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Roqueiro Arnaldo Antunes volta em Iê iê iê

Ex-Titã lança disco com repertório inspirado no rock dos anos 60

Por: Carolina Mendonça

Thursday, 10 September, 2009 - 12h49

 

Créditos: Carolina Mendonça

Depois de dois discos calminhos e intimistas (Qualquer, de estúdio e Ao vivo em estúdio, lançado em DVD), o Arnaldo Antunes roqueiro volta em Iê Iê Iê. O CD lembra o início de sua carreira quando, ainda com os Titãs, seu negócio era fazer barulho de guitarra em riste. "Eu não queria fazer um disco nem saudosista nem com uma cara de disco dos anos 60", ele disse. "Queria fazer um disco atual, com novidades, um disco de iê iê iê do Arnaldo Antunes, com características minhas, mas revitalizando um gênero que estava esquecido".

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A ideia pintou há um ano e meio, mas o processo foi longo. "Eu já vinha planejando voltar com uma sonoridade mais dançante, com mais peso, com bateria na banda. Mas eu não queria simplesmente voltar. Tinha que ter algo que marcasse essa mudança". Bota mudança nisso: os trabalhos anteriores foram feitos apenas com instrumentos de corda e com uma formação mais leve. O suficiente para fazer bater em Arnaldo a saudade de um som mais pop, com timbragem que remete ao início do rock n`roll. "Eu fiquei com vontade de resgatar aquele apelo imediato que as canções traziam, a efervescência do que se tornou a cultura de massa contemporânea e todo o contexto que envolve aquela época: programas de auditório, rádio, surf, rock n roll, Beatles, Rita Pavone, Jovem Guarda, história em quadrinhos. Eu quis levar pro disco todo esse sabor".

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E pra misturar o velho com o mais velho, Arnaldo manteve a mesma banda que vem tocando com ele: Chico Salem (violão e guitarra), Betão Aguiar (baixo), Marcelo Jeneci (teclados), Edgar Scandurra (guitarra) e Curumin (bateria). A produção ficou a cargo de Fernando Catatau, vocalista e guitarrista do Cidadão Instigado, que deu ao disco a sonoridade que Arnaldo queria.

Iê Iê Iê traz 12 músicas inéditas recheadas de parcerias. Com exceção de "O que você quiser", assinada por Arnaldo sozinho, todas as faixas foram feitas com novos e antigos parceiros, que vão desde Marisa Monte e Carlinhos Brown, passando por Liminha, Marcelo Jeneci, Ortinho, Ciro Pessoa até seus amigos titãs, Paulo Miklos, Branco Mello, Sergio Britto e o saudoso Marcelo Frommer. Essas músicas somam-se a velhos sucessos na turnê que começou no sábado, 12/09, em Belo Horizonte. A profusão de shows deve-se a uma parceria inédita. "Pela primeira vez eu tenho uma turnê patrocinada por uma empresa, neste caso a Natura, que apoia a musica brasileira. Rodar o Brasil com uma organização assim eu nunca tive. Antes eu marcava um show no nordeste e no dia seguinte tinha show no sul".

O CD, o clipe e os shows acontecem todos ao mesmo tempo e quem acompanha a carreira solo ou gosta do trabalho de Arnaldo Antunes pode se preparar para novidades - o que não é novidade em se tratando dele. "Eu procuro não me repetir, procuro fazer algo sempre diferente. No Iê Iê Iê tem uma série de características que podem ser comuns ao gênero que eu quis buscar, mas a cada disco eu procuro fazer uma coisa nova. Prefiro ser essa metamorfose ambulante", brinca.

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