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Coluna do Maia
Roberto Maia, mais conhecido como o Homem Enciclopédia: jornalista na área cultural, é um dos maiores colecionadores e pesquisadores musicais do Brasil. Trabalhou durante 13 anos como Diretor Artístico da Brasil 2000FM, já escreveu para Hardcore, Fluir, Guitar Player, Cover, Bizz e Folha de S. Paulo. Na TV, passou pela Cultura e Bandeirantes, e é autor do livro “Rock Brasil, um giro pelos últimos 20 anos”. Ufa, o cara é bom mesmo!
E quinzenalmente você poderá conferir a Coluna do Maia, onde ele vai comentar sobre... Música, é claro! Novidades, lançamentos, clássicos e muito mais... Não perca!
Aqui, Ali e Em Todo Lugar
É com prazer que estou de volta para comentar algumas coisas do mundo da música, que apesar de estar cada vez mais repleto de novidades, fica difícil encontrarmos e separarmos o que existe de interessante de oportunismos descartáveis. Por isso mesmo devo dizer que decidi dividir meu espaço em três momentos ou lugares no "espaço" musical. Aqui, Ali e Em Todo Lugar ainda que parafraseando os Beatles é uma forma de ver o que acontece, o que aconteceu e poucos viram e que sempre deve acontecer ..
Aqui
As coisas que acontecem, atualmente, no mundo musical e que devem ser notadas.
Novas bandas continuam a remexer elementos dos anos 60 esquecidos nas garagens, este também é o caso da novíssima e já badalada MAXIMO PARK, que estréia em disco com o cd "A Certain Trigger". Logo no visual, com indefectíveis terninhos, pode-se notar que as influências mais diretas são o estilo mod e o pós-punk. Como é uma tendência atual os teclados enfeitam e fazem citações das várias décadas do rock, enquanto guitarras rápidas dispensam virtuosismos desnecessários. Segundo a própria banda: "eles escrevem canções pop sobre a vida real, e a musica pop é sem dúvida uma forma de arte". Saídos de Newcastle, o quinteto conta com o charme do vocalista Paul Smith, que muitos comparam visualmente com Ian Curtis, o lendário vocalista do Joy Division. O primeiro single do disco é a faixa "Graffiti" que já explode nas paradas britânicas. A mitificação precoce da banda faz parte do estilo musical britânico que adora achar salvadores para o futuro da musica pop. Realmente é bem cedo para saber até onde o grupo ira chegar. O som é divertido, energético e tem a energia primitiva do rock e mostra ainda que banda pode se aventurar a um experimentalismo como na faixa Acrobat .
Site Oficial da Banda: http://www.maximopark.com/
Ali
Coisas que passaram desapercebidas na historia do pop e que ainda merecem uma chance.
Murder City Devils, banda de Seattle que surgiu como um boom em 1997 e se desfez em 2001. Tive a grata oportunidade de ver a banda em 1998 no festival CMJ em Nova York e quase pirei com a energia do caras no palco, o vocalista Spencer Moody ao entrar em cena mais parecia um professor de química nerd que após um segundo era tomado por um demônio. A sensual Leslie Hardy criava um desconforto melancólico com seu teclado hipnótico, e cada membro da banda parecia ligado no 220 volts. Como testamento deixaram o disco: Murder City Devils, The R.I.P. 1997-2001 pela gravadora SUB POP . Indispensável!
Em Todo Lugar
Sons eternos que nunca devem ser esquecidos.
Pelas minha perambuladas por baladas notei que os DJs tem esquecido de um grupo que foi uma paulada no cruzamento de tendências da música eletrônica, o LEFTFIELD, na verdade o duo Paul Daley (membro original das bandas A Man Called Adam e The Brand New Heavies) e Neil Barnes que combinavam soul de Chicago e house music criando novos parâmetros para chamada dance inteligente que surgiu no anos 90. O disco Leftism 1995 é um clássico que não pode faltar numa discoteca decente . A faixa "Open up " com os vocais do eterno punk John Lydon é um clássico que está esquecido nas pistas vale a pena ser reavivado.
Sugestões e comentários mandem um e-mail: maia@neobox.com.br
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