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WWW em: O drama do pequeno pônei
Nova coluna de sexo do ObaOba vem para derrubar tabus e o que mais estiver pela frente
Tuesday, 09 February, 2010 - 06h00
Créditos: WWW
Somos três. Mulheres. E é só isso que posso afirmar. Por coincidência ou por força dos astros, temos a mesma inicial nos nossos nomes e, diga-se de passagem, uma letra nada comum na caligrafia brasileira. Eu sou a Waleska e minhas amigas de debate são Weruska e Walquíria. Não somos deusas do sexo, não costumamos praticá-lo todos os dias (infelizmente), mas temos um filtro especial: conseguimos sacar as pessoas e as situações e, principalmente, as relações entre homens e mulheres. Afinal, mesmo quando o sexo é apenas sexo, ele está vinculado a algum tipo de relação. Pode ser uma entre o executivo e sua secretária, entre uma garota de programa e o cara que passa ali na esquina ou até entre um casal que divide a cama há décadas.
A ideia desta coluna é botar o pau na mesa, literalmente. Vamos discutir situações, tabus, experiências, sacanagens, erros e acertos. E por que não preconceito? Somos preconceituosas também, todos são, de uma forma ou de outra. O preconceito existe e ponto. Vamos mentir para você? Não. Ah, os "pós-conceitos" também dão pano para a manga.
Para abrir com chave de ouro, vamos discorrer sobre um dos maiores tabus: o pequeno pônei. O objetivo aqui não é falar sobre uma das questões mais clichês da sociedade: tamanho é ou não é importante, e sim, falar sobre os diversos tipos de comentários que pairam no ar. Quando uma mulher passa esse tipo de informação para a colega, é maldade ou serviço? Vou explicar melhor: ela está falando aquilo por conta do seu orgulho que foi ferido ou por que ela quer evitar que a amiga passe por uma situação desagradável (levando em conta que ela sabe que a amiga é super preocupada com o tamanho do brinquedo)? Pois bem, temos duas categorias: as vingativas e fraquinhas da cabeça e aquelas que apenas querem o bem da próxima e sabem muito bem como compartilhar essa informação, sem que vire fofoca. Até porque, em alguns casos, as mulheres realmente não se importam. Dominique
, 24 anos, afirma que nunca deixaria de sair com um cara se alguém a tivesse avisado de que ele é um pequeno pônei. "Ainda não tive essa experiência, mas se eu me dou bem com o cara, não julgaria antes de conferir", conta.
Para acabar de uma vez por todas com esse tabu, passamos a última semana falando sobre isso com a mulherada ao redor. Uma de nossas queridas, disse que tamanho faz diferença sim e que o preconceito também está aí para enfatizar a questão. "Acho que não podemos generalizar também, porque se o cara souber fazer tudo direitinho compensa a falta de tamanho enquanto uns grandalhões aí se acham os donos do mundo e só te machucam", diz Jacqueline
, no auge de seus 29 anos. "Eu também escuto muito minhas amigas. Se alguma já experimentou e me alerta do perigo, eu caio fora!", completa. E não tem jeito: certo ou errado, as moças vão comentar detalhes sórdidos entre si, umas de sacanagem e outras para alertar as amigas. Os homens também fazem - e não pense que eles vão passar ilesos por essa coluna.
Outro dia mesmo, escutei um caso engraçado. A mocinha estava saindo com um cara mais velho, havia cerca de um mês. No dia em que resolveu finalizar a tarefa, estava na fila de uma boate, com ele, pagando a conta. Uma amiga passou, puxou-a de canto e perguntou:
- Onde você está indo?
- Pra casa do Genaro
, ué!
- Menina, não faça isso! Ele é pequeno pônei...
Conclusão: a gata inventou uma virose que nunca mais passou...
Como somos generosas com os pequenos moços, também lembramos que cada mulher tem uma cavidade e que o maior prazer que sentimos está nos primeiros 4 centímetros, onde somos mais sensíveis. Quer dizer: a Mãe Natureza pensou nos pequenos - azar o deles que nem todas as mulheres são tão altruístas...
Até a próxima terça. Beijo me add!
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