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Soninha Francine, vereadora de São Paulo pelo PT, ex VJ da MTV, comentarista da ESPN. Poucas pessoas representam tão bem os jovens como ela. E é por isso que a convidamos para estrear sua coluna no !ObaOba.
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"O melhor"?
Com esse negócio de U2 e Stones pra cima e pra baixo, rolaram várias conversas do tipo "qual foi o show da sua vida". Quando me perguntam coisas desse tipo, eu nunca consigo pensar em uma resposta só... (Tem um livro chamado "Meu jogo inesquecível", sobre partidas de futebol. Tentei escolher o meu, mas lembro de pelo menos quatro ou cinco e não consigo abrir mão de nenhum!). Então vamos lá, fazer uma lista de shows marcantes...
- O primeiro em estádio foi o do Kiss, em 83. Eu queria muito, muito, MUITO ter ido ao show do Queen, que foi o primeiro show em estádio por aqui. Eu adorava Queen, devorava todos os programas de rádio sobre eles, mas minha mãe não me deixou ir porque ficou com medo de tumulto... Que sofrimento... O do Kiss foi divertido, apesar do som sumir de um lado inteiro do palco de vez em quando.Tinha mil efeitos de luz e fumaça, um escândalo para a época.
- Nessa categoria "estádio", o festival mais marcante pra mim foi o Hollywood Rock de 93 - aquele que teve Alice in Chains (com uma apresentação bem mais legal do que eu esperava, porque eu nem gostava muito deles), Nirvana "tomado" (não foi um show, foi um espasmo...) e Red Hot Chili Peppers, glorioso.
- O Hollywood Rock de alguns anos depois também foi demais: de Chico Science e Raimundos a Urge Overkill, Black Crowes, Supergrass e Page & Plant! Eu estava lá a trabalho, mas curti muito as apresentações.
- Agora, a primeira vez que eu vi Chico Science ao vivo foi uma revelação. Eu fui ao lançamento do disco sem muita vontade - quando você já trabalha com música o tempo todo, convite de gravadora para o lançamento de um novo "produto" cheira meio a roubada, sabe? Quase uma extensão do trampo? Mas a galera toda da MTV ia, então eu fui também. Era no Circo Escola Picadeiro, ali perto da Ponte Cidade Jardim (quem é de São Paulo sabe bem onde é. Aliás, um lugar onde está havendo mudanças sobre as quais podemos falar depois...).
Logo na entrada, todo mundo recebia um chapéu de palha de brinde. Quando você está de má vontade, tudo é sem graça, e eu logo desconfiei ("Ai, que forçação de barra... A Sony dando chapeuzinho de palha..."). Aí o show começou. Eu fiquei olhando. Mas eu fiquei só olhando por, sei lá, cinco ou seis minutos. Com má-vontade e tudo, não dava pra ficar parado. Todo mundo pulando! Pulando muito! Foi arrasador. De transpirar até expulsar toda a nhaca e o pé-atrás. Inesquecível. Depois vi mais uma meia dúzia de shows de Chico & Nação Zumbi, e um melhor do que o outro! Incrível! (Ah, e o show da Nação no Claro Que É Rock foi um dos melhores do festival; fiquei super curiosa pra saber o que os gringos acharam).
- Esses pernambucanos são uma coisa mesmo. Além do mundo livre s.a., que eu adoro e há um tempão não vejo ao vivo (acho que a última vez foi em 2003, no Tendal da Lapa - outro lugar que está passando por mundanças...), e de várias outras bandas de lá (Devotos, Faces do Subúrbio, Matalanamão, Monjolo, Mombojó, Cordel do Fogo Encantado, etc.), eu adorava os shows do Mestre Ambrósio. Eles ficaram uma temporada no Blen Blen (será que já era KVA?), e eu não me cansava de vê-los por semanas seguidas. Eu, o Marcelinho (maridão) e a Julia (na barriga!).
- Juntando vários em um parágrafo só: Planet Hemp e Beastie Boys no Olímpia; M-2000 na praia de Santos (com Raimundos e Rollins Band), Mano Negra no Vale do Anhangabaú, anos e anos atrás (a Erundina era prefeita!); Manu Chao no Ibirapuera em 2004; Tim Maia em qualquer lugar; Jorge Ben, idem (nem sei quantos shows eu vi deles dois).
- Ter visto duas vezes o show da Adriana Calcanhoto, isto é, Partimpim com a Julia (no Directv Music Hall e no Parque da
Independência) também foi bem legal.
- Esse é pequeno e histórico: durante o Festival de Cinema de Gramado (do qual participei duas vezes quando ainda era estudante de cinema, e depois nunca mais voltei), passei com amigos em um lugar chamado Music Bar - de madeira, à beira de uma estrada, bonitinho e convidativo. Uma noite fria pra cacete, com uma neblina tão loucamente espessa que não dava nem pra atravessar a rua, a não ser "de ouvido". Dentro do bar lotado, uma banda de roqueiros cabeludos, a Black Masters, tocava Tim Maia, Jorge Ben e samba - inclusive os "pagodes" mais bregas que estavam na moda no momento. Mas tocavam com tanto gosto, com tanto pulso, com tamanho "punch" que a roqueirada toda dançava "como se o mundo fosse acabar de manhã". "Nadar e morrer... Na beira da praia...", sabe qual é? O baterista, uma baita de um "alemão", mandando ver, como se fosse um Led Zeppelin furioso. Mas tocando muito bem, respeitando o samba, sem querer inventar moda. Foi muito, muito divertido. Me acabei de sambar, e como eu não sou boa nisso, só consigo me soltar se a levada for muito boa. Acabei ficando amiga do baterista até hoje (salve, Iuri!)
- Pra encerrar, a lembrança mais antiga, que só perde em idade para o Kiss: todos os shows do Itamar Assumpção! Eu não perdia um. Ele fazia às vezes três ou quatro shows diferentes do mesmo disco, uma loucura. Com backing vocals, com uma banda gigante, só com violão... Em teatro, boate, auditório de colégio... Os shows dele eram muito, muito bons (o que eu usei de "muito, muito" nesse texto...). Eu adorava conhecer o repertório do disco novo, completamente estranho e chocante, ou ouvir as músicas que sabia de cor e salteado, em todas as suas quatro vozes diferentes... Um dos shows, especialmente, entrou pra (minha) história. Fui assisti-lo na Funarte em um meio de semana, e estava super vazio. Sentei na segunda fileira com minha filha de dois anos e pouco no colo. No meio do show - que era do tipo "sossegado", na medida em que isso era possível com o Itamar - ela dormiu. Ele viu, desceu do palco e foi sentar na cadeira vazia ao meu lado, e terminou de cantar uma música baixinho no ouvido dela. Não é demais?
- Só faltou uma coisa... E o U2? Bárbaro. Em 98 já tive essa impressão, que o espetáculo de segunda (foi o que eu vi) confirmou: ninguém faz megashow como eles. É uma experiência "total", como show de estádio tem de ser. Um arraso. Não sei como é possível não ficar impressionado.
Soninha Francine escreve para essa coluna quinzenalmente
Site Oficial: http://www.soninha.com.br
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|  | ENVIADO POR: Mauro Perrot (mauro@solun.com.br) Concordo c/ o do Kiss. Tirando a cerveja MALT 90, todos os dias do ROCKRIO 1(os outros esquece, ñ vale nem lembrar). Como esquecer Paul McCartney no Maracanã (com chuva na sexta e calor no sábado), até hoje eu tenho um cartão ingresso. | ENVIADO POR: Rodrigo F (rodsantos372@yahoo.com.br) Shows inesquecíveis foram os que me deram a educação musical que tenho hj. Que moldaram o meu gosto a muito tempo atrás. Blitz no Canecão, ainda c/ a Fernanda Abreu, qdo eu tinha uns 6 anos. Cama de Gato na beira da Lagoa no Rio c/ uns 13. Terra Molhada no People na mesma época (até então eu não gostava dos Beatles). E é claro Stones (Voodoo Lounge Tour) e Living Colour 2004 em SP. | ENVIADO POR: jamari frança (jamarifranca@aol.com) alguns shows inesquecíveis: Santana no Rio em 1971, Alice Cooper no Maracanazinho em 1976 (acho), Police no Maracanazinho em 1981, Queen e Iron Maiden no Rock in Rio 1, Page e Plant no Hollywood Rock (?), Neil Young no Rock in Rio (01). Stones e Dylan cantando Like a Rolling Stone na Apoteose (98). São tantas emoções bicho! |
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