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Indústria pornô mostra infinitas criatividade e capacidade de renovação

Por: Redação !ObaOba

Tuesday, 02 February, 2010 - 18h03

 

Créditos: Comstock

Fetiches, posições ousadas, fantasias, câmera e um mínimo - mínimo mesmo - de roteiro são a fórmula de um dos produtos mais controversos do mercado: o filme pornô. No Brasil, existe até uma Campanha Nacional Contra a Pornografia, que destaca diversos malefícios que o setor traz à sociedade. Bobagem acreditar que alguém possa vencer a guerra contra a pornografia. Embora os fins sejam invariavelmente os mesmos, a indústria se renova e pega carona em tudo que puder. Que o diga o golfista Tiger Woods, cujo escândalo sexual, rendeu uma paródia sem vergonha com o sugestivo nome Tiger´s Wood ("A moita do tigre", numa tradução pra lá de tosca).

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Mas se Tiger rodou na mão da indústria, teve gente que rodou a banca na indústria e vai muito bem, obrigado. Caso da loira Jenna Jameson, que fez fama diante das câmeras, transando com um cara, dois caras, dois caras e uma mulher, duas mulheres e dois caras, dez caras e quinze mulheres e assim por diante. Embora ainda bombe de buscas na internet, ela deixou de atuar faz tempo. Agora, ela é a empresária à frente do ClubJenna, um império pornô de US$ 30 milhões. Fora dele, ela colhe frutos do passado. Sua autobiografia How to Make Love Like a Porn Star (Como fazer amor como uma estrela pornô) ficou durante seis semanas na lista de bestsellers do New York Times. Quando não está dedicada à literatura ou aos negócios, Jenna empresta o nome a produtos eróticos. Vibradores, lingeries, bonecas infláveis e até vaginas de silicone levam a marca Jenna Jameson.

Outro que se deu bem no pornô foi o hoje empresário norte-americano Joseph R. Francis que, aos 24 anos, resolveu começar a filmar festas de universitários. Nessas aglomerações de gente bêbada, Francis convencia as meninas a tirar a roupa diante de suas lentes. A troco de quê? Camisetas, bonés e bermudas com a inscrição "Girls gone wild", que virou grife, que virou filme, que virou dinheiro. Muito dinheiro: hoje, a marca vende cerca de US$ 40 milhões por ano.

"Mas o creme fica com o cara da grana!", você deve estar pensando. "E quem transa com um monte de desconhecidos na frente da câmera?". Como em qualquer ramo do entretenimento, a maioria ganha pouco, trabalha muito e não faz lá muita fama. Mas quem ganha ganha. Evan Seinfeld, baixista e vocalista da banda de hardcore Biohazard, se casou com a atriz pornô Tera Patrick e tomou gosto pela coisa. Hoje, há quem diga que ele é mais ator pornô do que músico. A própria Tera, por exemplo. Em seu livro, Sinner takes all ("O pecador leva todas", novamente em tosquês), ela conta que abandonou o pornô para virar esposa em tempo integral. E exigiu o mesmo de Seinfeld. "Você me prometeu que só faria por alguns anos", ela disse que disse. Mas os anos passaram e o relacionamento terminou em divórcio.

Por falar em divórcio, a eterna lua-de-mel da indústria pornô com o público andou balançada nos últimos anos. Se a concorrência desleal da internet não bastasse, o pornô caiu de cabeça na crise financeira de 2008, a ponto do magnata Larry Flynt, criador da revista Hustler juntar-se a Joseph R. Francis para pedir um auxílio-sacanagem de US$ 5 bilhões ao Congresso Nacional Norte-Americano. Isso porque a venda de DVDs eróticos despencou 22% somente em 2008. Em um comunicado oficial, Flynt explicou que "os americanos podem ficar sem carros e outras coisas, mas não podem ficar sem sexo" e que somente o Congresso era capaz de "rejuvenescer o apetite sexual americano ao apoiar a indústria de entretenimento adulto". Isso sim que é causa social.

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