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Sexo: por dentro do banheirão
Entrevista com Tedson Souza, pesquisador do sexo público
Friday, 02 July, 2010 - 19h14
Tedson Souza
Créditos: Arquivo Pessoal
Toda grande cidade tem lugares específicos que as pessoas frequentam em busca de sexo público, normalmente com desconhecidos. As modalidades são variadas: tem gente que vai só para ver (voyeurs), tem gente que vai para se exibir (dogging) e tem gente que vai para transar mesmo. Paris tem o Jardin du Luxembourg. São Paulo tem o bambuzal do parque do Ibirapuera, que bomba nas manhãs de domingo, além do já clássico Jardim da Luz. Salvador tem o Jardim dos Namorados, o farol da Barra e o Jardim de Alah – só para citar os mais tradicionais.
Tedson Souza, 32 anos, baiano de Salvador, é jornalista, professor de radiojornalismo e pesquisador do sexo público. Desde a graduação, em Comunicação Social pelo Centro Universitário Jorge Amado (2005-2008), Tedson desenvolve pesquisas sobre a pegação homoerótica na capital baiana. Agora cursando um mestrado em Antropologia pela Universidade Federal da Bahia, ele prepara uma dissertação sobre a dinâmica das interações homoeróticas em sanitários públicos de Salvador. A prática, conhecida como “banheirão”, apesar de muito estigmatizada, é tão popular que rola inclusive em shoppings e estabelecimentos de elite, como o Salvador Shopping, o mais grã-fino da cidade. Tedson falou com a gente sobre o assunto.
Pra começar, o que é que te motivou a fazer pesquisa sobre sexo público?
Eu queria pesquisar sobre HSH, que são homens-que-fazem-sexo-com-homens, esse é um termo que o pessoal da saúde usa e que tem a vantagem de não ficar muito preso a rótulos, como “homossexualidade” que está mais ligado a questões identitárias. Não era nem vontade, era necessidade mesmo de pesquisar alguma coisa que ultrapassasse essa relação entre iguais, tinha muita vontade de escrever sobre isso, mas os trabalhos eram todos na linha de identidade, gays nas novelas, gays no cinema, esse tipo de coisa, e eu achava meio babaquinha ficar estudando representação só. É que a pegação faz parte de uma sexualidade marginal, todo mundo tinha a maior ojeriza, muita gente fazia e dizia “é horrível”. O banheirão era – e ainda é – tido como a forma de expressão sexual mais nojenta. Existe um preconceito muito grande. Na escala da cena gay, a piranha do banheiro é a pior vista, a bicha mais baixa. [Clique aqui para ouvir a matéria radiofônica "A Piranha do Banheiro", de Tedson Souza]
Banheirão, quem pratica?
Gente de todo tipo. A cena gay – não numa cidade como Salvador, que ainda é muito provinciana – é muito polarizada: tem barbie, urso, classe a , classe b. Mas no banheirão, tem desde um cara que tem idade de ser meu pai, ao executivo, ao pedreiro, à barbie... A cena é muito diversificada, é diferente da cena gay em geral.
Mas tem muitos gays enrustidos, não tem?
Em sua maioria, são gays enrustidos. O Humphreys, no “Tearoom Trade: Impersonal Sex in Public Places” [obra da década de 70 que marcou os estudos do sexo público] diz que a maioria dos frequentadores da pegação do banheiro é de homens casados que tentam esconder a sua identidade sexual, uma identidade que é como uma mácula.
E como é que funciona o banheirão? Tem sinais certos para os praticantes se identificarem?
Meu trabalho, na verdade, é uma etnografia do silêncio. As falas são raras, então eu tiro muito da atitude, do gestual, do silêncio. Os praticantes se identificam pelo olhar, mas tomam muito cuidado. Porque, na verdade, é um privado no público, o que as pessoas mais querem ali é serem anônimas, mas estão num ambiente público, então tem os olhares, tem a exibição no mictório, mas tudo com um cuidado muito grande.
Fazer banheirão é uma prática quase que exclusivamente homoerótica, e a sua pesquisa é sobre pegação entre gays. Você diz, inclusive [no seu anteprojeto de pesquisa apresentado à Universidade], que é a predominância da heteronormatividade que impossibilita “a construção de novas culturas sexuais não normativas ou explicitamente públicas”. Você acha que tem chance disso mudar no sentido de a sociedade em geral aceitar culturas sexuais diversificadas? Você já vê alguma mudança? O banheirão pode virar pop?
O banheirão é marginal demais pra virar pop, no máximo, pode ser um pop meio underground (risos). Porque sexo é diferente de carícia homoerótica, que já é mais aceita. E não é só a discriminação que provoca o banheirão, é claro que existe também o fascínio que o medo e o risco dão.
Explica a metodologia do seu trabalho, como é fazer pesquisa de campo em locais de pegação? O que é “observação participante”?
Eu comecei com um trabalho de observação nos banheiros, de “bicha-vigia”, aquela pessoa que fica lá, que avisa quando alguém vai entrar. Com isso, eu comecei a pegar um vínculo com os frequentadores – o que não é fácil! – e a partir daí, eu comecei a entrevistá-los, primeiro, em conversas mais informais, depois, eu pude gravar e tudo mais.
Fez amigos?
Fiz vários! Quando encontro algum, a gente fala das novidades: que abriu um banheiro novo, que o banheiro da feira de Camaçari tá pegando fogo, tá na moda.
E tem disso? Banheiro que fica na moda?
Claro que tem! Teve um banheiro que fechou por causa da pegação, o do Bompreço do Chame-Chame. Fecharam o banheiro masculino e ficou só o banheiro individual de deficientes. Isso fortaleceu bastante a pegação do banheiro do Shopping Barra e a pegação na escada de emergência do Barra [o Shopping Barra é vizinho ao Bompreço]. A escada de emergência é uma p
modalidade, tem a do Shopping Barra, a do [Shopping] Lapa...
Você pode contar alguma história engraçada que lhe aconteceu enquanto você pesquisava?
Uma vez, teve um cara que tava com outro na cabine do banheiro da Estação Rodoviária. Daí chegou o segurança e parou em frente à porta. Os seguranças ficam de olho, fazem extorsão, espancam também, fazem chantagem... Daí um dos caras teve que se enfiar num vão que tem entre a privada e o lixo para se esconder, e deu o maior trabalho pra sair depois (risos)!
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Nunca fiz sexo em banheiro publicos,mas acho que vou experimentar com meu marido claro
aki em lajeado rio g.do sul,no banheiro da rodoviaria tem pegaçao direta nas tardes,eu sempre vou la,sou passivo mais nao afeminado,casado entao vou la faço sexo oral em estranhos,arriscado sim,mais muito gostoso
ola amigo td bem? e como se sabe se alguem q ta la quer algo ou nao?
Bem cara, aqui na rodoviária não tem muito mistério não. Se for de tarde, sempre tem alguém lá pra isso. Já fui lá várias vezes e confesso que ta cada vez melhor. Como sou muito discreto, entro num banheiro e deixo a porta com uma frestinha aberta. Começo a bater punheta, bem devagar. O pessoal normalmente ta na frente do espelho fazendo de conta que ta se lavando ou no mitório esperando que alguém apareça bem ao lado. Nessa hora, alguém deve vir no banheiro que vc ta e tentar abrir a porta. Você viu que o cara sabe que o espaço ta ocupado, mas ele quer entrar. Se vc deixa ele entrar, já rolou. Ele pega no seu pau, vc no dele, pode rolar um boquete, mas cuidado, o pessoal tem subido nos vasos pra olhar por cima. Melhor é fazer um sinal e sair pra fora do banheiro. Também pode acontecer de o cara ficar no banheiro bem em frente, no lado aposto do seu, com a porta aberta ou semi aberta esperando a primeira oportunidade. Eele vai ficar olhando pra trás a todo momento. Vc pode, discretamente, como se fosse sem interesse, virar de lado com o pau pra fora. Se ele bater punheta e mostrar o pau tbm, aí é isso mesmo. Na área do cemitério, nas ruas dos fundos, é que os boquetes são feitos. Vc tbm pode ir no mitório e ficar de pau duro. Se vier alguém, não esquenta, fica com o pau ali, imóvel. Não bata punheta ainda. Se o cara não é da coisa, ele mija e vai embora, mas se ele é, vc vai notar q ele parou de mijar e ta de pau duro tbm. Aí vc dá uma olhadinha e dá uma punhetada de leve. Vai ver q ele ta olhando pro seu pau. Já aconteceu comigo. Tive sorte a ponto de poder gozar ali no mitório mesmo, um do lado do outro, sem ninguém aparecer, mas notei que nos banheiros já rolava uma pegação tbm. O tesão sobe lá em cima. É muuuuito bom. Numa outra vez um coroa me chupou ali no banheiro mesmo, mas é muito arriscado. Se alguém que não curte olhar por cima, pode dar escândalo. Dias atrás eu fui de novo. Tava um silêncio enorme no banheiro (é um local que ninguém se fala) e num banheiro tava rolando um boquete. Percebi pq ouvi os estalos da boca do cara. Um carinha veio no meu banheiro e logo saímos. Chupei ele no meu carro e ele gozou um monte (tudo com camisinha). Na frente da pia, um outro carinha que ta sempre lá que é passivo tava esperando alguém tbm. E num terceiro banheiro, tocou o telefone e o carinha teve q falar com q roupa tava e em q banheiro tava, pra rolar uma pegação combinada fora dali. Bem cara, é isso, é ir lá e deixar rolar naturalmente. Seja discreto q a coisa rola.
Nos banheiros de terminal de ônibus em Curitiba rola muito sexo gay.
verdade, princiaplente pinheirinho e portão!
É BAIXO E COM GRAU DE ALTISSIMO RISCO DE DST - NUMA DESSAS "rapidinhas" PODE SE PEGAR UM DST "rapidinho". Exemplo: Hepatite, Sífilis ou Gonoréia". Hoje em dia confiar é praticamente impossível, pois quem disse que o seu namorado "fiél" não deu uma "rapidinha" ??? Não é só na Bahia, aqui em São Paulo tambem acontece e nos grandes Shoppings (Shopping Morumbi, Ibirapuera, Penha, ABC, Aricanduva)... E tem mais... Aqui em São Paulo as casas noturnas possuem banheiros mistos (homens e mulheres mas não rola nada) e um DarkRoom (quarto escuro onde rola de tudo). Tem até um lugar "meio-legalizado" chamado de "Autorama" onde o sexo em um matinho rola a vontade e de vez em quando as autoridades aparecem por lá. Ser gay ou não ser gay eu acho muito arriscado. Nada contra, mas tem muitos mentirosos por aqui. Não adianta em nada transar com o seu parceiro com camisinha e nas "rapidinhas" não usar. Já escutei e já vi muitos dizendo que uma "chupada-rapida" não da em nada. Na minha opinião toda a homossexualidade corre riscos, é uma roleta. É claro que os heteros tambem correm riscos, mas no mundo hetero não existe "pegação", "darkrooms", "banheirão"... Claro que existem prostituições mas ai é outra coisa... Homom x Homem chegam direto ao ponto. Mulher x Homem é dificil chegar direto ao ponto. Nesse aspecto "As mulheres se sobrem sai porque elas se cuidam mais que os homens". O homem ja sai beijando e a mulher não. É muito comum o homem fazer sexo anal sem mesmo saber o nome de seu parceiro (em lugares de pegação). Terminou, um sai pra um lado e outro para o outro lado. Não vejo isso com bons olhos mas se tudo ocorreu COM CAMISINHA ATÉ PARA O SEXO ORAL ai tudo bem desde que não haja "chifres, traição". ATENÇÃO PARA TODOS: USEM CAMISINHA E SE FOREM PRATICAR O SEXO ANAL APÓS O SEXO ORAL (ou vice-versa) TROQUEM A CAMISINHA !!! CAMISINHA PRA TUDO PESSOAL !!! E por favor, não sejam mentirosos pois vocês estão se enganando vocês mesmos !!! DST só se pega uma vez !!! De São Paulo para Bahia
sinceramente, so acho esse movimento muito anti-ecologico, porque nessa de ficar ali disfarcando e olhando p****, os caras gastam horrores de papel toalha sem necessidade. Usem o secador de maos caraio !
Considero baixo. Nunca fiz, nem tenho interesse em "me pegar" com outro cara num local sujo e escuro. Sem possibilidade alguma. Uma boa cama é tudo de bom. E ainda tem o risco de dst pow...mt loser isso.
Muito interessante eu vou sempre nesses banheiros adoro uma pegação.
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