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Rock e esportes radicais invadem Chácara do Jockey

Guaraná Street Festival teve Charlie Brown Jr., Face to Face, Fresno e alguns dos melhores skatistas do mundo

Por: Lucas Borba

Monday, 31 August, 2009 - 15h35

 

Créditos: Fee Bubblegum

Quem resolveu acordar cedo no sábado (29/08) se deparou com um belo dia ensolarado. Nas proximidades da Chácara do Jockey Club, em São Paulo, já dava para notar o clima do Guaraná Street Festival (GAS). Por todo o lado, havia roqueiros, skatistas, rollers, bikers, grafiteiros, b-boys e, claro: inesgotáveis e implacáveis flanelinhas. Entre shows, batalhas e apresentações, quem quis acompanhar um pouco de tudo precisou de fôlego extra para aguentar as quase 12 horas de programação.

Ao entrar pelo portão principal já era possível ver um amontoado de gente na tenda B-Boys. Entre as batidas dançantes, a galera mandava ver nas coreografias de dança de rua e, mesmo entre provocações, as disputas foram amigáveis até o fim. Um pouco mais pra frente, o cheiro de tinta antecipava a disputa de grafite. Duas telas postas lado a lado davam tonalidades diferentes ao ambiente. Com toda calma e precisão, os artistas davam cor e vida aos painéis esbranquiçados. Por toda a volta, curiosos tiravam fotos e assistiam às performances. Próximo dali, a Pista Street servia de cenário para clínicas de skate, patins, bicicleta e competições amadoras.

Para chegar ao local dos dois palcos principais - Palco musical e Super Bowl - era necessário subir uma ladeira que dava acesso também ao espaço dos games, da exposição, dos bares e lanchonetes. Enquanto o Palco Principal recebia shows das bandas Marauê (revelada no Caldeirão do Huck), Voltz e Vivendo do Ócio, a pista Super Bowl - que parecia uma piscina vazia - já entrava no clima para receber os grandes nomes do skate Bob Burnquist, Sandro Dias, Lincoln Ueda e Cristiano Matheus. "Um evento como esse, com uma novidade no Brasil que é a Pista Bowl, é incrível. É uma coisa diferente do que estamos acostumados a andar," elogiou Dias.

Outro que falou da pista foi Bob Burnquist: "Ah, andar de skate é sempre bom! Ainda mais com essa galera e nessa pista tão legal. A gente acaba fazendo linha e não fica só naquele vai e volta. A galera vai mandar bem, com certeza". Em seguida, tanto Bob quanto Sandro Dias se juntaram aos demais parceiros e partiram para a apresentação tão esperada na Pista Bowl. Difícil mesmo era ficar de boca fechada diante das manobras. Sorte de quem entrou, azar de quem ficou de fora. Caso de Débora Domenico, de 17 anos: "Queria ter assistido à apresentação do Bowl, mas não tinha pulseirinha para todo mundo. Deveriam fazer mais de uma apresentação para todos verem", reclamou.

Quem não conseguiu entrar na Pista Bowl pôde acompanhar o show da banda Cine. "O evento está uma vibe surreal com essa mistura de skate, música e graffiti", disse DH, 22, vocalista da banda. Quem fez coro com ele foi outro vocalista, Lucas Silveira, da banda Fresno: "Tocar neste festival é uma oportunidade de a galera que não conhece nosso som, ver e conhecer mais o nosso trabalho". Lucas aproveitou também para comemorar: "Tocar no mesmo festival que Face to Face e Charlie Brown Jr. nos deixa muito animados".

Um dos seguranças do festival tinha certeza de que iria embora às 23h30. Doce ilusão. Após o show de Fresno, Charlie Brown Jr subiu ao palco e, bem no clima do festival, levou consigo o skatista Sandro Dias. Para fechar em grande estilo, a atração internacional Face To Face mandou ver no rock n´ roll para as mais de 12 mil pessoas que marcaram presença na Chácara. Já se passava da meia noite quando o segurança, enfim, pode voltar e descansar após uma longa jornada de trabalho.

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