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Várias tribos se reúnem na 2ª Campus Party Brasil
No Centro Imigrantes, há gente de várias partes do Brasil e do mundo. Inclusive, alguns índios também baixaram na feira high-tech
Tuesday, 20 January, 2009 - 14h40
Créditos: !ObaOba / Cuca Pimentel
Veio gente de tudo quanto é parte conferir a 2ª Campus Party Brasil e a diversidade é uma das características mais marcantes da feira high-tech. Mas, se tem uma coisa que une todos os campuseiros, é a paixão por computadores, internet e tecnologia.
Por aqui, tem até índios da Paraíba e da Bahia. Arakatibe (a esquerda da foto), 18 anos, é um índio da tribo Tupinania, do nordeste do Brasil, e estimulado por um de seus colegas da aldeia, veio conferir a Campus Party.
"Na aldeia, temos acesso à internet. Tenho meu e-mail e até Orkut", diz o índio, que usava o computador da área inclusão digital, do pavilhão. Nesse espaço, qualquer um pode ter acesso à net e até receber ajuda de monitores preparados para ensinar como navegar na web.
Arakatibe, mais seus colegas de tribo, pretendem ficar no Expo Imigrantes até o último dia da Campus Party e aproveitar ao máximo o livre acesso à web e a conexão 10 Gb. Mas não são os únicos. Diversos campuseiros estão acampados por aqui e, segundo a organização, até esta terça (19), já há cerca 2 mil pessoas na área das barracas.

Os colegas Helder Leones, 20 anos, e Alberto Chaverelli, 21 anos, (fofo ao lado) vieram do Mato Grosso até a 2ª Campus Party Brasil. Os dois trabalham com tecnologia e vieram até aqui para curtirem o que melhor sabem. "Acompanhei a Campus passada pela TV e internet e esse ano resolvi participar", diz Leones, que fica acampado até o último dia da feira.
Eles ainda disseram que o movimento aqui não para um minuto. "O pessoal fica jogando até de madrugada. Dá 4 horas da manhã e ainda tem um monte de gente na frente do PC", diz Chaverelli. Os amigos também elogiaram a estrutura montada para os campuseiros, onde há banheiros, chuveiros e 2 mil barracas. "O único problema é que aqui não tem wireless e nem energia", reclama Leones. "Vai ver que eles não querem que a gente fique até aqui com o computador", completa.

Já o casal de namorados Gabriela Bueno, 17 anos, e Augusto Leonardo, também 17, veio de Campinas e acompanhado pela família toda, que também está acampada nas barracas. "É bem legal a gente estar em um lugar em que todo mundo gosta da mesma coisa que você", diz Gabriela.
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