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Soninha Francine, vereadora de São Paulo pelo PT, ex VJ da MTV, comentarista da ESPN. Poucas pessoas representam tão bem os jovens como ela. E é por isso que a convidamos para estrear sua coluna no !ObaOba.
Quinzenalmente você vai poder conferir as novidades aqui, na Coluna da Soninha. Espere por muito comportamento, atitude, cidadania e atualidades! |
Zoada na festa
Depois de um longo e fervoroso verão, aqui estou de volta, pretendendo manter a regularidade (parece papo de jogador de futebol...) e escrever no mínimo a cada 15 dias, conforme a intenção original. E retomo este encontro lítero-eletrônico falando sobre algumas experiências não muito agradáveis nas comemorações dos 452 anos de São Paulo. Não foi nada de mais - apenas alguns atritos estranhos, que às vezes não mexem com a gente mas outras vezes dão uma zoada.
O primeiro: fui com a minha filha Julia, de 8 anos, ao Boulevard da Diversidade, montado no calçadão da São João. Às seis horas haveria um concurso de Drag Queens, para escolher a Drag "oficial" do Carnaval. Achei que ela ia se divertir... Chegando lá, estava lotado e não dava para ela enxergar nada. Como era um evento público, promovido pela Prefeitura (Secretaria de Participação e Parceria / Coordenadoria da Diversidade / Subprefeitura da Sé / SP Turis), eu, por ser vereadora, teria direito de acesso a áreas restritas. Às vezes, não uso esse direito - seja para fiscalizar, para curtir ou para verificar a real impressão das pessoas, prefiro ficar nas áreas comuns. Mas dessa vez, por causa da Julia, pedi para entrar.
Bom, logo de cara fui avacalhada pelo porteiro: "Ah, é vereadora? De que partido? PT? O Partido dos Trambiqueiros?". Só disse que tem trambiqueiro em tudo quanto é lugar, e entrei. Mas fiquei pensando se ele folgaria assim com alguém com mais pinta de "autoridade"... Deixa para lá.
Para o concurso, as Drags se apresentavam dublando e dançando em uma passarela, diante da qual estavam sentados os jurados, em um cercadinho separado do público. Me deram uma cadeira ao lado deles; foi ótimo. Depois que o evento terminou, várias pessoas do público vieram falar comigo - pedir um contato para fazer reclamações, denúncias, sugestões. Enquanto isso, desmontaram tudo (menos o palco), foi todo mundo embora e só eu fiquei na área reservada.
Logo na seqüência, começou o show da Laura Finocchiaro. Eu queria ficar, mas precisava ir para outro evento. Antes de sair, quis tirar uma foto dela para colocar no meu site - sempre registro minhas andanças por aí, especialmente em eventos públicos. Assim que preparei a câmera, fui puxada pelo braço - sem violência, mas não foi só um toque de alguém que quisesse apenas me chamar a atenção e falar comigo. Fui puxada, mesmo. Virei sem saber o que esperar: era uma garota com camiseta e crachá da produção, que disse com rispidez: "Não pode tirar foto". Com o mesmo tom que eu usaria para dizer "não pode tacar pedra no palco". Como se tirar foto fosse um crime, um absurdo. Como se tivesse um cartaz enorme avisando que era proibido, e eu o estivesse ignorando. Como se eu fosse obrigada a adivinhar. Acho que só consegui dizer: "Eu não sabia".
Com a mesma rispidez, ela disse: "Não é pra ficar ninguém dentro da grade". E indicou uma abertura por onde eu devia me retirar imediatamente. Como se eu tivesse pulado a cerca e invadido. Como se fosse um cachorro ou algo muito indesejável. Surpresa com a expulsão repentina e a estupidez tão desnecessária, disse: "Não sabia, eu estava aqui desde antes", e "não precisava puxar, era só pedir com jeito". Ela me olhou com desprezo, talvez com deboche, super segura da sua autoridade e desdém pela minha ignorância das regras.
Saí de lá tão chateada que eu queria escrever na mesma hora (escrever é meu CVV... Meu pronto-socorro de emoções tumultuadas). POR QUE ISSO? Por que me tratar ou tratar qualquer um assim? Quem deu a ordem para não fotografar / esvaziar a área? A Prefeitura? A produção do evento? A produção da artista? (A própria Laura tinha acabado de me ver ali e não deu o menor sinal de que queria que eu saísse...). Que cena ridícula, que humilhação idiota.
Mais uma vez, fiquei pensando: será que ela agiria assim com qualquer um? Homem, mulher, rico, pobre, com roupa de "autoridade", com traje comum? Ou implicou foi comigo? Para completar, minha filha contou: "Um homem já tinha me puxado pelo braço, aí eu segurei em você e ele me soltou".
Isso é jeito???
Ser maltratada é uma coisa que me deixa arrasada. Imagine quem passa por isso o tempo todo - no banco, na agência do INSS, no cartório, no ônibus, no hospital... É de chorar. Aliás, quando eu vejo outra pessoa ser maltratada também tenho vontade de morrer. O mau trato pode ser sutil, passar quase sem ser percebido, mas eu não admito. Enfim, não aconteceu nada de mais, mas naquele instante turvou minha alegria de estar ao ar livre, em uma festa legal, em um agradável fim de tarde de verão, comemorando o aniversário dessa cidade que eu amo, mas nos dá tanto desgosto...
Soninha Francine escreve para essa coluna quinzenalmente
Site Oficial: http://www.soninha.com.br
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Total: 19 Comentários Veja Todos os Comentários
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|  | ENVIADO POR: marcela sem paciência (MARCELINHA@bol) Querida nãotem o que fazer não ,que babozeira pensa que as pessoas são obrigadas a perderem seu tempo lendoeste monte de idiotice que vc escreve. Meu bem faça mil favor
| ENVIADO POR: Jéssica (jessiquinha@hotmail.com) As vezes somos muitos destratados por fofocas dos outros,concordo.Mas,a imprensão que temos dos políticos,é que eles são corruptos.Por isso temos que provar o contrário. Um abração! | ENVIADO POR: Sérgio Luís da Silva (ppfcpontepreta@click21.com.br) Querida Vereadora,
Infelizmente eu também passei por um constrangimento dentro da Receita Federal de Duque de Caxias-RJ. E pior, na presença da minha esposa e do meu filho.
Fui solicitar esclarecimento sobre o CPF da minha esposa e um vigilante nos tratou de forma constrangedora e com ameaças na frente de dezenas de pessoas,demonstrando total despreparo para lhe dar com o público e descontrole emocional.Como não tinha policiais nas proximidades e ele estava armado,decidi não levar a frente para não expor mais ainda a minha família.
Essas situações vergonhosas é difícil de você ir a forra,principalmente por nossa parte que espontaneamente somos educados e sempre solícitos,independente de quem quer que seja.
Faço votos de sucesso na sua gestão e abraços.
Sérgio Luís |
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