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Senta no bolo!

Conheça a história de gente que não come ninguém sem um bom tempero

Por: Rudolf Ritter

Tuesday, 04 August, 2009 - 10h37

 

Créditos: Lilli Day

Que tal uma cobertura de chocolate, daquelas bem cremosas? Ou chantily? Se preferir, pode ser algo um pouco mais crocante. Não, isso não é uma receita. Para algumas pessoas, esses ingredientes molham... Mas não a boca. Eles são os sitófilos, gente que faz sexo com o uso de alimentos.

Antes que você pense na clássica cena da torta de maçã no filme American Pie, saiba que este fetiche vai muito além disso. O comportamento sitófilo é diversificado e nem é tão incomum quanto aparenta. Pode, inclusive, servir até para apimentar uma relação de forma leve e descontraída.

Doce de leite, chocolate, morangos e outros alimentos doces são recursos que casais utilizam para fugir da rotina na cama. No chá de lingerie de uma amiga prestes a se casar, a estudante Isabela , de 19 anos, conversou com uma mulher contratada para dar dicas de como apimentar a relação. "Ela falou para usarmos pêssego em calda durante as preliminares. Você passa no pescoço e vai indo", conta ela um pouco tímida. E o segredo, segundo a estudante, é manter a calda dentro da lata: "Depois, quando ele vir a marca no supermercado, vai lembrar de você".

Já o também estudante Sebastião , de 21 anos, não esbarrou na prática por acaso. "Eu sempre tive vontade de ter experiências novas", revela. Ele comprou leite condensado e propôs usar com a namorada, numa brincadeira divertida. "É para passar em lugares estratégicos, seu e da parceira. Uma hora cada um, ela passa e lambe. Depois é a sua vez".

Mas o fetiche não para por aí. Os sitófilos mais hardcore não têm medo de se aventurar mais ainda na cozinha. Este foi o caso dos britânicos Bill e Hayley Shipton, que se conheceram na década de 80 e começaram a fazer o chamado splosh, uma prática sexual dos chamados fetiches wet and messy (molhado e bagunçado). Trata-se basicamente de usar o que quer que seja para ficar completamente sujo e melecado - e se excitar com isso. Lama, tinta e outras coisas do gênero também são usados. Mas o mais comum são mesmo os alimentos, como bolos e tortas.

A prática se tornou ainda mais popular depois que os dois criaram a revista Splosh!, que divulga a "modalidade". E para aqueles que se sentirem constrangidos em propor um sploshing para o parceiro, o fetiche não depende de casais, pode ser muito bem feito sozinho. É o caso do cake sitting, muito popular entre os adeptos. Não tem segredo: você pega um bolo e, nu, senta nele. E se a brincadeira ficar sem graça desacompanhado, é só achar alguém para "limpar" depois.

No final das contas, a sitofilia depende muito mais da criativade das pessoas. De um simples caldo de pêssego até as grandes sujeiras pelo corpo e pelo quarto, tudo vale. Basta imaginar e fazer. Portanto, não se acanhe. Chame seu parceiro, pegue seu último exemplar do livro de receitas da Dona Benta e divirta-se.

Os nomes utilizados nesta matéria são fictícios, para manter a privacidade dos entrevistados.

Comentários

Astolfo - Sun, 26/09/2010 - 21h14 -

Isso é um fetiche muito comum na Europa e nos Estados Unidos, no Brasil infelizmente quase ninguém o conhece.
Não existe nada mais prazeroso do que ficar todo melado e lambuzado por chocolate, ovo, farinha, mel, custard. Só quem experimentou sabe a sensação prazerosa que é.

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