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TIM Festival do começo ao fim

Por: Cuca Pimentel

Monday, 27 October, 2008 - 14h45

 

Créditos: Cuca Pimentel

Pela primeira vez eu vou ao TIM Festival para fazer uma cobertura fotográfica. Quarta foi o meu primeiro dia. Ainda não sabia que o Kanye West tinha proibido fotografar então imaginem minha decepção quando fiquei sabendo que não teria fotos dele no meu portfólio.

Enfim, queria ao menos ver o show, mas lá me informaram que não seria permitida a presença de fotógrafos com equipamento dentro do local, mesmo não fotografando. Teria que guardar tudo para ter o acesso à arena. E lá não tinha guarda-volumes, legal, vou guardar aonde? Ponto negativo para o TIM.

No final, tudo deu certo e acabei vendo o showman. Super me senti nos USA assistindo ao Grammy de pé. Só faltou a Britney entrando com os dançarinos fazendo performance. Um monte de pessoas com suas Cyber-shots empunhadas. Fiquei triste. Devia ter levado a minha.

Segundo dia, podíamos ficar por apenas três músicas de cada show no vão onde faríamos as fotos. Depois disso, RUA! E foi "super agradável" sair da arena com o mundo caindo lá fora. Muitos fotógrafos chegaram com equipamentos molhados quando a chuva recomeçou forte no início do show dos Klaxons.

Para fotografar Klaxons, um suplício. A galera começou a pular freneticamente, o que fazia com que o chão não parasse de se mover já que foi montada uma plataforma de madeira - e minha lente não tem estabilizador. Mas no final, até consegui bons clicks.

Sexta foi, sem dúvida alguma, a melhor noite de TIM Festival. Uma noite eclética que começou comportada com Junior Boys, saltou a beira da insanidade com a apresentação no meio do público de Dan Deacon, passou para música dos ciganos piratas do Gogol Bordello e ainda contou com as presenças dos DJs Switch e Yoda.

Esse último, para mim, foi a melhor apresentação de todos os quatro dias. Confesso que estava com medo do que tocaria depois de ter lido alguma coisa sobre ele noutros sites, mas o cara me surpreendeu. Não é todo dia que você vê alguém que consegue fazer um set costurando Madonna, a música do Mario Bros., Marvin Gaye, Jackson 5 e trilha sonora do filme "Austin Powers" com a da entrada do desenho dos Simpsons. Tudo isso feito belamente, sem nenhuma sambada e ainda com imagens incríveis. Saí de lá em estado de êxtase. May the force be with you Yoda!

O último dia foi decepcionante, não achei nada demais tirando a apresentação do The National que não conhecia, mas achei bem interessante. Nada que me faça ir atrás deles, mas até que curti.

Mas o que mais me marcou nesse festival, além do Yoda, foi a organização do evento. Muitos ingressos distribuídos às pressas e de graça na última hora, o que eu acho uma total falta de respeito.

Enquanto alguns pagaram R$ 250,00 reais para ver Kanye, outros entravam de graça ou pagavam R$ 10,00 pelo convite. A falta de um guarda-volumes para nós fotógrafos, que sempre carregamos pencas de equipamentos e tivemos que ficar do lado de fora por conta disso, também foi uma falha (o que mudou na sexta e no sábado, talvez devido a reclamações).

Espero que, no ano que vem, o festival traga mais nomes interessantes e não cometa tantas gafes como cometeu nesse ano. E long set ao Yoda!

>> Especial TIM Festival


>> Resenha: TIM Festival, por Andréia Regeni

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