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Roberto Maia, mais conhecido como o Homem Enciclopédia: jornalista na área cultural, é um dos maiores colecionadores e pesquisadores musicais do Brasil. Trabalhou durante 13 anos como Diretor Artístico da Brasil 2000FM, já escreveu para Hardcore, Fluir, Guitar Player, Cover, Bizz e Folha de S. Paulo. Na TV, passou pela Cultura e Bandeirantes, e é autor do livro “Rock Brasil, um giro pelos últimos 20 anos”. Ufa, o cara é bom mesmo!
E quinzenalmente você poderá conferir a Coluna do Maia, onde ele vai comentar sobre... Música, é claro! Novidades, lançamentos, clássicos e muito mais... Não perca! |
Aqui, Ali e Em Todo Lugar
O maniqueísmo musical sempre me assustou, mas agora o que mais tem me assustado é que a vida das personalidades pop consegue ser mais importante do que a obra dos mesmos. Outro dia vi um documentário sobre o "caso" Michael Jackson, apesar do batido tema, pude refletir ainda mais sobre isto. Aproveitando para concatenar mais assuntos dentro do meu hipertexto mental aproveitei para elucubrar sobre a certeza que uma mídia confusa apavora o ser humano, e o influencia a não ter mais um senso crítico.
Num mesmo segmento, do programa citado, vejo a afirmação que o mundo parou para ver o veredicto sobre Michael Jackson, e segundos depois um especialista do jornalismo "musical" afirma que o astro pop "já era", fiquei imediatamente confuso de entender tal afirmação e negação ao mesmo tempo, pois não consegui relacionar esta refinada possibilidade dialética numa abordagem sensacionalista. Minha conclusão é que no mundo de hoje o imediatismo coloca uma pá de cal em uma carreira de mais 30 e tantos anos em poucos segundos. Julgamentos que cabem a justiça, ao meu ver, não cabem no plano estético. Neste país de heróis sem caráter, onde se aceita condutas extremas de políticos quem jamais poderiam tê-las, como podemos julgar uma obra junto com o seu autor.
Sempre costumo dar um aviso: se você gostar de um artista procure saber pouco sobre sua vida pessoal! O pior é ver, por exemplo, mais o Ronaldinho na revista "Caras" do que na revista "Placar".
Aqui
As coisas que acontecem, atualmente, no mundo musical e que devem ser notadas.
Three Cheers for Sweet Revenge - My Chemical Romance
My Chemical Romance me pegou de surpresa neste mar de novidades que surge a cada dia. Estourando nas rádios americanas com o hit: Helena (So Long & Goodnight) eles se formaram em New Jersey em 2002, pela união do chamativo vocalista Gerard Way e o baterista Matt Pelissier,que se tornaram parceiros das composições do grupo.
Eles conseguem fazer uma mistura original que tem um toque do gótico britânico, nas letras e vocais, lembranças da fúria de um "Sonic youth" no que tange as guitarras rítmicas, solos dignos dos virtuosos do metal e uma certa pureza punk no todo musical. Eles chegam, agora, ao segundo disco sendo o primeiro por uma grande gravadora. Three Cheers for Sweet Revenge, o disco em questão, contém 13 faixas que combinam boas melodias, arranjos interessantes e um fato peculiar neste tipo de banda, solos de guitarra impressionantes.
Site Oficial : www.mychemicalromance.com
Ali
Coisas que passaram desapercebidas na historia do pop e que ainda merecem uma chance.
O grupo Our Lady Peace surgiu na universidade de Toronto, no Canadá, em 1992 com a união do vocalista Raine Maida e o guitarrista Mike Turner, foi um grupo da chamada era pós grunge. Um dos diferenciais da banda era ter um baterista de origem jazzística: Jeremy Taggart, o que dava uma certa estrutura rítmica sofisticada ao grupo. Estrearam em disco com o álbum Naveed, de onde surgiu o primeiro single de sucesso do grupo: "Starseed," de 1995. O som do grupo me lembrava um pouco o Smashing Pumpkins, mas longe de ser uma cópia, ao longo do tempo o grupo foi ficando mais pesado. Eles merecem ainda uma revisão e nada melhor para isso do que saber que eles estão lançando um novo disco: "Healthy in Paranoid Times", o sexto do grupo, cujo nome é bem sugestivo (Saudável em tempos paranóicos).
Pagina oficial do fã clube da banda : www.ourladypeace.net
Em Todo Lugar
Sons eternos que nunca devem ser esquecidos.
Ainda retomando aquela famosa dúvida do que seria a "boa música", estive outro dia visitando a gravadora ST2, que ao meu ver, tem um projeto louvável que visa mais o bom gosto do que o lucro fácil, oferecendo produtos de ótima qualidade e diferentes do obvio que existe aos montes por aí.
Para ilustrar o tema "boa música", entre o excelente catálogo da gravadora existe uma série de DVDs chamada "Classic Albums", que conta como os discos clássicos da historia do rock foram produzidos. Como exemplo temos do primeiro disco de Elvis Presley ao fenomenal Nevermind do Nirvana. Com riquezas de detalhes e um interessante tom didático, podemos entender porque uma música ou um disco pode ser considerado genial. Constata-se que não existe uma fórmula, mas sim uma magia que faz este disco ou canção durar para sempre. Para quem está à procura da batida perfeita este é um bom caminho...
Site St2: www.st2.com.br
Sugestões e comentários mandem um e-mail: maia@neobox.com.br
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