Sexo: Games eróticos levam até a casamento

No Japão, jovem sela comunhão com personagem de um jogo de relacionamento, com direito a padre e tudo

(Créditos: Divulgação)
Um japonês conhecido pelo apelido Sal9000 namorava a jovem Nene Anegasaki já fazia algum tempo quando, no final de novembro, resolveu se casar com ela. A cerimônia foi transmitida ao vivo pela Internet e recebeu grande atenção da mídia. O motivo? A noiva era uma personagem virtual, do simulador de namoro Love Plus para o videogame portátil Nintendo DS.

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Pela Internet, não faltou gente para criticar o apaixonado. Há quem diga que tudo não passa de uma manobra publicitária para promover o jogo. Outros já atestam a incapacidade de Sal9000 em se dar bem na vida real. Mas o interessante por trás de tudo isso é o fenômeno dos simuladores de namoro.

O Love Plus gira em torno de três colegiais japonesas. Você pode dar em cima delas ou levá-las a encontros. Depois de muito esforço, você conquista a sua escolhida. Segura a mão dela, ganha beijo e até pode enviar mensagens no celular dela. Apesar da brincadeira parecer inofensiva, muitas mulheres já se perguntam se a namorada virtual não pode ser considerada uma traição. Jovens e adultos passam horas se dedicando às personagens destes games. Mas se Love Plus já dá tanta polêmica, o que dizer dos eroges?

O termo vem do gênero erotic game e, apesar de ser desconhecido por boa parte do público, não chega a ser nenhuma novidade. Estes jogos existem desde a década de 80 e surgiram com os primeiros microcomputadores japoneses. Embora no começo fossem apenas uma desculpa para sacanagem, eles se desenvolveram e hoje contam (até) com história.

Quase todos os títulos deste gênero seguem a mesma linha, com personagens colegiais provocativas e desenhadas no estilo mangá. A diferença fica na história, que pode variar de uma visual novel, com muito texto e pouco interativididade, até simuladores de sexo, com animações explícitas. Quem joga jura que não há nada de anormal. "A ideia é ser divertido, engraçado. Não chega a ser muito diferente de assistir a um filme pornô", conta o jovem Renato* que conheceu os eroges quando morou no Japão durante dois anos. Mas ele garante que está bem longe de Sal9000. "Não gosto de falar que jogo porque o pessoal ridiculariza. Mas não substituo minha vida real pela virtual".

* Nome fictício, para preservar a identidade do entrevistado.

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