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Sexo: Para se fazer ao ar livre
Sexo em local público, uma aventura cada vez mais comum
Tuesday, 24 November, 2009 - 10h00
Créditos: Thinkstock
A Holanda virou notícia no ano passado por uma notícia inusitada: o sexo estava liberado num dos principais parques de Amsterdã, o Vondelpark. Casais poderiam usufruir do espaço público para se divertir, desde que fizessem suas brincadeirinhas longe dos playgrounds infantis e, é claro, jogassem suas camisinhas no lixo. A decisão criou polêmica até mesmo na capital holandesa, conhecida pela fama de liberal, já que alguns cidadãos não se conformavam em permitir casais transando enquanto tinham que passear com seus cachorros obrigatoriamente de coleiras. Com certeza não seria essa a polêmica aqui no Brasil, numa situação parecida.
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O artigo 233 do Código Penal Brasileiro, prevê três meses a um ano de prisão ou multa para quem praticar algum tipo de ato obsceno em público. Mas isso nem de longe impede que casais se arrisquem na prática que mistura exibicionismo e adrenalina. Mas, ocasionalmente, o ato pode causar algumas dores de cabeça. Daniela Cicarelli virou fenômeno no YouTube depois de trocar carícias "mais ousadas" na praia e o ator britânico Hugh Grant teve de encarar o divórcio da ex-esposa Elizabeth Hurley, depois que ele foi flagrado num carro com uma garota de programa de "a boca na botija", se me permitem o trocadilho.
Cristina
foi uma vítima de inconveniente, depois de uma aventura com um antigo namorado. "Nós saímos com um casal de amigos e, na volta, pegamos algumas ruas vazias num bairro residencial", conta ela, "Estava tudo escuro e vazio, já era de madrugada. Deu vontade e aproveitamos". O casal então parou o carro ali mesmo e começou. Depois que o clima esquentou - literalmente - tiveram abrir as portas e terminar do lado de fora. Até aí, tudo já caminhava para uma boa história para se contar. A surpresa veio com duas batidas no vidro do carro, enquanto o casal já se trocava. "Era um segurança que cuidava das casas na rua. Ele tinha ficado dentro de uma guarita, com a luz apagada, e só veio falar alguma coisa depois, disse que vizinhos estavam reclamando. Era mentira! Ele queria que fôssemos embora só depois de ver tudo", brinca a jovem.
E seguranças parecem mesmo a sina de muitos casais. A estudante Luisa
tinha acabado de engatar um relacionamento com um amigo. Não era sério e os dois ainda nem tinham ido para a cama, até o dia em que foram a uma balada juntos. Depois de algumas cervejas durante a noite, os dois precisavam ir ao banheiro, que era unisex. Assim que a primeira cabine desocupou, a ideia veio e os dois entraram juntos. "A gente só estava se pegando, mas foi além", explica ela aos risos, "Quando vimos, já estava rolando". Mas a diversão durou muito pouco. O casal foi bruscamente interrompido pelas batidas no lado de fora, acompanhadas de um olhar severo de um segurança por cima da porta. "Morri de vergonha na hora. Saímos do banheiro e, logo em seguida, fomos expulsos da balada pelos seguranças".
Para casais héteros, entretanto, o banheiro é um lugar muito improvável para ser palco de uma aventura dessas. O mais comum é que estes locais sejam pontos de encontro entre gays, já que nestes casos tudo acontece mais discretamente. Banheiros de bares, baladas e até mesmo shoppings são o local escolhido para o chamado "banheirão". A cena de homens lado a lado nos mictórios, se olhando e analisando, não chega a ser incomum em muitos incomuns. Quem quiser pode ir mais além e acabar numa das cabines do banheiro. Para os mais discretos, ainda há a famosa opção de buracos nas paredes que dividem os espaços reservados. Tudo pela boa e velha privacidade!
E quem acha que isso tudo é uma baixaria e uma pouca vergonha, vale lembrar o exemplo do político norte-americano. Conhecido por uma postura conservadora, típica de seu partido republicano, o então senador Larry Craig foi preso por um policial disfarçado no banheiro do aeroporto de Minneapolis, procurando uma companhia momentânea. Depois que o escândalo saiu na imprensa, o senador foi à televisão acompanhado da esposa para negar qualquer suspeita de homossexualidade. Bom, procurando mulher ele não estava.
Nomes fictícios, para preservar a privacidade dos entrevistados.
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