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Sexo: gênios na vida, pervertidos na cama
Conheça alguns homens brilhantes e sacanas
Tuesday, 20 July, 2010 - 11h35
O escritor Nelson Rodrigues
O mundo é cheio de escândalos sexuais, traições, agressões e até morte. Tá aí o caso de adultério envolvendo ex-grandes amigas em Sorocaba, no interior paulista, e do goleiro Bruno que não me deixam mentir. Celebridades e pessoas comuns sempre acabam envolvidas em alguma história pitoresca relacionada com sexo. Mas até gênios da música, da literatura e da física também têm essência pervertida. Conheça agora alguns homens brilhantes da vida e pervertidos na cama (ou em qualquer outro lugar):

Eleito o homem do século pela revista norte-americana Time, o físico inventor da teoria da relatividade tinha uma vida amorosa conturbada. Einstein foi casado duas vezes. E o pior: seu último matrimônio foi com uma prima. Até ai tudo bem. Afinal, hoje em dia divórcios são comuns. Casar duas vezes então, tão comun quanto. Mas a história não para por ai, não.
Einstein teria traido suas duas esposas com ao menos dez mulheres diferentes. Mas para honrar o título de físico ultra inteligente, o cara foi bem criativo na desculpa, e disse que apresentou um termo à sua primeira companheira onde negava garantir "intimidade companheirismo".
Antes de seu segundo casamento com a prima Elsa, Einstein teria se envolvido com a filha de 22 anos da senhora. E essa não foi a única sacanagem que o físico cometeu contra a prima. Ele teria mantido relações com a irmã de Elsa durante a juventude. E mais uma bela justificativa, por carta ele diz a então esposa: "Você não pode me culpar. Nós eramos jovens e ela queria". Canastrão.
Mozart

O músico prodígio que compôs sua primeira sinfônia aos cinco anos gostava de escrever cartas peculiares aos parentes mais próximos. Uma de suas maiores confidentes foi uma prima que era obrigada a ler as baboseiras que o então menino colocava no papel. Verbetes como "merda no nariz" são um belo exemplo do nível das cartas.
Mas nada se compara as cartas que Mozart escrevia para sua queria mamãe. Sua tara por "bumbum" e "cocô" fica evidente no poema "Lick My Ass" (Lamba meu bumbum), onde o garoto pede incessantemente que todos lambam suas bundas limpas, bonitas e amanteigadas. Uma orgia anal.
James Joyce

Um dos nomes mais importantes da literatura em língua inglesa do século XX, James Joyce, responsável por clássicos como Dublinenses, Retrato do Artista Quando Jovem e Ulisses, também não era nenhum santo. O cara morreu em 1941, aos 58 anos. E foi só em 1975, que uma coleção de cartas "picantes" que Joyce enviou a sua esposa Nora foi revelada.
O conteúdo íntimo e muito pornográfico das cartas é bem interessante. Um trecho que inicia uma dos textos diz o seguinte: "Minha doce e vagabunda Nora, eu fiz como você me pediu, sua pequena vadia, e me masturbei duas vezes lendo suas cartas".
Aparentemente, a vida de escritor de Joyce mantinha o casal distante durante muito tempo, e a única maneira dos dois manterem contato era através de cartas, já que na época ainda não existiam webcams.
Mas a safadeza não para por ai, não. "Eu queria que você fosse forte, Nora. E que batesse na minha carne nua. Eu adoraria ser chicoteado por você". Nas cartas, o escritor também explicava em detalhes como era o comportamento da esposa enquanto os dois faziam sexo. Desde como ela sempre colocava a língua para fora da boca e até revelava que Nora soltava muitos gases durante o sexo. E o mais espantoso é que Joyce gostava do barulho e do cheiro da flatulência.
Jean-Jacques Rousseau

O filósofo e escritor suíço é considerado por muitos o pai do Iluminismo. Seus textos, como O Contrato Social, por exemplo, inspiraram a criação de diversas correntes que lutaram pela liberdade, como o Marxismo.
Mas, por incrível que pareça, o homem gostava de umas palmadas. E revelou tudo em sua autobiografia. A tara começou quando sua mãe adotiva distribui as primeiras palmadas no então garoto Rousseau: "Quem acreditaria que uma disciplina infantil, recebida aos oito anos de idade, das mãos de uma mulher de 30, poderia influenciar meus desejos e minhas paixões para o resto de minha vida", escreveu o filósofo em suas memórias.
Se até Jean-Jaques Rousseau gostava, por que você não adere aos tapinhas também, hã?
Nelson Rodrigues

E faz (muito) sentido que um país como o Brasil, onde a pouca roupa e o balançado formaram o Carnaval, tenha seus gênios tarados, pervertidos ou simplesmente apaixonados pelo sexo.Nelson Rodrigues é o nosso representante escolhido, não apenas pela vida que levou, mas também pelas peças e romances que escreveu.
O “Anjo Pornográfico”, como foi descrito em sua biografia, começou cedo. Aos oito anos já escrevia (em sala de aula) sobre o adultério. Escreveu 17 peças teatrais, ficou conhecido como obsessivo e workaholic, mas também como obsceno e tarado, títulos que ele aceitou de bom grado.
Ele mostrou a vida, com seus palavrões e prostitutas. E fez perguntas que por muito tempo permaneceram sem resposta, afinal de contas: “Quem foi que desenhou caralhinhos voadores na parede do banheiro”?

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