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Titio Axl Rose ainda tem o poder
Com um espétaculo majestoso e uma dream band, Guns N´Roses mostra para o que veio
Monday, 15 March, 2010 - 10h00
Créditos: Divulgação
Alma lavada. Essa foi minha sensação ao deixar o Parque Antártica no último sábado, seguida de um pouquinho de orgulho. Confesso que desde que escrevi o especial sobre o Guns, andava com um certo medo da vergonha alheia que sentiria durante o show. Mas o sweet Axl o´mine surpreendeu e mostrou que ainda dá conta do recado.
Apesar da aparência um pouco assustadora - é bem estranho olhar para aquelas tatuagens e perceber que o corpo que habitam hoje é outro -, foi muito fácil para mim fechar os olhos e reconhecer aquela voz, sim ele ainda tem o poder da voz. De vez em quando falhava, e quando abria os olhos e via seu rosto inchado e vermelho no telão, depois de um berro daqueles, me dava conta do tempo que passou. Mas sem drama, normal, quando ele era lindo e cheio de sex appeal, eu tinha espinhas e usava aparelho. As pessoas mudam, envelhecem, faz parte. Mas agora posso afirmar que ele ainda é o cara, o mesmo cara e suas cismas e complexo de rock star continuam gritantes.
Depois de Rock Rocket, Forgotten Boys, Sebastian Bach, duas horas de atraso, Axl Rose entra no palco e, com menos de 2 minutos da primeira música, grita: "Stop, stop". Acredito que a maior parte das pessoas achou que aquilo fazia parte do espetáculo, mas não, era mais uma cena do Sr. Rose, assim como aconteceu na Argentina, em meados de 1990. A banda parou e Axl deu seu discurso, haviam jogado uma garrafa nele. Além de ameaçar acabar com o show e deixar o palco naquele momento, Axl meteu o pau no tal "club" (Disco), no qual deixou de fazer o show (quinta, 11/3), onde apenas "vips" participariam.
Clique aqui para assistir ao discurso de Axl legendado.
Clique aqui para ver as fotos do show do Guns em São Paulo.
A cara dele! Quem sacou a crítica aplaudiu com fé. Ok, desabafo feito. De repente, Axl lança um "Hey São Paulo, do you know where you are? You´re in the jungle" e toma paulada na cabeça. Com "Welcome to the Jungle" o estádio quase caiu e foi nessa hora que senti que um homem como ele nunca perde a importância e respeito, dignos de um rock´n´rolla legítimo. Além disso, Axl está bem escoltado, a impressão de um vocalista sem Slash, sem Stradlin e sem rumo ficou pra trás, afinal a banda é muito boa. Os guitarristas apavoram e a sintonia entre os caras parece existir de fato. Axl não é bobo não.
No meio da pista vip encontrei três pequenos garotos, de 12 a 14 anos, acompanhados da mãe. A família veio do Paraná exclusivamente para ver o titio Axl. Fiquei passada em um primeiro momento, pois é bem difícil encontrar pessoas da minha geração que gostam de bandas como o Guns N´Roses, imagine só nessa faixa etária. E foi durante uma sequência de músicas do novo cd, Chinese Democracy, que percebi que o brilho nos olhos desses moleques era o mesmo que o meu e de grande parte dos jornaslistas que estavam por perto.
Clássicos como "Sweet Child o´Mine", "Knocking´ on Heavens Door", "You Could be Mine" e "Paradise City" foram os pontos altos da noite, como já era previsto. Mas as músicas do Chinese Democracy, além de muito bem executadas, foram cantadas em coro, assim como os hits. Mas uma prova de que, apesar das críticas sobre sua aparência, comportamento e principalmente, em cima do seu trabalho novo, Axl Rose se garante sozinho ou bem acompanhado. Que sábado. Que show!
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ele lindo ate dimais,sonho com ele todas as noites eu beijando e claro ele na minha cama...ate fiz tatuagens como uma cruz na barriga e nome da banda nas costa e o nome dele em...minha parte.
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