São Paulo / Notícia
SILVA erudito/pop/eletrônico/moderno
"Claridão", disco de estreia do capixaba, chega às lojas em setembro; leia entrevista
Lucio Silva de Souza. Ou simplesmente SILVA. Esse jovem capixaba tomou de assalto a atenção da crítica musical brasileira em maio, com um show surpreendente no Sónar São Paulo. Com apenas um EP lançado no ano passado, o músico faz uma mistura interessante de música erudita e eletrônica.
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A repercussão positiva do EP fez SILVA assinar contrato com a Slap, braço da Som Livre. Seu álbum de estreia, batizado Claridão, chega às lojas em setembro. O disco de 12 faixas traz seis músicas já lançadas – também encontradas em trabalhos antigos - e seis inéditas.
Nesta sexta, 17, SILVA faz show no Cine Joia ao lado de Single Parents e Wanne be Jalva, outros representantes da nova safra de artistas brasileiros. E o músico contou ao ObaOba suas influências musicais, suas preferências na hora de ir para a balada (no Rio e em SP) e algumas coisinhas mais.
Claridão, o disco de estreia
SILVA: Meu plano era fazer um disco todo novo, sem as músicas do EP que lancei ano passado. Mas alguns amigos me disseram para eu usar as canções do EP porque, mesmo divulgado na internet, muita gente não conhece. Conectei as músicas antigas com as novas. Foi difícil, pois as novas já estavam mais diferentes. Mas a sonoridade do disco ficou coesa, coerente.
"A Visita" é uma das canções de Claridão, disco de estreia de SILVA:
Experiência no Sónar São Paulo
SILVA: Foi uma coisa muito louca. Eu já tinha feito dois shows no Rio de Janeiro e um em Salvador pouco antes do Sónar. Eu saí de um meio bem independente e cheguei num festival desse porte. No backstage, eu vi os palcos montados do Mogwai, do James Blake. No Sónar, eu fiz metade do show sem retorno. Mas é assim mesmo. Festival é correria. A experiência de tocar no mesmo palco que ídolos foi incrível.
Cinco novos nomes da música
SILVA: Eu tenho ouvido muito Youth Lagoon. O disco dele é corajoso, bom de ouvir. Também curto Tin Man. Gosto do Kuedo, que fez um disco sensacional em homenagem ao filme Blade Runner, El Guincho. Também gosto de música pop, respeito quem consegue fazer um som que as pessoas assimilam, como o Kanye West.

Lugares legais em São Paulo. Lugares legais no Rio de Janeiro
SILVA: Em São Paulo eu gosto da Neu, por ter amigos em comum lá. Eu conheço o Dago (Donato, um dos sócios da Neu), o cara é bem exigente com música. Depois de tocar, eu sempre ia no Genésio. Nas poucas vezes que saí no Rio, fui na Casa da Matriz e na Fosfobox. São cidades bem diferentes. São Paulo é mais urbana. Quando as pessoas saem, elas se arrumam, é pra valer, a galera faz “carão”, uma coisa mais séria. No Rio, a coisa é mais despojada. Todo mundo de shorts, despretensioso, mas pretensioso ao mesmo tempo.
Show no Cine Joia
SILVA: A apresentação vai ter pouco mais de uma hora. E eu toco basicamente todas as canções do Claridão. Talvez eu inclua alguma música nova, mas ainda não sei. O certo é que eu toco o disco inteiro. Então, quem for ao show vai ouvir tudo.
Além de "A Visita", outras cinco músicas de Claridão já estão disponíveis no Soundcloud do SILVA. São essas:
"2012":
"Acidental":
"Cansei"
"Imergir":
"12 de maio":