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Marcelo Alvares é psicólogo formado pela USP e trabalha na área da dependência química. Iniciou sua carreira cuidando de dependentes de crack, cocaína, anfetaminas e principalmente, usuários de múltiplas drogas. Hoje atende pessoas com todos os tipos de dependência química. Mas seu olhar atento volta-se para as club drugs, que tem como ícone o êxtase.
Já passou pela UNIAD - UNIFESP, GREA - FMUSP e atualmente dedica-se ao atendimento de dependentes químicos no CAPS álcool e drogas de São Mateus e no seu consultório particular. Apaixonado por música, baladas, psicanálise, artes e pelo trabalho, se esforça para compreender o fenômeno das drogas na vida e abraçar todas as suas paixões ao mesmo tempo.
Longe da repressão ou da apologia, só quer trocar idéias, escutar, refletir e esclarecer mais sobre as drogas.
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Após muitas baladas inesquecíveis embaladas com ecstasy...
O êxtase usado por muito tempo e diversas vezes traz prejuízos cognitivos, físicos e psicológicos. O cérebro sofre algumas alterações e isto muitas vezes reflete-se no comportamento do indivíduo. Então, a relação do prejuízo cerebral está diretamente ligada ao funcionamento da mente e do comportamento.
O cérebro possui algumas substâncias específicas para o seu funcionamento e do corpo. Entre elas há a dopamina, responsável pelo prazer e comportamentos relacionados a manutenção da espécie, por exemplo comer e reproduzir. Já a serotonina é responsável pela regulação do humor, sono, dor, emoção, impulsividade e apetite. Existem outras substâncias, mas não cabem ser citadas agora.
O êxtase atua, principalmente, neste sistema serotoninérgico a curto e longo prazo, o que resulta numa diminuição, ou até destruição, desta substância no cérebro ao longo dos anos. Conseqüentemente, altera as regiões cerebrais onde a substância é muito presente. Devo acrescentar que estes prejuízos surgem rapidamente!
No que diz respeito a dependência química, os estudos mostram-se controversos. Muitos pesquisadores relatam que o êxtase causa dependência química e outros negam esta afirmação. Os danos ainda são muito estudados para saber se são reversíveis ou não.
Por mais que a droga seja recente, ela já foi muito estudada e muitos resultados sugerem prejuízos importantes e graves quando o uso é freqüente.
Prejuízos no pensamento e raciocínio:
· Lentidão de pensamento;
· Tendência a distração;
· Memória visual, verbal e de trabalho (quanto maior o uso mensal, maior o prejuízo);
· Dificuldade de manter a atenção e concentração.
Prejuízos físicos:
· Problemas odontológicos pelo bruxismo (efeito do uso do êxtase no qual a boca treme e os dentes rangem);
· Dores musculares;
· Problemas neurológicos (devido à alteração cerebral e conseqüentemente seu funcionamento);
· Perda de peso;
· Problemas circulatórios.
Prejuízos psicológicos:
· Maior chance de desenvolver doenças psiquiátricas sérias caso haja pré-disposição (Ex: Psicose, esquizofrenia e síndrome do Pânico)
· "Mania" de perseguição;
· Tendência a impulsividade (ou seja, agir sem pensar e avaliar o suficiente);
· Perda de interesse;
· Diminuição do prazer sexual;
· Depressão.
Considero importante ressaltar que os resultados acima citados podem trazem muito sofrimento psíquico, físico e dificultar muitas tarefas simples do dia-a-dia. As atividades e funções do pensamento citados estão muito presentes no cotidiano, desde prestar atenção numa aula, como dirigir numa rua. E posso afirmar que os prejuízos psicológicos são sérios e angustiantes para o indivíduo e família.
E tudo isto aparece após pouco tempo de baladas inesquecíveis...
Marcelo Alvares
marceloalvares@terra.com.br
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Total: 15 Comentários Veja Todos os Comentários
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|  | ENVIADO POR: Tranceiro até na alma (okonog@gmail.com) Na boa nunca tomei bala , e nem pretendo , pois se eu tomar sei que vou gostar e vou querer usar mais um dia , sendo assim prefiro nem experimentar . ja tentei mas parece que é coisa do destino mesmo , todas as vezes que eu ia pegar dava errado , o cara não ia , as vezes não tinha e tudo mais , uma vez até peguei mas misteriosamente sumiu da minha bolsa , ate hoje não sei como que perdi a bala , muito estranho , então desencanei e deixei pra la , DOCE ja useo e de vez em rarametne quando tomo meio doce so pra variar , nele ja nem tenho fissura assim , mas sei que é osso tambem , mas to de boa !
a bala penso que é mais fudida mesmo então to fora .
faloux . | ENVIADO POR: Tranceiro até na alma (okonog@gmail.com) Na boa nunca tomei bala , e nem pretendo , pois se eu tomar sei que vou gostar e vou querer usar mais um dia , sendo assim prefiro nem experimentar . ja tentei mas parece que é coisa do destino mesmo , todas as vezes que eu ia pegar dava errado , o cara não ia , as vezes não tinha e tudo mais , uma vez até peguei mas misteriosamente sumiu da minha bolsa , ate hoje não sei como que perdi a bala , muito estranho , então desencanei e deixei pra la , DOCE ja useo e de vez em rarametne quando tomo meio doce so pra variar , nele ja nem tenho fissura assim , mas sei que é osso tambem , mas to de boa !
a bala penso que é mais fudida mesmo então to fora .
faloux . | ENVIADO POR: Jimmi (bizz@ubbi.com.br) Os efeitos colaterais são realmente terríveis: dores no corpo, bruxismo, falta de memória e descontrole TOTAL do sono. Mas tem que se admitir os bons efeitos: apetite sexual elevado, disposição e sensibilidade. O grande problema é quando quem usa não consegue mais administrar e conter a vontade. Tenho amigos que usam para ir trabalhar pela manhã ou para ir jogar futebol, nadar. Usar 1x/mês e em festa é uma coisa. Usar "diretão" é outra. Acho que é uma droga perigosíssima - e sei do que estou falando. Tenho amigos que, em raves, usam 6, 7, 8 "balas". É uma temeridade...Vai da cabeça de cada um. Como o brasileiro nào tem cabeça pra merda nenhuma (vide resultados das eleições) a droga vai comer solta... |
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