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Marcelo Alvares é psicólogo formado pela USP e trabalha na área da dependência química. Iniciou sua carreira cuidando de dependentes de crack, cocaína, anfetaminas e principalmente, usuários de múltiplas drogas. Hoje atende pessoas com todos os tipos de dependência química. Mas seu olhar atento volta-se para as club drugs, que tem como ícone o êxtase.
Já passou pela UNIAD - UNIFESP, GREA - FMUSP e atualmente dedica-se ao atendimento de dependentes químicos no CAPS álcool e drogas de São Mateus e no seu consultório particular. Apaixonado por música, baladas, psicanálise, artes e pelo trabalho, se esforça para compreender o fenômeno das drogas na vida e abraçar todas as suas paixões ao mesmo tempo.
Longe da repressão ou da apologia, só quer trocar idéias, escutar, refletir e esclarecer mais sobre as drogas.
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O Carnaval da vovó Lurdes
Festa popular, o Carnaval ocorre na maioria dos países católicos, mas sua origem é obscura. No Brasil, a primeira festa do gênero aconteceu em 1641, promovida pelo governador Salvador Correia de Sá e Benevides, em homenagem ao rei Dom João IV, restaurador do trono de Portugal.
Hoje, a folia é uma das manifestações mais populares do país, e é festejada em todo o território nacional.
O Carnaval é um conjunto de festividades populares que ocorre nos dias que antecedem o início da Quaresma. Embora centrado na música, na dança e no folclore, a festa apresenta características próprias das regiões em que se popularizou.
O termo tem origem incerta, embora seja encontrado no latim medieval como carnem levare ou carnelevarium, palavra dos séculos XI e XII que definem a véspera da quarta-feira de cinzas. No passado, esta data marcava o início de um período em que os católicos eram proibidos pela Igreja de comer carne, durante os quarenta dias seguintes.
Com este breve histórico, tentei imaginar como era o Carnaval. Seria impossível que minha imaginação voltasse até 1641 e recriasse imagens a partir do pouco que pesquisei. Então, fui mais humilde e imaginei o Carnaval na época de nossos avós e bisavós.
Como não fiquei satisfeito com minhas pesquisas "internéticas" para fornecer dados à minha imaginação, não hesitei e liguei para minha avó. Ela, surpresa, me respondeu, após suspiros de nostalgia: "então, você quer que eu te conte como era o Carnaval na minha época?! Ai, ai, tá bom..."
Ela contou que havia os bailes e as folias de rua também, mas que preferia os bailes. Eram lotados de pessoas de todas as idades, pulando, brincando, rindo e dançando. A diversão contava com marchinhas, dedos para cima, confetes, serpentinas, fantasias e muito lança-perfume.
- Opa!? Vó, você cheirava lança!???
- Não, menino! Não era como é hoje em dia...
- Vó, explica isso direito!
Meu tom de piada fez minha avó rir, e ela falou mais sobre o lança-perfume. Disse que os foliões brincavam esguichando lança-perfume uns nos outros, pois dava um friozinho e ficava um cheiro bom, segundo ela. Nos bailes rolavam guerras de confetes, serpentinas e de lança-perfume "Rodo" (marca ) o tempo todo. Muitas vezes, era assim que os casais se aproximavam.
- Vó, esses detalhes eu não quero...
Ela riu. Agradeci e despedi-me da faceta baladeira e agitada da minha avó.
De volta aos fatos, o lança-perfume foi proibido em 1937 no Brasil, devido a alguns casos de morte por parada cardíaca. Mas como ele não é proibido na Argentina e no Paraguai, há um grande volume de contrabando da substância no país até hoje.
O lança-perfume encontra-se na categoria dos inalantes e é um sedativo, ou seja, deprime o sistema nervoso central. Uma substância inalante é toda aquela que pode ser introduzida no organismo através da aspiração pelo nariz ou pela boca. Sua composição química é uma combinação de éter, clorofórmio, cloreto de etila e de uma essência perfumada. Portanto, ele pode ser considerado um solvente.
Seus efeitos agem com muita rapidez - de segundos a minutos, no máximo - e desaparecem rapidamente, entre 15 e 40 minutos. Então, as pessoas cheiram o lança-perfume repetidas vezes, tão logo o efeito passa.
Entre as sensações proporcionadas pela substância estão euforia, agitação, ilusões, alterações da noção de tempo e espaço, lapsos de memória ("brancos"), risos espontâneos, pensamentos confusos, movimentação lenta, náuseas, zumbidos e sons grosseiros.
Considero que o maior risco da inalação do lança-perfume é uma parada cardíaca ou respiratória. Acredito que, como o efeito é rápido, usa-se mais vezes e fica-se cada vez mais alterado e menos ciente do perigo. Até o momento em que não se tira mais o pano embebido com a substância da boca e só se respira isso. É aí que mora o perigo!
O lança-perfume já fez parte da história do Carnaval, mas hoje é uma droga utilizada de forma abusiva, que está também em casas noturnas, raves e festas, como qualquer outra.
Espero que todos pulem, dancem, riam e brinquem muito! Mas com responsabilidade!
E transem com camisinha!
Bom carnaval!
Marcelo Alvares
E-mail: marceloalvares@terra.com.br
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Total: 8 Comentários Veja Todos os Comentários
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|  | ENVIADO POR: FILHO DO ALTISSIMO (FILHODOALTISSIMO.@HOTMAIL.COM) AMADOS O SENHOR JESUS ESTA VOLTANDO, ESPERO QUE O ESPIRITO SANTO DE DEUS, VENHA CONVENCER A TODOS DO PECADO, POIS SO JESUS É O CAMINHO A VERDADE E A VIDA E NINGUEM VEM AO PAI SE NÃO POR ELE. QUE O SENHOR ABENÇOE A TODOS QUE LER ESTA MENSAGEM. | ENVIADO POR: ()
| ENVIADO POR: Darilson hounsell da costa (Darilson_nys@hotmail.com) Deixos meus primeiros comentario e conselhos nesse carnaval se divirta se muinto com saude e responsabilidade na cabeca e nada de droga beba bastante agua no lugar de cerveja se beber nao dirija obrigado Deus te guarde. |
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