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Sexo: O novo swing do swing

Jovens descobrem uma nova balada nas casas de swing

Por: Rudolf Ritter

Tuesday, 18 August, 2009 - 07h06

 

Créditos: Buero Monaco

Pessoas animadas, dançando ao som de hits atuais, o bar lotado e alguns sentados, já um pouco cansados do agito ou procurando um lugar mais reservado para conversar. Se a descrição parasse por aí, qualquer um imaginaria uma balada comum. Mas é só entrar na região dos chamados "labirintos", com o sexo em público rolando solto, e a primeira impressão muda imediatamente. É uma casa de swing.

Swing é basicamente a troca de casais em relações sexuais, mas não se limita a isso. A prática pode envolver apenas três pessoas, num ménage à trois, ou até várias numa grande orgia. Fica a critério dos swingers. E as casas de swing são o ambiente perfeito para isso.

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E esqueça todo o clima misterioso e sensual do filme De Olhos Bem Fechados, de Stanley Kubrick. As casas de swing parecem cada vez mais com casas noturnas comuns, pricipalmente em função do novo público que apareceu. "É diferente", conta o bancário Luiz, de 25 anos, que costuma frequentar o Nefertitti Club, no bairro do Brooklin, em São Paulo. "É um ambiente novo para vir, sair da mesmice", garante. Sentada ao lado dele, a namorada saboreia uma cerveja enquanto conversa com outros amigos. Mas e o swing? "Não, não... (Risos) No máximo entrar no ´labirinto´, para matar a curiosidade. A gente vem para curtir a balada mesmo", responde rapidamente a moça.

Espalhados pela pista de dança e pelas mesas da casa, fica evidente o número de jovens em clima de descontração. As casas de swing têm se tornado uma alternativa interessante na hora de sair, com toda a infraestrutura de uma balada comum e um clima de libertinagem, que atrai os mais "ousados".

O swinger Marcelo , de 42 anos, explica que os novatos na casa não atrapalham. "Muita gente vem por curiosidade e se assusta, para nunca mais voltar. Já eles (os mais jovens), vêm se divertir sem atrapalhar e, eventualmente, até participam. O problema mesmo é o pessoal que vem sozinho, querendo se dar bem", critica, ao lado de sua mulher. A maior parte das casas de swing só permite a entrada de casais. Mas em alguns dias de festa, pessoas sozinhas podem entrar por um preço bem mais salgado.

Mas para quem não quer ficar dançando e vendo shows de striptease e prefere realmente conhecer uma casa de swing, vai para o "labirinto". E é só passar pela entrada deste novo ambiente do club, que o clima de badalação vai embora. Começa com quartinhos repletos de buracos na parede, para quem quiser participar de fora ou só espiar quem estiver do lado de dentro.

Mesmo assim, é só mais para frente que a diversão de verdade começa para os swingers. Nos quartos coletivos os casais se misturam à paisagem e parecem não se importar com os poucos curiosos que passam pelo local. A troca entre eles acontece de repente, sem muitas palavras; simplesmente acontece. Tudo parece um filme pornô ao vivo, às vezes excitante e às vezes cômico.

De volta ao clima de balada, o choque inicial vai embora. Os jovens curiosos voltam comentando o que viram para os amigos, enquanto os swingers experientes tomam uma água para descansar e se preparar para o próximo round. A música continua, com strippers homens e mulheres em cima do balcão do bar animando o público. Uma festa diferente para quem estava acostumado com as baladas da cidade e um dia como outro qualquer para os swingers experientes.

Nome fictício, para preservar a identidade do entrevistado.

Comentários

MARIGAUCHA - Thu, 22/09/2011 - 14h05 -

O DIA QUE SER HUMANO , TIVER VERGONHA NA CARA E SE RESPEITAR COM PESSOAS , NAO TEREMOS ESTA POUCA VERGONHA E POR ISSO A AIDS (HIV) ESTA AI..

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