mais em conta.

Trabalho – Quem pensa em ir só para trabalhar, agências indicam como as melhores sugestões os mercados da África, Ásia e América do Sul.

Com foco em trabalho social - A proposta da AIESEC, a maior organização mundial gerida por universitários, é justamente a de sair do lugar comum e mostrar para as pessoas que locais da América Latina, África e Ásia também podem ser considerados: “ainda se pensa que a Europa Ocidental é o canal, mas aí mostramos o grande crescimento do PIB em outras localidades, como Índia e China, e viver uma experiência por lá é maravilhoso para o currículo”, acrescenta Luciane Costa, diretora de intercâmbios corporativos da instituição.

Para se integrar em um intercâmbio social, basta estar em qualquer curso da graduação ou ser formado há 2 anos, tendo entre 18 e 30 anos de idade. Você pode dar aula de inglês, por exemplo, e ainda tem um custo de vida baratinho - alguns locais oferecem acomodação e alimentação. Pela profissão vários cursos de graduação entram na jogada – áreas de gestão, técnica e design. Só precisa ter 60% do curso concluído – é como se você fosse um trainee no exterior. Tem até estágio em tecnologia da informação. 

Dos lugares mais concorridos até aqueles menos visados, fomos conferir o que uma galera experiente em intercâmbio tem pra contar:

“Mesmo com uma boa base no alemão, tive dificuldade no início. Mas vale muito porque Eichstätt, na Alemanha, é uma cidade universitária, com vários cursos, inclusive para estrangeiros. O custo de vida não é muito bom, mas eu trabalhava e ajudava para juntar uma grana – claro, o melhor é levar daqui do Brasil porque não é certo que tu consiga um trabalho. No verão tem mais possibilidades, como bares e lojas. Como morava no interior, me deslocava a pé, então o custo foi bom. Cidades grandes encarecem mais.”
Ana Maria Bicca da Silva, 23 anos - Fez um semestre de jornalismo em Eichstätt, no sul da Alemanha, em 2007. Foi pelo PMA da PUCRS e morou de aluguel em um albergue.

“Nos EUA, morei em duas cidades da Virginia, Marion e Roanoake. Foi uma experiência muito boa. Foi um divisor de águas na minha vida, em termos de maturidade. Aprendi a me virar sozinho, fiz novas amizades e conheci uma cultura muito diferente. Mas o mais importante foi aprender a me responsabilizar por minhas atitudes. Fui como intercambista, aí não tive que me preocupar muito com os custos de comida e estadia porque estavam inclusos no pacote.”
Luiz Eduardo Garcia, 23 anos, Cientista Social. Foi em 2004 para os EUA estudar inglês pela empresa Nacel Open Doors em um programa de intercâmbio e ficou em casa de família.

“Barcelona, na Espanha, é o lugar perfeito! Parecido com o Brasil em muitos aspectos, praia, festas, povo animado! O custo de vida está dos melhores por lá (em relação aos outros países da Europa) por causa da crise. A comida é divina e a mistura de arte e áreas verdes da cidade é deliciosa. Eu fiquei em uma residência estudantil no bairro da Gràcia, que é supercentral, boêmio e centro de compras de roupas e design. O preço vale pela localização e muitas pessoas alugam quartos de seus apartamentos por preços muito bons."
Gisele Prux, 31 anos, Designer Gráfica. Fez mochilão pela Europa em 2011, visitou 12 países e morou um mês em Barcelona, numa residência estudantil.

"Eu passei no vestibular para o segundo semestre de 2010, aí aproveitei para fazer um curso de inglês no Canadá. Nunca tinha feito uma viagem longa, foi muito bom. Deu para aprimorar a língua, conhecer bem a região e cidades próximas, pessoas diferentes. Indico muito a cidade, pois tem muita opção turística, além da segurança".
Lucas Eduardo Gatelli – 21 – estudante de Medicina da UFRGS – Morou por três meses em Vancouver, no Canadá, em 2010


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