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Soninha Francine, vereadora de São Paulo pelo PT, ex VJ da MTV, comentarista da ESPN. Poucas pessoas representam tão bem os jovens como ela. E é por isso que a convidamos para estrear sua coluna no !ObaOba.
Quinzenalmente você vai poder conferir as novidades aqui, na Coluna da Soninha. Espere por muito comportamento, atitude, cidadania e atualidades! |
Cansa, mas é muito bom... Adorei trabalhar em uma Copa do Mundo
E não é que eu já fui e já voltei, e a gente nunca mais se falou? <:o)
Pois é, da última vez que escrevi aqui, estava me preparando para a Copa. Com certo pessimismo. Achando que seria tudo cansativo demais para conseguir curtir de verdade. Que a gente ia ser incapaz de aproveitar enquanto estava lá e só na volta ia lembrar da Copa com saudade. Afinal, não foi do nada que inventaram a expressão “eu era feliz e não sabia”. Quantas vezes valorizamos demais os problemas, nos deixamos levar por sentimentos negativos, e só depois percebemos as coisas legais que aconteciam?
Eu, normalmente, tento não ser assim. Mesmo que esteja chovendo na praia – o que, para alguns, destrói a possibilidade de prazer - acho muito legal estar com a família e os amigos fazendo nada. Ou melhor, fazendo outras coisas: lendo um livro na rede, jogando Stop com as meninas, ouvindo música, olhando a própria chuva e jogando conversa fora.
No colégio, eu me lembro, muitos não viam a hora de se livrar daquilo tudo. Aula, prova, encheção de saco. Eu não, eu adorava. Não as aulas, as provas e as encheções, mas a vida no colégio. Ver as amigas todo dia, jogar bola no recreio, aprontar algumas, agüentar outras. Via os adultos morrendo de saudade dos tempos de escola e sabia que deveria aproveitar ao máximo, porque se não desse valor enquanto estava vivendo aquele momento, ia sentir a maior falta depois.
Durante a Copa, apesar do pessimismo, consegui curtir bastante. Nunca tinha passado tanto tempo longe de casa. Então, aproveitei ao máximo cada dia. E olha que eram longos dias. A maioria começava lá pelas 9 da manhã e terminava depois das 3 da madrugada. Como disse um colega meu – o Paulo Vinicius Coelho, comentarista da ESPN –, a gente acordava pelo horário da Alemanha e ia dormir no do Brasil.
Às vezes, batia o dilema sobre o que fazer nas horas vagas: dormir, sair para dar uma caminhada, fazer compras (todo mundo tem de trazer presentinhos), adiantar o trabalho ou ler um livro que não tenha nada a ver com futebol? Acabávamos fazendo um pouco de tudo (menos dormir).
Usando o clichê, o futebol é o centro da Copa do Mundo. Mas ela é muito mais do que isso. É festa. Festa de rua genuína e democrática. Sim, pois os ingressos são caros e a torcida na arquibancada não tem nada a ver com o público normal de futebol. Por isso, há milhares de pessoas que não vão ao estádio e que também estão curtindo a Copa. Nas calçadas, nas casas, nos restaurantes, cafés e lanchonetes, nos ônibus e no metrô, nos parques e nas praças, está todo mundo na mesma sintonia, feliz com um carnaval que só acontece a cada quatro anos e que fascina e envolve pessoas muito diferentes.
Eu vi pouquíssimos jogos no estádio, mas pra quem achou que não veria nenhum, tá bom demais. Assisti a Inglaterra X Paraguai (ô, joguinho!), o segundo tempo de Brasil X Austrália e 35 minutos (dos 30 do primeiro tempo aos 20 do segundo) de Brasil X Gana. O resto foi tudo telão ou telinha: TV do estúdio ou da redação, "cineminha" em restaurante ou praça pública. E foi legal demais.
Antes de sair, parecia até que eu estava indo para um martírio,e não a uma Copa do Mundo. Era o cansaço, a lembrança de outras coberturas (Sydney 2000 parecia “ralo” do exército. Nossa, tiraram o couro da gente! :o)), a aflição com tudo que eu precisava adiantar/providenciar antes de ir pra Alemanha.
Então, escrevo para dizer: foi cansativo, foi puxado, tem horas em que a gente está tão zureta que não vê mesmo graça nas coisas, mas no geral valeu a pena. Desejo sinceramente que todo mundo possa, ao menos uma vez na vida, ter a possibilidade de viver um momento assim, tão intenso, tão inspirador e emocionante, seja a trabalho ou como turista. Viajar, eu acho, é uma das coisas mais legais que se pode fazer na vida.
Soninha Francine escreve para essa coluna quinzenalmente
Site Oficial: http://www.soninha.com.br
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|  | ENVIADO POR: Valmir Duarte Costa (valmir@fundos.com) Ela ficou na Alemanha e a cidade de São Paulo ficou sem a sua vereadora . | ENVIADO POR: roberta vasconcelos (valeriavds@click21.com.br) Parabens Soninha, é um orgulho p/ nós mulheres ter uma pessoa c vc. Q pensa.
Acho ridiculo qdo o Milton Neves tá falando sobre esporte e derepente faz uma propaganda, fala pra ele mudar, uma coisa de cada vez. | ENVIADO POR: Fábio Mendonnça Da Silva (FABIOMESILVA@CLICK21.COM.BR) Soninha
Parabéns pelo trabalho, acompanho diariamente atravès da ESPN BRASIL (SERVIÇO DE QUALIDADE), esperamos que o Brasil continue na Copa, mas com a provável perda do Robinho, vai complicar as coisas
Saudações Santistas
Fábio.
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